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La Divina Increnca, de Juó Bananére: Edição comemorativa do centenário

Literatura por em 2015-09-24 16:11:08

Lançado em 1915, o livro La divina Increnca foi escrito por Juó Bananère, pseudônimo do escritor, poeta e engenheiro paulista Alexandre Ribeiro Marcondes Machado (1892 – 1933) cuja literatura, considerada pré-modernista, parodiava o sotaque da grande colônia italiana de São Paulo, na primeira metade do século XX.

                Para marcar a data, a Editora Livronovo está preparando uma reedição especial.

                O livro, em edição de luxo, será financiado pelo regime de crowdfunding, através da parceira que a editora tem com o Bookstart, única plataforma brasileira de financiamento coletivo voltada exclusivamente aos livros.

                A importância de Juó Bananére na cultura paulistana é inegável.

                Embora formado em engenharia pela Escola Politécnica da USP, Alexandre escrevia artigos para o jornal O Estado de S. Paulo. Em 1911, começou a assinar a coluna "Cartas do Abax'o Piques" (Abaixo Piques era o nome da atual Ladeira da Memória) na revista semanal O Pirralho, um periódico literário, político e de humor recém-lançado por Oswald de Andrade

Foi nesta ocasião que passou a usar o pseudônimo Juó Bananère. O Pirralho participou do movimento literário precursor do Modernismo, que se consagrou com a Semana de Arte Moderna de 1922.

                Alexandre rompeu com Oswald de Andrade e, em alusão à sua coluna anterior, criou o "Diário do Abax'o Piques", o semanário mais irreverente da época. Nele, Juó parodiava versos de poetas famosos, mas também criava seus próprios poemas satíricos dedicados a figuras da época, como os presidentes Venceslau Brás, Hermes da Fonseca, o famoso jurista Ruy Barbosa e tantos outros.

                Também fez paródias das fábulas de La Fontaine e poesias inspiradas nos romances Machado de Assis, mantendo sempre uma divertida mistura dos idiomas italiano e português.

 São Paulo e a influência da imigração italiana

                Nas duas primeiras décadas do século 20, a população de imigrantes italianos em São Paulo saltou de 130 mil para quase 580 mil, o que deu uma nova cara aos hábitos e costumes locais.

Alexandre apaixonou-se pela cultura surgida nos bairros centrais operários que se expandiam na capital paulista, como Brás, Barra Funda, Bom Retiro, Mooca, Belenzinho e Bexiga.

                Pobres, muitos dos italianos recém-chegados eram obrigados a aceitar trabalhos menos nobres, como puxar carroças de vender bananas. Daí o pseudônimo: o João Bananeiro que virou Juó Bananére.

                Por mais de 20 anos, Juó se fez ativamente presente nos meios cultural e jornalístico paulistas.

                O título de La Divina Increnca, sua obra principal, é uma paródia da Divina Comédia, de Dante. Nele, Juó Bananère intitulava-se Gandidato à Gademia Baolista de Letras (Candidato à Academia Paulista de Letras).

                Após o lançamento, em 1915, houve edições seguidas até 1924 e, depois, apenas uma outra edição de La Divina Increnca, em 1966, pelo editor Folco Masucci, cujas atividades se encerraram há décadas.

                “Sempre fui um entusiasta da literatura modernista. E poder, hoje, reeditar um livro de tamanho caráter histórico e cultural é uma honra, especialmente por ser o centenário da obra. O Juó merece uma homenagem assim, ainda que em edição especial com tiragem limitada e exclusiva aos apoiadores do projeto de crowdfunding”, declara o editor Zeca Martins, da Livronovo.

Acessem o link  e saibam mais sobre o projeto.

www.bookstart.com.br/pt/juo.


Fonte - Zeca Martins

Foto   - Divulgação

                 



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