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Acadêmico, professor e escritor Domício Proença Filho tomou posse na Presidência da Academia Brasileira de Letras (ABL). Confira.

Cultura por Alberto Araújo em 2016-01-30 21:24:16

Eleito na tarde de quinta-feira, dia 3 de dezembro, em sessão realizada no Petit Trianon, sede da Instituição, no centro do Rio, por unanimidade dos votos dos 40 acadêmicos. O acadêmico, professor e escritor Domício Proença Filho, tomou posse dia 17 de dezembro, na Presidência da Academia Brasileira de Letras, para o exercício de 2016, em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon. O intelectual  substituirá no ano de 2016 o poeta, ensaísta, crítico literário e tradutor Geraldo Holanda Cavalcanti, que dirigiu a ABL nas duas últimas gestões.

Também tomaram posse os seguintes Acadêmicos Diretores: Secretária-Geral, Nélida Piñon; Primeira-Secretária, Ana Maria Machado; Segundo-Secretário, Merval Pereira; e Tesoureiro, Marco Lucchesi.

O professor e escritor Domício Proença Filho o novo presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL). É fluminense, nascido em 1936, Domício Proença Filho é autor de 65 livros, entre obras didáticas, de crítica e ensaio, poesia e ficção.  Viveu sua infância e adolescência na Ilha de Paquetá, onde fez o curso primário numa escola pública.  Depois, cursou o ginasial e o clássico no Colégio Pedro II e se formou em Letras Neolatinas pela Faculdade Nacional de Filosofia, da então Universidade do Brasil, hoje UFRJ.

Professor emérito e titular da cadeira de literatura brasileira  na Universidade Federal Fluminense (UFF), hoje aposentado, Proença Filho lecionou ainda em outras universidades cariocas e ministrou cursos de literatura brasileira em universidades estrangeiras. Também produziu programas para o Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação (MEC) e criou projetos culturais, como a Bienal Nestlé de Literatura.

Na ABL, ocupa a cadeira 28,  eleito em 23 de março de 2006 na sucessão do Acadêmico Oscar Dias Corrêa e recebido em 28 de julho de 2006 pelo Acadêmico Evanildo Bechara.

Em sua alocução, Domício Proença Filho assegurou sua preocupação com a identidade cultural da etnia de origem negra: “Nessa direção, indicia a assunção pela Academia, da tomada de posição para além dos estereótipos e preconceitos étnico ou epidérmico, nesse ambiente ainda vigente na conduta de muitos, veladamente; explicitamente; agressivamente; envergonhadamente; vergonhosamente. Entendo, a propósito, que, na realidade brasileira, respeitadas as opiniões em contrário, o núcleo de preocupação deve ser o combate contínuo e vigoroso ao racismo”.

A língua e a literatura exigem, mais do que nunca, o bom combate. Em especial a arte literária. A tal ponto que se faz oportuno e pertinente reafirmar a sua importância. Entre outros aspectos, lembrar que o convício com o texto literário ajuda as pessoas a organizar o seu universo cultural. Possibilita-nos conhecer melhor a nós mesmos, ao mundo que nos cerca, à nossa relação com o mundo e com o outro. E mais: que o escritor é testemunha do seu tempo e que a literatura interpreta o presente, restaura emocionalmente o passado, possibilita projeção do futuro”.


Sobre as dificuldades vividas pelo país, disse: “Estamos cientes e conscientes da grave crise econômica literal e etimologicamente vivida pelo país. Somos a Diretoria da crise. Árduo será o percurso. No traçado do rumo, buscaremos manter a atitude rotineira e a velocidade de cruzeiro alertas ao aviso de apertar o cinto aos primeiros sinais de turbulência”.





 

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