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Denise Moraes

Cultura por Selmo Vasconcellos em 2015-09-15 11:02:24

                

Biografia da artista plástica capixaba Denise Moraes

 

Denise Moraes é natural de Vitória-ES.  Tem  formação superior em Letras - UFES, possuindo ainda vários cursos extracurriculares. Exerceu a profissão de bancária, professora na Rede Pública e Privada, e ministrou aulas de pintura em seu ateliê.

 

Iniciou sua carreira artística despretensiosa, brincando de pintura na adolescência. Posteriormente fez curso acadêmico clássico de pintura.        

 

Revela traços de primitivismo romântico, segundo "Análise do historiador, urbanista e professor da UFES, Ernesto de Souza Pachito". Com certa dose de autodidatismo, a  artista experimenta materiais recicláveis, como pó-de-serra, areia, barro, usando como suporte colagem em MDF, lonas costuradas e outras que trazem inspiração para a pesquisa em tela, porcelana, parede, etc.  Ela busca ainda, pela pesquisa, novos suportes para a arte, fugindo do academicismo clássico na tela plana, "Análise do artista plástico e advogado Antonio MarMel, de Brasília-DF", o professor de pintura acadêmica, o paranaense Alexandre Shuck, "Em sua análise observa que a pintora  revela traços do expressionismo".

 

Denise Moraes, artista plástica contemporânea, revela-se como uma admiradora de vários estilos de pintura, não se prendendo a nenhum deles de forma mais fixa constante.   A artista capixaba transita entre vários estilos e várias formas expressivas, o que  acaba de lhe conferir, além de um estilo totalmente subjetivo.  Denise é, por ser uma mescla de todas as escolas que a antecederam, uma  genuína artista pós-moderna, aquela que revaloriza as formas de expressão do passado dando a elas novas "caras" no presente momento.

 

Denise passeia habilmente pelos estilos. Ora se mostra romântica.  Ora se mostra uma autêntica realista. Se num momento se expressa dentro do mais nítido impressionismo, noutro opta por dar vazão a seu lado expressionista.   

Em alguns quadros consegue misturar impressionismo, romantismo e surrealismo numa só tacada.

 

Além de naturezas mortas, Denise pinta lindamente telas com paisagens.   Pinturas de  paisagens são pinturas cujos temas são inspirados em paisagens vistas na própria natureza.   Um pôr do sol ou a vista de uma colina podem ser alvos do pintor que o refaz em suas telas.  Vários artistas se utilizaram desta temática para se expressarem como por exemplo, Claude Monet.

 

"Análise do historiador carioca Marcelo Mourão, poeta, escritor, professor de Literatura com especialização em Língua Portuguesa".
"Considero que o objetivo da arte não é apenas uma tela em branco - morta sobre a qual se projetam complexos e afetos, emoções e ideias subjetivas", declara a artista, lembrando que Bachelard diz que "dê qualidade às coisas, dê do fundo do seu coração o poder justo aos seres agentes, e o universo se resplandecerá".


Inspirada em Jung e Hillman, Denise considera a imagem como uma aparição, numa epifania da alma que tem algo a apresentar, sem a necessidade de referentes que a representem.  

 

"Entendo que a imagem não é uma pintura, o desenho, a escultura tomados isolada e literalmente, mas, a concretude dessas formas, e a possibilidade de manejá-las, e de interagir concretamente com elas, que permite o exercício imaginal nos termos aqui discutido".

 

A artista participou de mais de 100 exposições individuais e coletivas em galerias, espaços culturais, entre elas FAFI, projeto TAMAR, Feira do Verde - Meio Ambiente, shoppings, teatro, CST, PETROBRAS, IV Mostra de Vitória em Arte do SINDIAPPES, Aliança Francesa, Yázigi-Praia do Canto, Ministério da Fazenda, UFES, Assembleia Legislativa - Vitória/ES, Anuário da UFF de 2011, Salão de Artes de Araruama - RJ, Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Galeão, integra 11ª semana de Museus em 2013, FLICA - realizada na Fábrica,  artista destaque-pintando ao vivo no "Café com Letras" Shopping Norte/Sul, Alphaville Jacuy.  O projeto da Exposição Itinerante sobre o Meio Ambiente, foi selecionado pela Secretaria de Cultura de São Paulo, ficou exposta em Registro/SP, e ainda expõe em vários espaços de Vitória, Município do Espírito Santo e vários estados do Brasil. Suas obras ainda integram acervos da Assembleia Legislativa - Vitória, Restaurante São Pedro, tombado Patrimônio Histórico, Centro Educacional Leonardo da Vinci, Correios, UFES, PETROBRAS, Museu Solar Monjardim.


É integrante do GRUPO ÁGUA  e  participou do GRUPO A AMAZÔNIA É NOSSA. Participa de sites virtuais de exposição de suas obras e poesias na internet.  É ilustradora,  capista e ilustradora da Coletânea lançada na Bienal em 2009, no Riocentro. Tem poesias publicadas em Coletânea Infantis, E-BOOKS, Antologias da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras-AFESL,  Cultura Revista,  sendo classificada  em 5º lugar  no concurso de poesia, Jornal impresso AS ACADÊMICAS, Blocos online- "Poesias para Mudar o Mundo", da poeta, roteirista de cinema e telematurgia Leila Mícollis, na Revista Prisma Cultural e "Eternos Elos" do autor Selmo Vasconcellos, participou da Coletiva da Poesia Do Dia do Livro, em Vila do Conde - Portugal, do Varal de Poesias no "Parque das Mangabeiras" em Belo Horizonte.  É acadêmica correspondente da AFESL e  membro da Academia Momento Lítero Cultural, ocupando a cadeira nº 74, como Benemérito, Colaboradora da Revista Prisma Cultural-RO. É curadora de Artes. Foi-lhe conferido Menções Honrosas em artes plásticas pela Câmara Municipal de Vitória-ES, e São José dos Campos-SP.  

 

A poesia  "A Heroína Capixaba Maria Ortiz", conferiu-lhe medalha de Ouro e primeiro lugar no Concurso de poesias na " Galeria Café com Arte", no Salão de Artes e Literatura da ABD" em Macaé-RJ, e a crônica, o primeiro lugar em Menção Honrosa pela AFEMIL, Concurso Helena Morley em Belo Horizonte.


A artista sempre difundi arte e literatura em suas mostras, convidando amigos poetas da AFESL, de vários estados do Brasil, e da Europa. Denise utiliza a arte não somente para homenagear, mas também para denunciar e alertar. A natureza está sempre presente em sua obra, transportando seus sentimentos para a tela.

 

SELMO VASCONCELLOS -  Quem é e o que faz Denise Moraes dentro e fora das artes plásticas?

 

DENISE MORAES - Atualmente dedico-me a pintura e a escrita.    Desde criança sempre gostei de leitura, de histórias infantis, gibis, revistas, Seleção, livros do meu pai, e tentei ler “Reflexões de um Relojoeiro”, de Machado de Assis.   Não posso deixar de mencionar que aos oito anos de idade, meu pai me cobrava uma poesia declamada quinzenalmente, que sofrimento.    Na  adolescência comecei a rabiscar alguns versos,  os quais guardei e alguns já foram publicados.    Na maturidade nos tornamos mais críticos ao escrever, porém não devemos perder a naturalidade,  pois  a vivência e  a inspiração do momento é que flui espontaneamente, seja para homenagear ou  alertar,  e  o lirismo que nos faz extravasar a alma.

Já fui bancária, professora do ensino fundamental e médio e ministrei aulas de pintura em meu ateliê.

 

SELMO VASCONCELLOS - Quando e como você descobriu sua vocação para às artes?

 

DENISE MORAES - Desde a infância sempre apreciei um belo quadro, principalmente paisagens. Porém, foi na adolescência, despretensiosamente. Durante as férias resolvemos que iríamos pintar um quadro, e pintamos. Mais adiante fiz curso acadêmico de pintura.


SELMO VASCONCELLOS - Onde e quando você expôs seus trabalhos ?

DENISE MORAES -
Inicialmente em Vitória e pelo Estado do Espírito Santo. Mais adiante surgiram oportunidades para expor virtualmente e em vários estados do Brasil.


SELMO VASCONCELLOS - Quais as figuras marcantes do universo das artes plásticas que exerceram de certa forma influências em sua vida como artista plástico ?


DENISE MORAES -
O que muito marcou-me quando criança, foi a arte dos capixabas Marian Rabelo, Samú, Levino Fanzeres, e o mineiro-capixaba Homero Massena.

 

Causava-me grande admiração os murais, mosaicos  e quadros expostos em vários locais,  suas belíssimas obras no Convento da  Penha e também as pinturas sacras da Catedral Metropolitana de Vitória.  A Semana da arte Moderna, Portinari e suas obras na Pampulha, e  os dois mestres do impressionismo que muito me influenciaram, Renoir e Monet, muito relevante observar o estudo e  detalhes na criação  das suas artes.

SELMO VASCONCELLOS - A arte que você faz pode ser inserida dentro de qual estilo ?

 

DENISE MORAES -  Eu não me defino num só estilo, eu passeio em vários estilos,  como o impressionismo, expressionismo, primitivismo, surreal.   Não me prendo a um só, pois estou sempre inovando, a imaginação fala mais alto, vem do fundo da alma.


SELMO VASCONCELLOS - Qual é o seu grande objetivo no momento ?

 

DENISE MORAES - Continuar com a itinerante sobre o Meio Ambiente, para a tomada de conscientização nas escolas, a qual está em exposição no espaço do CASARÃO de Viana-ES. Viana, terra da minha descendência materna que me remete à recordações da infância com a natureza, do fogão à lenha, da água mineral, do trem, das noites enluaradas e céu estrelado, d'um azul sem igual. O que estamos vivenciando atualmente tende a piorar com o descaso da preservação do planeta. O homem está devastando o mundo de um modo geral, nem o ser humano escapa da desumanidade. A devastação do ser humano é dantesca. O que sobrará?

 

MARIA ORTIZ: FATOS HISTÓRICOS E REAIS.

 

Convivência com familiares...

Um tempo que ficou para trás.

 

Era nas refeições que todos se reuniam em harmonia.

À noite meu pai contava histórias... ele as tinha em demasia.

E todos, atentos, de nenhuma palavra a se furtar.

 

Lembro-me das histórias que ele narrava,

Dentre tantas, a Invasão dos Holandeses,

Recordo-me, ainda, da sua maneira ao relatar.

 

Coberta a vila pela mata atlântica, próxima ao céu,

A bela Ilha do Mel cercada pelo mar.

Essa é Vitória do Espírito Santo,

Nesse azul anil, envolta num véu.

 

Lá no alto, na Vila de Nossa Senhora da Vitória,

Uma moça, de vinte e dois anos, trouxe-nos imensa glória.

Na antiga Ladeira do Pelourinho, no sobrado branco ela residia,

Hoje a ladeira é suntuosa escadaria, que recebeu o nome de Maria.

− Escadaria Maria Ortiz −

 

Sim, Maria... Maria Ortiz, primeira heroína Capixaba, tão audaz!

Seu nome, heroísmo e amor à terra,  memorizei.

Aqui nasceu essa guerreira, filha de Carolina Darico e Juan Ortiz Y Ortiz,

De origem espanhola, era a jovem Maria Ortiz, uma garota sagaz.

 

No térreo da propriedade do seu pai, uma taberna havia.

Onde, o pai de Maria, o vinho negociava.

Ah...! E meu pai a contar sobre a astuta e corajosa heroína,

A todos nós, esse célebre episódio histórico empolgava.

 

Nada consta nos registros que os estrangeiros dos navios,

Ao desembarcarem, a taberna frequentavam.

Bebiam até a embriaguez.

E de seus grandiosos planos se vangloriavam.

 

O senhor Juan Ortiz Y Ortiz, pai de Maria e tabelião da câmara,

Ao sair de casa, para de uma reunião participar, a taberna fechou.

À filha cuidados recomendou.

 

Precavidos os moradores souberam que os holandeses,

Estavam prestes a descer de seus navios... Iriam atacar.

Estes, porém, a metade da subida mal conseguiram alcançar.

 

Para Maria nada era segredo e para atacar se preparou.

Armas depositadas nos barris de carvalho. Quais armas?

Dejetos que nos barris eram depositados, armazenados como entulho.

 

Num ato de coragem e bravura, a participar da defensiva, aos vizinhos incitara.

O povo, que Maria liderou, os holandeses expulsou.

O seu triunfo: os inimigos afugentara.

 

E para tal façanha,

Água suja das tinas de banho e brasas, eles atiraram...

Encontraram resistência, sendo pegos de supetão.

Expulsos foram do Espírito Santo... fracassou a invasão.

 

Exibiam as madames, luxuosos urinóis de porcelana importada

Nos barris vindos da Ilha da Madeira, seus dejetos eram despejados.

E, embora a História diga que eles foram derrotados com água fervendo,

Contam as más línguas que foi com excremento.

 

Maria Ortiz, heroína foi consagrada.

O escrivão Juan Ortiz Y Ortiz, seu pai, a homenageou.

Por seu gesto heroico, uma coroa de margaridas amarelas

Em sua cabeça ele colocou.

 

Em 14 de setembro de 1603 ela nasceu

Em 25 de maio de 1646, faleceu.

Alguns frutos de sua descendência deixou,

Um dos seus filhos, o ilustre Barão de Fundão.

 

Seu brado não foi em vão.

 

Denise Moraes

 

 

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Márcio Camargo

Parabéns Denise!! Grande artista, bela entrevista!!!

Marcos Tavares

Toda meiguice e beleza dessa pessoa que artista plástica é reflete-se na sua significativa obra. Denise MoraES é artesã cujo valor muito enriquece o patrimônio artístico-cultural de seu Estado natal : o Espírito Santo.

Corina Sandri

Maravilha de entrevista amiga que só enriquece cada vez mais nossa cultura. Sempre dedicada ao que se propõe e com resultados fantásticos.Te admiro muito voce sabe.E ao Selmo também parabéns pela rica entrevista!!Beijo grande a voces!

Marcelo Mourão

Denise Moraes, além do ótimo caráter e da excelente amiga, é uma artista sempre aberta ao aprendizado e ao aperfeiçoamento. Brinca com estilos diversos e acaba achando sua própria voz nas artes plásticas. Como produtora cultural, agita e se envolve em inúmeros projetos que são importantes pra mover a máquina da cultura em nosso país. Professora, poeta, pintora, divulgadora, entrevistadora, mãe, esposa - tudo Denise faz com competência e carinho e dedicação. Fico feliz por ter a amizade dessa mulher admirável. Obrigado, Denise, por termos essa amizade há anos e cada vez mais fortalecida. Beijos e abraços. E pro Selmo vai uma saudação especial: Selmo querido, sua arte e seus agitos culturais são importantíssimos. Tomara que tenhamos você fazendo isso tudo como faz por anos e anos e anos. Abração nos dois amigos!

Robson Ruas

Belíssima entrevista! Denise Moraes é uma artista de grande talento! Parabéns à Rede sem Fronteiras e ao Selmo Vasconcellos!

Aparecida Santos Canazzaro

Amiga a muitos anos venho acompanhando a Denise e a artista que cada vez mais me surpreende com seu vasto gosto por todos estilos de pinturas. Parabens amiga da sua sempre fã.....Cidinha

Zilda Costa

Parabenizo de antemão o ilustre entrevistador Selmo Vasconcellos pela brilhante entrevista. Todos precisam conhecer o talento dessa menina mulher que escreve lindamente, sem contar os belíssimos quadros sempre exaltando a natureza e a necessidade de preservá-la. Que Deus a abençoe Denise por esses dons que não são de todos. Beijos!

Denise Moraes

Selmo, é tão gratificante esse reconhecimento de sua parte, sinto-me honrada por estar na sua edificante coluna e ter minha entrevista publicada neste tão conceituado JSF. Meus agradecimentos pela oportunidade de ver publicada a poesia da heroína Capixaba Maria Ortiz. Estou em estado de encantamento. Um grande abraço amigo poeta, com tantos predicativos e bravura, divulga a cultura fortalecendo, dando-lhe vida. Denise

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