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Atenção Cariocas!

Eventos por Betty Silberstein em 2016-02-19 15:35:40

               

Esta Corrida – programação gratuita - é promovida pelo Instituto ID_BR, em parceria com o #VemJunto da Nike. Faz parte da programação do mês da História Negra, promovida pela Nike. Acontecerá no Rio de Janeiro, no Bairro de Madureira.

Universidades, escolas, bares, redes sociais e, por que não, corridas de rua. Todo lugar é lugar para falar sobre preconceito. Neste sábado, dia 20 de fevereiro, às 19h, vai rolar uma corrida pela igualdade racial. A ideia é simples até: enquanto liberamos endorfina, refletimos sobre nosso papel na causa da diversidade racial.

A responsável pela convocação é Luana Genót, 27, criadora do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), um grupo que busca diálogo cotidiano sobre preconceito. Engajada na luta contra o racismo, ela quis unir sua paixão de oito anos pela corrida para expandir o debate sobre a questão.

"Usar o esporte como plataforma para falar sobre o racismo é onde está a inteligência da coisa", diz. "Assim, você leva a questão para o dia a dia das pessoas. "Luana sentiu e sente na pele o racismo. Ex-modelo, enfrentou bastante discriminação nas passarelas por causa do seu cabelo e do seu tom de pele. "Tive várias portas de trabalho fechadas", conta.

Hoje, ela diz que percebe o preconceito racial como uma violência silenciosa – ou silenciada, se levarmos em conta que o tema ainda é pouco discutido em muitos setores da sociedade. "O racismo passa por uma questão muito subjetiva, mas ainda assim é agressivo", explica.

A corrida, diz Luana, serve como combustível para lidar com os olhares enviesados em sua direção. Retrata a pressa e a urgência de combater o racismo. "O mais importante é estar ali pela causa e não pela corrida em si", afirma.

Por mais que seja uma corredora com boa experiência – ano passado correu sua primeira maratona – Luana decidiu criar uma prova bem democrática. (Leia-se: para todos; inclusive os sedentários.) A prova terá apenas cinco quilômetros, com início e fim em frente à sede da Central Única das Favelas (CUFA), embaixo do viaduto de Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro.

O bairro não foi escolhido à toa. Madureira é ligado à tradição da cultura suburbana carioca. "É importante levar esse debate pra todo lugar, mas Madureira é especial", conta Luana, nascida e criada na Zona Norte do Rio. "Aqui tem a cultura das escolas de samba, do baile charme."

Não há melhor local para iniciar a corrida pelo racismo. A prova contra o preconceito, afinal, deve continuar sempre, em toda esquina, em todo lugar.

Para saber mais sobre a corrida acesse: 

https://web.nike.com/vemjunto/sim-a-igualdade-racial

 

 

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