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Sábado é dia de PeRiFéRiCO Rock no São Bernardo

Cultura por em 2014-09-24 16:57:45

O PeRiFéRiCO Rock já acontece há cinco anos e seu diferencial é o estímulo ao trabalho autoral de músicos e grupos locais. Para participar do festival, a banda deve apresentar um show com pelo menos 70% de músicas autorais. Segundo o gerente do CCSB e coordenador do evento, Léo Dias, a “regra” é uma exceção em muitas casas noturnas de BH. “A música autoral em Belo Horizonte, por não ter um caráter tão comercial, como as bandas que se dedicam ao cover, fica um pouco desguarnecida”, explica ele.  Além das apresentações, o Periférico ainda realiza, desde a sua primeira edição, um festival de clipes, divulgando o material das bandas. “Essa parte do evento vem ganhado destaque e fazendo com que o Centro receba vários materiais de bandas autorais”, conta Léo.

 

O projeto Descontorno Cultural faz parte da política de descentralização da FMC, sendo realizado em parceria com as comunidades do entorno dos Centros Culturais com o objetivo de levar a cultura para além dos limites tradicionais da região central da cidade.

 

 

As Bandas

 

S.O.M.B.A. – A banda surgiu em 1998 do encontro musical entre colegas da Escola de Música da UFMG. Atualmente é composta pelos músicos Avelar Jr. (Baixo e voz), Guilherme Castro (guitarra e voz) e Léo Dias (bateria e voz. A trajetória da banda é marcada por quatro discos: “Abbey Roça” (2000), “Clube da Esquina dos Aflitos” (2003) “Cuma?” (2007) e o “Aos Vivos do Stonehenge”, gravado ao vivo no Stonehenge Rock Bar em 2010, disponibilizado apenas na internet. Em março de 2009, o S.O.M.B.A., ao lado de nove artistas brasileiros, foi selecionado para o festival SXSW, o maior festival de música independente do mundo, realizado na cidade de Austin, Texas. O quinto trabalho do grupo, “Homônimo” já está gravado e com lançamento programado para novembro próximo. A distribuição será em vinil e CD. O disco, produzido por Anderson Guerra com mixagem de Chico Neves, foi gravado 100% analógico, em rolo de fita, com equipamentos, compressores e microfones da década de 1960 e 1970, oriundos de estúdios que produziram os principais nomes da música brasileira.   

 

CARTOON – Formado em 1995, o Cartoon possui quatro discos lançados: \"Martelo\" (1999), a ópera rock \"Bigorna\" (2002), \"Estribo\" (2008) e Unbeatable (2014). A rica sonoridade da banda é resultado da mistura do rock com múltiplas referências que transitam entre a música clássica, o rock progressivo, a música brasileira, oriental, entre outros gêneros. Khadhu, Bhydhu, Khykho e Raphael têm por princípio a experimentação e trazem para a base de baixo, além da bateria, guitarra e teclado, instrumentos como o esraj, a tabla e o sitar. Em 2012, o Cartoon integrou o lineup do Canadian Music Fest, em Toronto, Canadá, um dos maiores festivais de música do mundo, e realizou o projeto Cartoon Convida, com o objetivo de fortalecer a cena independente no estado. Em 2014, o Cartoon excursionou pela Europa, se apresentando nas cidades de Londres, Dublin e Galway.

 

ZÉ TRINDADE – Com um som que apresenta características de um rock regional, a banda Zé Trindade propõe uma mistura do clássico rock and roll produzido nas décadas de 1960 e 1970 com influências da cultura mineira, a partir da utilização da viola caipira e de ritmos típicos do congado mineiro. Essas peculiaridades dão à banda liberdade para composição de canções que não se prendem a um rótulo, mas sim proporcionam variações que cativam pela criatividade das canções. Composta por apenas três integrantes que se revezam na execução dos instrumentos e, também, nas composições, a banda representa bem a tradicional qualidade musical mineira. Em um percurso de nove anos de carreira foram produzidos dois álbuns independentes – os discos Zé Trindade (2007) e o disco As Porteiras (2010) – e, atualmente, a banda dispõe de material para a produção de um terceiro disco, o qual teve sua pré-produção realizada em home-estúdio.

 

SOCIEDADE CRUA - A Banda Sociedade Crua nasceu em 2008, em Belo Horizonte, sob a égide universitária e com inspiração do Rock brasileiro dos anos 1980. Possui canções próprias de cunho crítico social, trazendo como proposta a crítica às várias lógicas humanas, fazendo com que cada um interprete a sua maneira o que a música esta querendo dizer. Com o primeiro Cd denominado “Sociedade Crua – Novembro”, que vem no formato de onze músicas autorais, a banda, busca amadurecer naturalmente seus objetivos, levando ao público uma proposta musical alternativa.

 

ELFOS – A banda mineira Elfos surgiu no final dos anos 1990 após o encontro de três amigos apaixonados pela boa música, principalmente pelo gênero Rock Progressivo. Desde então, vem compondo suas próprias músicas, mesclando referências musicais às variedades de estilo e gêneros, passando da musica clássica a ritmos africanos, do jazz à musica popular brasileira e regional, sempre com pitadas de Rock and roll. Mineira por excelência, procura sempre trazer as suas composições uma sonoridade rica em melodias e arranjos, um trabalho bem contemporâneo, explorando instrumentos não convencionais e reproduzindo efeitos sonoros ligados a natureza. Com temas inéditos, vem ao longo dos anos consolidando cada vez mais o seu trabalho, obtendo sempre boa receptividade pelo público que a acompanha. A banda já obteve premiações e participou de vários eventos culturais, nos quais incluem, casa de shows, exposições de arte, festivais de música e homenagens a artistas entre outros.

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Para participar do PeRiFéRiCO Rock, a banda deve apresentar um show com pelo menos 70% de músicas autorais. Esta “regra” é uma exceção em muitas casas noturnas de BH. Para o gerente do Centro Cultural São Bernardo, Léo Dias, a “música autoral em Belo Horizonte, por não ter um caráter tão comercial, como as bandas que se dedicam ao cover, fica um pouco desguarnecida.”  Além das apresentações, o Periférico ainda realiza, desde a sua primeira edição, um festival de clipes, dando uma força para o material das bandas.

Sendo realizado há 5 anos no Centro Cultural São Bernardo, o PeRiFéRiCO Rock tem como um dos objetivos apresentar um novo espaço musical para BH. Segundo Léo Dias, o rock estava bem restrito á região Centro – Sul, e trazer essas bandas para o espaço busca justamente descentralizar a cultura, o que vai de encontro com a própria missão dos Centros Culturais. “A gente inclusive sempre coloca nas apresentações e nas divulgações que o papel da arte na vida da pessoa é o de tirar ela daquela zona de confira, para o bem ou para o mal”, conclui.

“Eu acho que isso vai de encontro a missão dos Centros culturais. A missão dos centros Culturais, além da formação de público,  é apresentar as pessoas coisas que nem sempre se tem acesso nessa granes massas, nesses grandes veículos de massa  , televisão e rádio por exemplo,  o que as pessoas das comunidades mais afastadas do centro tem de acesso a isso, através de televisão e rádio , então a missão do centro cultural, nessa coisa de descentralização é exatamente essa, a de oferecer as pessoas o que elas não tem acesso no dia a dia. Então a gente inclusive sempre coloca nas apresentações é nas divulgações que a gente faz é que opúblico é o papel da arte na vida da pessoa que é o papel de tirar a pessoa daquela zona de conforto dela ali, ou para o bem ou para o mal, é a missão do periférico rock, dentro dos centros culturais.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O público vai conhecendo aos poucos e já sabe que o festival é estritamente voltado para a música autoral, vem pra curtir as músicas dessa banda. A maioria dessas bandas que participam do periférico, também tem trabalhos covers e tocam em bares da cidade os trabalhos covers, porém vem representar o seu trabalho autoral aqui. Por exemplo do Zé Trindade, do Mantra . Cartoon e Sombra já estão mais voltados para música autoral mesmo. Porém o público sabe que quando vier aqui no Centro Cultural no Periférico Rock, vai assistir o trabalho autoral dessa galera.

A questão do festival de clipes a gente já está sendo procurado pelas bandas pra entrega desse material, com maior antecedência e ta ficando conhecida essa parte do festival. Está tão importante quanto o show essa parte do festival.

Como o público ta conhecendo mais o periférico rock, que está na quinta edição, o público já vem sabendo que essas bandas que já tem trabalho cover, vai fazer aqui o trabalho autoral. Então assim, é um espaço voltado só para autoral .

Os movimentos sobretudo de rock são bem concentrados nessa região centro – sul, trazendo essas bandas de renome, como Cartoon e Sombra por exemplo , que já tem um nome  nessa cena alternativa de Belo Horizonte, além da comunidade que requenta esse tipo de “coisa” tem a oportunidade de conhecer essas bandas e tal, as pessoas  dessas reiões centro sul de BH, também vem pra cá bastante, a gente tem muita procura dessa galera, e o rock tava bem restrito a essa região, a gente traz pra cá justamente por isso.

Eu acho que isso vai de encontro a missão dos centros culturais. A missão dos centros Culturais, além da formação de público,  é apresentar as pessoas coisas que nem sempre se tem acesso nessa granes massas, nesses grandes veículos de massa  , televisão e rádio por exemplo,  o que as pessoas das comunidades mais afastadas do centro tem de acesso a isso, através de televisão e rádio , então a missão do centro cultural, nessa coisa de descentralização é exatamente essa, a de oferecer as pessoas o que elas não tem acesso no dia a dia. Então a gente inclusive sempre coloca nas apresentações é nas divulgações que a gente faz é que opúblico é o papel da arte na vida da pessoa que é o papel de tirar a pessoa daquela zona de conforto dela ali, ou para o bem ou para o mal, é a missão do periférico rock, dentro dos centros culturais.

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Além da programação de 20 anos, ele ta fazendo parte

A gente resolveu colocar a maior programação que a gente tem no ano né, que é o periférico, dentro da programação do descontorno, que é pra agregar mesmo, agregar tanto ao desconcotorno, quanto ao aniversario do centro cultural. Então a gente juntou esses 3 motes em um só pra gente conseguir atingir melhor o publico.

 

A Fundação Municipal da Cultura (FMC), por meio do Centro Cultural São Bernardo (CCSB), apresenta, no sábado, dia 12, a partir das 14h, o Festival Periférico Rock que, em 2014, homenageia os 20 anos de existência do CCSB, local de origem do Festival. Sempre com foco na cena musical independente da cidade, os convidados desta edição são as bandas: Os Leviatãs, Nem Secos e Zé Trindade. O evento é gratuito e o Centro fica na Rua Edna Quintel, 320, São Bernardo.

 

Além de apresentações musicais, o Periférico contará com uma mostra de clipes de artistas em destaque na cena musical independente, como os grupos Cartoons, S.O.M.B.A., O Melda e Ram, Dead Lovers Twisted Heart, Groove da Esquina dentre outros. O Festival Periférico Rock acontece desde o ano de 2011 e tem como objetivo fomentar e divulgar os trabalhos de música independente e autoral da cidade.

 

Sobre as bandas

 

Zé Trindade
A banda surgiu do interesse comum dos amigos Danilo (voz e guitarra), Felipe (baixo, gaita e back vocals) e Marco Túlio (bateria e back vocals) em compor músicas influenciadas pelo rock and roll autêntico, porém cantadas em português. Em junho de 2007, ao completar três anos de formação, ZÉ TRINDADE lançou seu primeiro álbum independente, disco homônimo à banda que traz 11 faixas autorais e no ano seguinte a banda gravou seu primeiro DVD ao vivo, no FreeGells Music Hall (BH). O grupo traz na bagagem ainda apresentações nas tradicionais casas noturnas da capital mineira, em estabelecimentos renomados como Lapa Multshow, Estação do Conde, na abertura do show do Detonautas Roque Clube, no Blackmore Rock Bar, em cidades do interior de Minas e nas quatro últimas edições do Camping & Rock.

 

Nem Secos

O Nem Secos vai apresentar músicas autorais do Espetáculo “Dançando a vida”, o primeiro trabalho integralmente autoral do Grupo Nem Secos, após mais de uma década produzindo espetáculos que recriam momentos decisivos da música popular brasileira. “Dançando a vida” se destaca por unir as expressões da música e dança, com a atuação no palco de dois dançarinos além dos dez músicos da banda - resultado de uma parceria do Nem Secos com a Cia. Seraquê e a coreógrafa e diretora Bete Arenque. Toda a pesquisa de ideias, movimentos e atitudes culturais empreendida nesses anos de estrada desemboca em uma obra plural, em que música, dança, teatro e poesia se unem na fusão de linguagens artísticas que caracteriza as montagens do Nem Secos.


Os Leviatãs 
Banda formada em 2009, lançou neste ano o seu primeiro disco “Introduzindo os Leviatãs”. O álbum transbordando Rock and Roll com nove composições em português que transitam entre as influências de Blues e Jazz sem nunca deixar de ser fieis as suas raízes no Rock com uma forte inspiração em bandas já consagradas como Led Zeppelin, Cream e bandas que despontam atualmente no cenário mundial como The Black Keys, Rival Sons e Alabama Shakes. A banda já participou de importantes festivais, como Camping Rock e Festival Pássaro Verde da Canção de Minas Gerais, além de realizar shows em suas casas noturnas de Belo Horizonte.


O festival faz parte da programação do “Descontorno Cultural”, que oferece atrações em diversas linguagens artísticas nos dias 27 e 28 nos Centros Culturais da Fundação Municipal de Cultura.  

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