Rede Mídia de Comunicação | Rede Sem Fronteiras

Você está em: Início > Notícias > Literatura > Entrevista com Cícero Moteran Ramos, autor do livro “FALÊNCIA DO ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO”.

Entrevista com Cícero Moteran Ramos, autor do livro “FALÊNCIA DO ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO”.

Literatura por Sandra Hasmann em 2015-11-11 00:55:47


 Tomei conhecimento desse ensaio político-filosófico através da colega colunista Lucinha Lima, e mais do que depressa pedi a ela que intermediasse meu contato com o autor. O tema polêmico, é claro, despertou minha curiosidade. Contato feito, o autor gentilmente aceitou conceder-nos uma entrevista. Mas antes vamos às apresentações:

Cícero Moteran Ramos (Belo Horizonte/MG–1950) é oficial da PMMG, engenheiro, Comissário de Voo, especialista em manutenção, logística e segurança empresarial. Professor, consultor, colunista, escritor e acadêmico. É autor dos livros  Manual de Gestão de Segurança (paradidático universitário – 2008), Pobre Homem Rico (Romance biográfico – 2010), Amor Profano o Romance (2012), Elos de Amor: O Romance (2013).

Segundo o autor, o livro Falência do Estado Democrático de Direito é um estudo da situação político-social no mundo, particularmente no Brasil, com base nas preconizações dos antigos filósofos e na recorrência histórica da civilização, desde a antiguidade até os dias atuais. De conteúdo didático/universitário, é direcionado a estudantes e profissionais da área de Filosofia, Política e Direito.

Quando inquiri o autor sobre seu propósito ao abordar esse tema, a resposta foi: “Contribuir, dentro de minhas possibilidades, para com a sociedade”.

Vejam a entrevista:

O QUE O LEVOU A ESCREVER ESSE LIVRO?

Sou um romancista por natureza, daqueles que choram e soluçam ao escrever, e se incorporam a seus personagens...

Por outro lado, advenho de família humilde, mas extremamente proba.

Fiz academia militar por 4 anos, a partir dos 17 de idade, onde se exige todas as boas virtudes de um cidadão.

Eis que, aos 20, como tenente fui trabalhar no Palácio do Governo de Minas Gerais... Foi um choque cultural, espiritual e de virtudes.

Daí, em todos os meus romances, a moral (enquanto ser humano), a ética (enquanto profissional), a civilidade (enquanto cidadão) e a sexualidade (enquanto homem) são temas recorrentes de meus livros.

Estudioso e amante dos antigos filósofos, até Jesus Cristo, inclusive, decidi não participar das passeatas que se iniciavam contra o desgoverno e a corrupção, mas sim fazer uma obra perene, capaz de modelar futuras gerações.

SENDO O SENHOR MILITAR, E O TEMA POLÊMICO, HOUVE ALGUM TIPO  DE DESCONFORTO OU RETALIAÇÃO, POR ABORDAR CERTAS SITUAÇÕES OU FAZER DETERMINADOS COMENTÁRIOS?

Não; sempre fui ousado no meu livre arbítrio.

Meu receio é de políticos, daqueles que mandaram matar Celso Daniel, Ulisses, Juscelino, Tancredo e Eduardo Campos.

Por precaução, o livro foi prefaciado por um amigo desembargador.

Recebi efusivos comentários de militares e civis a respeito do livro, e este foi lançado no Clube Militar.

QUAL TEM SIDO A REPERCUSSÃO DESSE TRABALHO?

Além de elogios, tenho recebido solicitação para seu uso em trabalhos de defesa de tese acadêmica.

TEM PLANOS DE MAIS ALGUM PROJETO LITERÁRIO?

Tenho um romance parado a meio caminho. Não sei se o termino ou se escrevo sobre a “decadência das CEASAS” (onde trabalho).

O SENHOR ACEITA CONVITES PARA MINISTRAR PALESTRAS SOBRE O LIVRO?

Sim, com prazer.


*O livro, editado pela Chiado Editora (Portugal), leva-nos a uma viagem através de capítulos como: Estado, democracia, política, direitos, impostos, República... Partidos políticos, ditadura populista, o voto inútil, os sindicatos, os jovens monstros, os crimes hediondos, as empresas estatais, a insegurança, as mil polícias, tendo seu ápice na “República que ainda tem solução”. Um convite a uma mais que oportuna reflexão sobre a época que estamos vivendo, sobretudo o atual cenário político do Brasil.

"Falência do Estado Democrático de Direito" reporta a trajetória de lutas da humanidade ao longo de milhares de anos, na escalada da organização em Nações, em Estados, e na conquista de direitos e liberdades na contrapartida dos deveres. 

“A democracia – poder do povo – idealizada pelos antigos filósofos, recheada de direitos, surgiu no ano 500 a.C.; só que as nações subsequentes se esqueceram de cultivar a democracia como entidade viva, sujeita a vírus, parasitas e doenças degenerativas, resultando na corrosão de seus pilares virtuosos de ética, civismo e cidadania, ameaçando todas as conquistas históricas”. 

As teses defendidas neste livro, em notável contexto paradidático universitário, se traduzem num dissecar dos problemas atuais para deles extrairmos, numa permanente interação com o leitor, as soluções para herança de futuras gerações.

“O presente ensaio se aplica a toda e qualquer nação de regime democrático, em particular ao Brasil”. 


CONTATO COM O AUTOR;

E-mail: portadolivro@gmail.com 






 

Deixe seu comentário, ele é muito importante para nós

* Seus dados não serão exibidos a terceiros.

Publicidade

Veja também