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Prof. José Pereira da Silva e "A indispensável experiência do amor"...

Geral por Sandra Hasmann em 2016-02-10 19:27:56

E eis que terminou o carnaval, e como ocorre a cada ano, nosso Brasil retorna das férias (finalmente!).

Finda a folia que durante praticamente uma semana seguiu freneticamente sob a batuta de Momo, eis que se torna mais que emergente a retomada da vida, dos problemas pessoais, e também dos que assolam nosso País, quiçá o mundo.

Hora de respirar fundo, acessar o senso de responsabilidade um cadinho entorpecido durante esse período, e não vai aqui nenhuma crítica "camuflada", afinal, entendo que para muitos o carnaval é uma válvula de escape, um lenitivo para esse turbilhão existencial no qual somos "prensados", esmagados, e por que não dizer "paralisados" no decorrer  dos demais dias do ano. Pra quem curte, que seja válido! 

O ruim dessa escapada é que ela não minoriza a gravidade dos problemas, pois passada a ilusão, eles voltam com tudo, e aí a coisa parece ficar pior... Enfim, "Cest la vie" (dirão muitos...).

Escolhi para retomar nosso "DEDINHO DE PROSA" um belíssimo texto de autoria do prezado amigo Prof. José Pereira da Silva, que por certo provocará uma mais que oportuna reflexão. Tenho certeza de que  apreciarão. Confiram..

 (*José Pereira da Silva é professor , pesquisador , escritor. Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo(USP). Membro das seguintes academias: Academia Taubateana de Letras, Academia Brasileira de Artes do Estado do Rio de Janeiro, da qual é comendador; da Academia Marial do santuário Nacional de Aparecida, da Academia da Cultura Taubateana, da Imperial Academia de São Constantino e Santa Helena de Ciências Históricas. Tem artigos nas áreas de história, filosofia, teologia e literatura.)


"É indispensável fazer a experiência do amor

 Grande desafio, o de sair do individualismo, da avareza, do medo. É a derrota da solidão. Extirpar os guetos de todo o tipo. É o ímpeto irresistível para a caridade e para as boas obras. Levando assim, em si próprios, o anúncio da paz e do fim do ódio, o anúncio dos perseguidos por causa da justiça. Deixemo-nos desconcertar, cuidem uns dos outros.

Sejam capazes de se surpreenderem com a delicadeza de gestos de respeito, e com a gratuidade de atos de amor, para lá dos atos no âmbito do que for hábito vazio e cínico.

Protejam-se reciprocamente, considerando que o outro é nosso semelhante, e que o destino de um está ligado ao do outro. Sejam sensíveis aos sofrimentos do próximo.

Defendam a comunhão como caminho de fecundidade e respeito pelas diferenças, cada qual tem a sua voz e a sua insubstituível riqueza.

A nossa vida não é a vida de quem se poupa. Precisamos gastarmo-nos numa caridade feita diariamente de suor, cansaço e sacrifício. Não passar o tempo à espera de prêmios, ou a lamentar as omissões do outro; há que se cumprir o mandamento do amor.

É indispensável fazer a experiência do amor. Apreciar o comum, o elementar. Viver a ética da atenção e do cuidado.

Devemos nós irmos a outros lugares, para erguer outras vidas, apertar outras mãos. Homem e Deus, o Infinito e o quase nada: mão na mão. Deus ensina-nos a criar espaços secretos que dão saúde à alma. E segurar-nos com força: é este o ícone terno e poderoso da boa nova.

Chegar a uma velhice feliz, de onde contemplar simultaneamente humilde e orgulhoso, o pequeno e grande jardim que se  cultivou. A vida como culto, como cultura e como cultivo.

Cultivar as coisas pequenas é intuir a presença de Deus na “bagatela”, no “rasteiro”, naquilo que parecerá de somenos importância. Tocar Deus em mim, nos outros, na natureza, na alegria, no sofrimento... Tudo isso faz parte da construção de nossa mais profunda humanidade. Sair do superficial e ir a essência, numa sociedade do efêmero.

No dia em que pudermos olhar a nossa vida, tal como é, e não como gostaríamos que fosse, com gratidão, com assombro, com alegria, significará que Deus já tomou conta do nosso coração".

                      


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Christina Hernandes

Prezado amigo Jose uma reflexão da alma...."significará que Deus já tomou conta do nosso coração"...Parabéns.abraço

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