Rede Mídia de Comunicação | Rede Sem Fronteiras

Você está em: Início > Notícias > Cultura > Lançamento do livro O Clarão do escritor e acadêmico Bruno Marcus Rangel Pessanha no dia 22 de setembro de 2015, na Sala Carlos Couto.

Lançamento do livro O Clarão do escritor e acadêmico Bruno Marcus Rangel Pessanha no dia 22 de setembro de 2015, na Sala Carlos Couto.

Cultura por Alberto Araújo em 2015-10-03 11:47:35
                



Foi muito concorrido o lançamento  do livro  O Clarão do escritor e acadêmico Bruno Marcus Rangel Pessanha no dia 22 de setembro de 2015, na Sala Carlos Couto (anexo ao Teatro Municipal de Niterói) na Rua XV de novembro em Niterói-RJ-Brasil.

Várias personalidades do mundo cultural, amigos e escritores estiveram presentes e receberam o autógrafo do consagrado literato que faz parte de várias entidades culturais e tem diversos livros publicados.

Elaborado pela editora Parthenon, a publicação traz, onze contos que nos explicitam histórias maravilhosas, envolventes e prendem a atenção do leitor: O Carreto, Copa do Mundo - A Fuga, As Mulheres Altas, Zetinho, Jurandir, O Clarão, Coração de Outro, Os Brincos, As Vertigens do Sono, Sombras do Falo e a Foto, são os contos incluídos na obra.

Com histórias reveladoras. Todos os contos foram escolhidos de modo a transitar com perspicácia nos atributos do humor, ironia e consciência. É extremamente prazeroso e fascinante flutuar na tessitura de suas narrativas.

A capa  tem as ilustrações geniais do designer gráfico Will Martins, o renomado artista que se sobressai  pelo seu percurso multifacetado, incluindo ilustrações belas em seus artefatos e acima de tudo ele já transformou a sua arte altamente profissional e respeitável.

O prefácio foi assinado pela acadêmica e também escritora Elizabeth do Vale. intelectual muito importante em nossa cidade, é  membro de várias entidades culturais em todo o Brasil, dentre tantas Academia Niteroiense de Letras, Cenáculo Fluminense de História e Letras e outras.


UM POUCO SOBRE O AUTOR DO LIVRO O CLARÃO.


Bruno Marcus Rangel Pessanha, conhecido como Bruno Pessanha, nasceu em Belo Horizonte – Minas Gerais, fora criado em Campos com o pai. É morador de Niterói desde o ano de 1976. Já fez consultoria na profissão de Engenheiro Agrônomo por quase todo o Brasil.

Dados

Nasceu em 11 de julho de 1933. É brasileiro. Formado em Engenheiro Agrônomo pela Escola Nacional de Agronomia da Universidade Rural do Brasil (RJ) – 1959; Pós-Graduado em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (SP) – 1971; Supervisão em Etapas e em Serviço Social Rural pela Faculdade de Serviço Social / Serviço Social Rural – DR – SP (SP)  – 1962

Habilidades Gerenciais Básicas pela Escola Superior de Administração Fazendária – IBGE – (RJ) – 1988.

Perfil

Engenheiro agrônomo pela escola Nacional de Agronomia, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com  pós-graduação em Administração de Empresas pela EAE – FGV/ SP, nasceu em Belo Horizonte em 1933, mas sua formação começou em Campos, RJ, onde passou a infância e adolescência e começou a escrever. Foi seu pai, funcionário do Banco do Brasil, quem despertou nele o interesse, depois o amor e por fim a voracidade por tudo quanto fosse literatura. Já a paixão pelo cinema nasceu cedo, ao acompanhar os irmão mais velhos. hoje residindo em Niterói, Bruno é membro da Academia de Letras Rio-Cidade Maravilhosa, onde ocupa a cadeira número 23, cujo patrono é Érico Veríssimo. Além de dois contos premiados e publicados, e deste volume em que relata memórias da Universidade Rural, onde se formou em 1959, tem dois livros inéditos, um de contos e outro de poemas.



A seguir o fragmento de um conto inserido no Livro:



ZETINHO



Em 1938, Murundu, a 50 km de Campos, no norte do Estado do Rio de Janeiro, tinha estação de trem (única forma de acesso ou saída da Vila) e uns 300 habitantes, se tanto. Rua de terra, casario, igreja, armazém e farmácia compunham o distrito - um fim de mundo, por assim dizer. Os fazendeiros e sitiantes criavam gado ou plantavam cana-de-açúcar, atividades predominantes em todo o município; mas, do ponto de vista esportivo, Murundu era uma miniatura do Brasil: tinha torcedores e jogadores de futebol. Naquela época, já se podiam acompanhar os jogos pelo rádio de seu Donizetti, o dono da farmácia; ambos únicos na Vila – o rádio e a farmácia.

Situada exatamente entre dois outros lugarejos com características semelhantes, Murundu se comunicava com o mundo através desse aparelho e do telégrafo da ferrovia. O fato de a Vila ter sido escolhida como ponto de parada dos comboios da Leopoldina Railway estava a indicar seu potencial de futuro entreposto comercial da região.

O farmacêutico trabalhava sempre com um longo e engomado jaleco branco e só saía à rua de terno, gravata e chapéu, pois era assim que os senhores de respeito se vestiam, na época. Mas, apesar do formalismo, gostava muito de futebol. Tanto que, sempre que podia, fazia coincidir as viagens a Campos com os fins de semana, sobretudo quando acontecia a partida final do campeonato campista, disputado rotineiramente pelos times do Goitacaz e Americano, de grande torcida no Norte Fluminense.

Depois que seu filho Zetinho completara 5 anos, passara a acompanhar o pai na arquibancada do estádio da Rua dos Goitacazes. Identicamente ao que sucedia com Flamengo e Fluminense na Capital, os times de Campos tinham torcidas diferenciadas: o Americano, uniforme branco e preto, contava a maioria dos seu torcedores na classe abastada. Era o clube da elite, para o qual seu Donizetti gostaria que o menino torcesse. E o Goitacaz, azul e branco, era o time popular...


******************************


Para saber o restante desse desfecho, cabe ao leitor adquirir a obra que se encontra no site da Editora Parthenon: www.parthenon.art.br  

As imagens produzidas pelo Focus Portal Cultural estão todas inseridas no vídeo no Canal You Tube:

Clicar no link:

https://www.youtube.com/watch?v=wOUe86C13Mk





http://www.redesemfronteiras.com.br/noticia_ver.php?id=1306








Deixe seu comentário, ele é muito importante para nós

* Seus dados não serão exibidos a terceiros.

Publicidade

Veja também