Rede Mídia de Comunicação | Rede Sem Fronteiras

Você está em: Início > Notícias > Geral > A Trégua de Mario Benedetti será a Obra em debate para o mês de março de 2016 no CLIC - Clube de Leitura De Icaraí - Niterói - Confira.

A Trégua de Mario Benedetti será a Obra em debate para o mês de março de 2016 no CLIC - Clube de Leitura De Icaraí - Niterói - Confira.

Geral por Alberto Araújo em 2016-02-13 12:59:09
A Trégua de  Mario Benedetti  será a Obra em debate para o mês de março de 2016 no CLIC - Clube de Leitura De Icaraí - Niterói - Confira.

 

LA TREGUA -  MARIO BENEDETTI - Tradução de Pedro Gonzaga

Publicado em 1960, A trégua é a mais importante narrativa do escritor uruguaio Mario Benedetti é uma das obras-primas da literatura latino-americana do século XX. Escrito no formato de diário pessoal e repleto de uma finíssima ironia, retrata de maneira pungente a vida inócua e sem perspectivas dos grandes centros urbanos, bem como a luta perdida contra a solidão e a inexorável passagem do tempo. Um livro atual e definitivo.

SINOPSE

É um livro em forma de diário onde lemos as pequenas e profundas anotações de Martín Santomé que, às vésperas dos cinquenta anos e consequentemente de sua aposentadoria, passa a compartilhar seus anseios com o papel.

Martín Santomé é um viúvo com três filhos adultos com os quais tem uma relação acidentada. Está prestes a se aposentar, após anos exercendo um trabalho burocrático e rotineiro em uma firma comercial – um de seus poucos orgulhos como funcionário é a caligrafia cuidadosa com que faz anotações nos livros da empresa. Letargizado em uma vida comezinha, cinzenta e sem alegria, Santomé pergunta-se o que fará quando se aposentar. Aprender a tocar um instrumento, talvez? A sua existência é alterada quando ele conhece Laura Avellaneda, uma bela e encantadora jovem que parece prometer toda a vitalidade que falta a Santomé. Será Avellaneda realmente uma redenção, ou apenas uma trégua?

VIDA E OBRA

Mario Benedetti foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.

Nasceu em Paso de los Toros, a 200 quilômetros ao norte de Montevidéu, em 14 de setembro de 1920. Sua família mudou-se para Montevidéu em busca de uma vida melhor. O pai, farmacêutico, perdera tudo o que possuía.

Aos 8 anos Benedetti ingressa no Colégio Alemán – uma instituição reconhecida pela sua qualidade – até o início do nazismo, quando seu pai, contrário a esse regime, o transfere para outro colégio. Essa experiência pode ser conferida no livro Gracias por el fuego (1965), no qual o personagem Ramón Budiño relata os castigos que recebeu quando estudava no mesmo Colegio Alemán.

Entre 1938 e 1941, Benedetti reside a maior parte do tempo em Buenos Aires e, em 1945 passa a integrar a redação do celebre semanário Marcha – sua grande escola de jornalismo –, onde permanece até seu fechamento, em 1974. Também em 1945 publica o primeiro livro de poemas, La víspera indelible, que nunca foi reeditado.

Em 1946, após alguns anos de noivado, se casa com Luz López Alegre, sua companheira durante toda a vida. E, nos anos seguintes, se alterna na direção das revistas literárias Marginalia e Número. Em 1948 publica o volume de ensaios Peripecia y novella e, um ano depois, seu primeiro livro de contos, Esta mañana.

Seu primeiro envolvimento político ocorre no ano de 1952, quando participa ativamente do movimento contra o Tratado Militar com os Estados Unidos. No ano seguinte publica Quién de nosotros, seu primeiro romance. A primeira viagem à Europa ocorre em 1957 – Benedetti visita então nove países como correspondente de Marcha e El Diário. Em 1959 aparece o volume de contos Montevideanos, peça chave de sua narrativa de concepção urbana e local. Um ano depois publica La trégua, seu romance mais conhecido, e El país de la cola de paja, um ensaio sobre a crise pela qual seu país atravessava.

Em 1965, mesmo ano de Gracias por el fuego, começa a escrever críticas cinematográficas para o jornal La tribuna popular. Logo depois vai a Paris, onde fica por um ano. Em 1967 publica Letras del continente mestizo, no qual reúne ensaios e artigos sobre literatura latino-americana. Em 1971 funda o Movimiento de Independientes 26 de Marzo, um grupo que passou a formar para da coalizão de esquerda Frente Amplio.

O golpe militar no Uruguai em 1973 o obriga a abandonar sua pátria. Parte para o exílio e passa por diversos países (Argentina, Peru, Cuba) até chegar na Espanha. Após longos dez anos, retorna a Montevidéu, e passa a fazer parte da diretoria da nova revista Brecha – continuação do projeto da revista Marcha.

As publicações se sucedem: Con y sin nostalgia, (contos) e La casa y el ladrillo (poemas), de 1977; Pedro y el Capitán (teatro), de 1979; y Cotidianas (poesia); Viento del exílio (poesia), de 1981; Primavera con una esquina rota e Cuentos, de 1982; Yesterday y mañana (poemas), de 1988; Despistes y franquezas (contos), de 1989; Las soledades de Babel (poemas), de 1991; La borra del café (romance), de 1993; Canciones del más acá, de 2000; Insomnios y duermevelas, de 2002. Neste ano recebe o título de cidadão honorário de Montevidéu. Faleceu em 17 de maio de 2009, aos 88 anos.

 

OBRAS

 

Contos

  • Esta Manhã e Outros Contos, 1949.
  • Montevideanos, 1959.
  • Datos para el viudo, 1967.
  • A Morte e Outras Surpresas, 1968.
  • Con y sin nostalgia, 1977.
  • Geografías, 1984.
  • Recuerdos olvidados, 1988.
  • Despistes y franquezas, 1989.
  • Buzón de tiempo, 1999.
  • El porvenir de mi pasado, 2003.
  • El otro yo
  • Triângulo Isósceles

Dramas

Novelas

  • Quem De Nós, 1953.
  • A Trégua, 1960.
  • Gracias Por El fuego, 1965.
  • El cumpleaños de Juan Ángel, 1971.
  • Primavera con una esquina rota, 1982.
  • A Borra do Café, 1992.
  • Andamios, 1996.

Poesia

  • La víspera indeleble, 1945.
  • Sólo mientras tanto, 1950.
  • Te quiero, 1956.
  • Poemas de la oficina, 1956.
  • Poemas del hoyporhoy, 1961.
  • Inventario uno, 1963.
  • Noción de patria, 1963.
  • Próximo prójimo, 1965.
  • Contra los puentes levadizos, 1966.
  • A ras de sueño, 1967.
  • Quemar las naves, 1969.
  • Letras de emergencia, 1973.
  • Poemas de otros, 1974.
  • La casa y el ladrillo, 1977.
  • Cotidianas, 1979.
  • Viento del exilio, 1981.
  • Síndrome, 1983.
  • Preguntas al azar, 1986.
  • Yesterday y mañana, 1987.
  • Canciones del más acá, 1988.
  • Las soledades de Babel, 1991.
  • Inventario dos, 1994.
  • El amor, las mujeres y la vida, 1995.
  • El olvido está lleno de memoria, 1995.
  • La vida ese paréntesis, 1998.
  • Rincón de Haikus, 1999.
  • El mundo que respiro, 2001.
  • Insomnios y duermevelas, 2002.
  • Inventario tres, 2003.
  • Existir todavía, 2003.
  • Defensa propia. 2004.
  • Memoria y esperanza, 2004.
  • Adioses y bienvenidas, 2005.
  • Canciones del que no canta, 2006.
  • Testigo de uno mismo , 2008.

Ensaios

  • Peripecia y novela, 1946.
  • Marcel Proust y otros ensayos, 1951.
  • El país de la cola de paja, 1960.
  • Literatura uruguaya del siglo XX. 1963.
  • Letras del continente mestizo, 1967.
  • El escritor latinoamericano y la revolución posible, 1974.
  • Notas sobre algunas formas subsidiarias de la penetración cultural, 1979.
  • El desexilio y otras conjeturas, 1984.
  • Cultura entre dos fuegos, 1986.
  • Subdesarrollo y letras de osadía, 1987.
  • La cultura, ese blanco móvil, 1989.
  • La realidad y la palabra, 1991.
  • Perplejidades de fin de siglo, 1993.
  • El ejercicio del criterio, 1995.

 

 

APOIO CULTURAL

FOCUS PORTAL CULTURAL

PORTAL SEM FRONTEIRAS

JORNAL SEM FRONTEIRAS

JORNAL SANTA ROSA - O JORNAL DE NITERÓI.

 

Deixe seu comentário, ele é muito importante para nós

* Seus dados não serão exibidos a terceiros.

Publicidade

Veja também