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Artista plástica Laura Belém apresenta exposição “Ilha Restaurante” na Casa do Baile

Cultura por em 2015-10-23 21:21:35

A Fundação Municipal de Cultura recebe a exposição inédita “Ilha Restaurante”, da artista plástica mineira Laura Belém, na Casa do Baile. A instalação, criada especialmente para o espaço, combina elementos da história, da arquitetura e da paisagem da Casa do Baile, de uma maneira livre e de modo a re-significar o próprio espaço que recebe a intervenção. A exposição será aberta ao público neste sábado, dia 24 de outubro, às 17h, e poderá ser visitada até 22 de novembro, de terça à domingo, de 9h às 18h. O projeto é viabilizado através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e a entrada é entrada gratuita.

Com a exposição, a memória da Casa do Baile, sua concepção e função originais são revisitadas e reinventadas na obra que mescla camadas da realidade do lugar a uma ficção de cunho poético. O célebre espaço, projetado por Oscar Niemeyer para servir como um restaurante dançante, teve, ao longo de sua existência, uma série de episódios que alteraram sua função original. A artista Laura Belém explica que exposição Ilha Restaurante vem problematizar algumas dessas questões ligadas à história, à utopia do projeto modernista, à memória, à passagem do tempo e a fatores políticos que influenciaram a Casa do Baile, ao mesmo tempo em que retoma a dança a circularidade do movimento como elementos centrais na obra e no espaço. “O trabalho faz isso de um modo conceitual e poético, e outro mais formal, ao delimitar o espaço com cortinas e elementos que acentuam a ideia de circularidade, movimento e continuidade, já presentes na arquitetura da Casa, fazendo do espectador um coadjuvante na instalação”, acrescenta.

Dentro desse mesmo contexto, a instalação faz referência a três obras que marcaram o processo de criação da artista: Sounddance (1975), de Merce Cunningham; Café Müller (1978), de Pina Bausch, e o filme Le Ball (O Baile, 1983), do diretor italiano Ettore Scola. Ciente ou não dessas referências, o espectador é convidado a perceber e sentir o espaço de uma nova forma e a partir da justaposição de vários elementos que se influenciam mutuamente e se mesclam no trabalho: a história, a arquitetura, a paisagem, a utopia (ou o seu fim), a dança, o som e o movimento. “Ainda que traga referências de uma época, o trabalho não pretende de forma alguma ser nostálgico, mas sim propor uma viagem pelo espaço e pelo tempo, pontuando encontros entre a realidade, o sonho, a ficção, a utopia, a ruína e a possibilidade de reconstrução. Nesse sentido, a instalação fala, sobretudo, do nosso tempo atual”, reforça a artista.

Conversa com a Artista

A exposição prevê uma Conversa com a artista no dia 7 de novembro, às 10h30, com mediação de Maria Angélica Melendi. Na conversa, Laura Belém elucidará as etapas que levaram à criação e à produção do trabalho exposto, e apresentará uma seleção de outros trabalhos na área da Instalação e do site-specific. A conversa tem como intenção aproximar a artista e o público, bem como fomentar o debate e a qualificação no campo da arte contemporânea. Na ocasião, será lançado o folder da exposição, com imagens da obra exposta e texto crítico de Melendi. A entrada é gratuita.

Laura Belém

Laura Belém é Bacharel em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG (1996) e Mestre em Artes Plásticas pelo Central Saint Martins College of Art, Londres (2000). Participou em residências artísticas em diversos locais, como Madri, Nova York e Toronto. Desde 1998, expõe no Brasil e no exterior, atuando principalmente nos campos da Instalação e da Intervenção.

Dentre as exposições individuais já realizadas destacam-se: 2015: Anekdota (Capela do Morumbi, São Paulo); Hoje tem Cine (SESC Palladium, Belo Horizonte); 2013: Jardim Secreto ou Passagem do Trópico (Galerie Virginie Louvet, Paris, França); 2012: The Temple of a Thousand Bells (York St Mary’s, York, Reino Unido); 2011: Laura Belém (Galeria Luisa Strina, São Paulo); 2007: Paisagem Flutuante (MAMAM no Pátio, Recife).

Dentre suas principais exposições coletivas estão: 2015: Procura-se, Tofiq House (São Paulo, SP); 2014: Frestas Trienal de Artes (Sorocaba, SP), Limited Visibility (CAM Raleigh, EUA), Cruzamentos: contemporary art in Brazil (Wexner Center for the Arts, Columbus, Ohio, EUA); 2013: Amor e ódio a Lygia Clark (Zacheta National Gallery of Art, Warsóvia, Polônia), 2011: Viewpoint (Cisneros Fontanals Art Foundation, Miami); 2010: Liverpool Biennial International 10 (Liverpool, Reino Unido); 2005: 51a Bienal de Veneza (Veneza, Itália). Em 2011, Laura foi uma das vencedoras do Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, e participou das exposições itinerantes do Prêmio em várias cidades brasileiras, em 2012 e 2103.

Em 2003, recebeu a Bolsa Pampulha e realizou exposição individual no Museu de Arte da Pampulha, em julho de 2004.


Fonte -  FMC 

Foto   -  Divulgação 


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