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Rogerio Araujo (ROFA)

Literatura por Selmo Vasconcellos em 2016-01-10 22:25:59

                

SELMO VASCONCELLOS – Quais as suas outras atividades, além de escrever?

ROGERIO ARAUJO (ROFA) - Eu sou jornalista e funcionário público em minha cidade de São Gonçalo (RJ), mas minha paixão mesmo na vida é escrever e perceber os leitores lendo o que produzi para sua reflexão e não vivo sem escrever e produzir textos em diversos gêneros.

SELMO VASCONCELLOS – Como surgiu seu interesse literário?

ROGERIO ARAUJO (ROFA) - Sempre gostei de escrever desde a época de escola e fazia redações com certa facilidade e criatividade, sendo até mesmo elogiado pelos professores. Depois fui aperfeiçoando a escrita, através da leitura, estudos e prática. Hoje em dia escrevo bem mais rápido e sobre praticamente todos os assuntos e gêneros literários também.

SELMO VASCONCELLOS – Quantos e quais os seus livros publicados?

ROGERIO ARAUJO (ROFA) - Tenho quatro livros escritos. O quarto e mais recente infantil que estou lançando, “Rofinha e os amigos de oito patas”, fala sobre o amor das crianças pelos animais, tema tão importante para ser tratado desde a tenra idade para melhor assimilação para a vida. O terceiro foi um livro infantil e duplo, “O super-herói do Natal/Presentão de Natal” que abordou o verdadeiro sentido do Natal e, surpreendentemente até como primeiro de criança que escrevia, esgotou em apenas vinte dias. O segundo, “Crônicas, poesias e contos que eu te conto…”, com cinquenta textos dos três gêneros, foi para rir, horar, passar o tempo e se emocionar. E o primeiro e mais conhecido, “Mídia, bênção ou maldição?”, falou sobre os benefícios e malefícios da mídia, com cada capítulo tratando de uma delas: internet, TV, jornais e revistas, cinema, propaganda, com exemplos bem práticos e encerrando dizendo como é bênção ou maldição na vida de cada um. Esse livro foi lançado na 15ª Bienal Internacional do RJ, em 2011, além de ter sido lançado no exterior na Feira de Frankfurt (2013), Salão de Imprensa e Livro de Genebra (2012) e Expo América, em Nova York (2012). E foi algo de palestras e debates em escolas e igrejas sobre o tema para diversos públicos que realizei com grande prazer.

SELMO VASCONCELLOS – Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir literatura?

ROGERIO ARAUJO (ROFA) - A maior motivação de escrever é poder presenciar o leitor apreciando o que escrevi, servindo para reflexão, alegria e emoção. É claro que na atualidade existe grande dificuldade para um novo autor conseguir uma editora comercial que queira lançar seu livro. Assim, este precisa de arcar com todos os cursos referentes à sua produção e ainda vender para seus amigos e em locais de interesse, como feiras literárias e eventos culturais, já que também conseguir apoio oficial de secretarias de culturas ou mesmo educação é bem complicado sem um QI (quem indica). Mas mesmo assim quem ama escrever não desanima com tudo isso e permanece em frente com seu propósito de viver nessa “estrada literária”.

SELMO VASCONCELLOS – Quais os escritores e poetas que você admira?

ROGERIO ARAUJO (ROFA) - Existem várias que conheço desde a infância como Monteiro Lobato que sempre usou a ficção de uma forma um tanto real e os quadrinhos de Maurício de Souza, na Turma da Mônica que sempre lia e me divertia; passando pela adolescência onde conheci mais de perto Carlos Drummond de Andrade, a quem admiro muito, e que até mesmo parafraseei em uma crônica e ainda o primoroso Fernando Sabino, que adorava seus textos espirituosos; e juventude e fase adulta em que João Ubaldo Ribeiro e Luiz Fernando Veríssimo destacaram-se em minha vida, fora os caricaturista e escritor Ziraldo que me encanta com seus produções.

SELMO VASCONCELLOS – Qual mensagem de incentivo você daria para os novos escritores?

ROGERIO ARAUJO (ROFA) - Não desista nunca de seguir o seu dom! Não importa o que aconteça, escreva e não tenha vergonha de mostrar seus escritos. Conheço pessoas que engaveta o que produz e somente após a sua morte é que a família pega e publica. Coloque para que todos leiam. Texto assim como um livro que não é lido, não tem valor. E este mundo ainda não perdido quanto à preferência do público, quando muitos pensam ser apenas por literatura imediata, pois um dia desses vi um rapaz bem novo lendo “Hamlet” e “A divina Comédia” que são clássicos e que não estão nada “mortos e enterrados” como pensam alguns. Há espaço para todo e qualquer estilo literário, já que temos os mais variados públicos que leem e transformam sua vida com histórias e mais estórias contadas pelos autores.

 

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