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A jornalista Belisa Ribeiro resgata memória do Jornal do Brasil com lançamento de Livro. Confira.

Literatura por Alberto Araújo em 2016-04-12 22:33:40

Em Jornal do Brasil: História e memória, a jornalista Belisa Ribeiro reconstrói, camada a camada, a memória de um dos jornais mais importantes do país. Com uma seleção impecável das edições mais marcantes do veículo, traz à tona episódios tão importantes para a trajetória do Jornal do Brasil quanto para nossa formação como país.

Por trás destas edições, capazes, por exemplo, de evitar a fraude em uma eleição ou denunciar o envolvimento de militares do governo em um atentado que poderia ter matado milhares de jovens em um show onde cantavam Chico Buarque e Gonzaguinha, este livro revela — e exalta — quem eram as pessoas por trás das decisões que fizeram do Jornal do Brasil um veículo inesquecível.


APRESENTAÇÃO


Estas páginas que você tem em mãos contam a história de outras páginas. E é narrada por quem viveu o Jornal do Brasil, único nome que poderia sintetizar o peso histórico desta publicação que atravessou os períodos mais marcantes do nosso país. O JB era o sonho de quem resolvia ingressar no jornalismo e passava em frente ao prédio da avenida Rio Branco ou à colossal construção da avenida Brasil. De quem lia as crônicas dos mestres do gênero, que é só brasileiro e que, veja só, nasceu também dentro


do JB, podemos afirmar. O jornal que foi personagem de cinema, como vimos naquela redação enfumaçada e barulhenta em Cidade de Deus, cujo protagonista queria ser... fotógrafo do JB. O Caderno B, símbolo da cobertura jornalística da cultura, assunto tão caro a nós da Petrobras, foi molde para todos os outros. O JB foi o exemplo para tudo o que se fazia em jornalismo no Brasil, em tempos românticos de máquinas de escrever, antes da internet, do fax, das câmeras digitais. Em nossos patrocínios, prezamos pela memória da cultura e do saber. Desejamos, assim, que o público tenha acesso a episódios tão importantes para a nossa formação como país como foi a trajetória do Jornal do Brasil.

B E L I S A   R I B E I R O


Começou sua carreira como estagiária no Jornal do Brasil na década de 1970 e voltou ao jornal trinta anos mais tarde como editora de Cidade. Testemunhou o fechamento da sede da Av. Brasil e mudou-se para Brasília, onde chefiou sucursal e foi titular da coluna Informe JB, início dos anos 2000. Na imprensa escrita, trabalhou em O Globo, Gazeta Mercantil e revista Época, sempre como repórter. Na TV, foi a primeira mulher a ser comentarista econômica, na TV Globo, onde se tornou também pioneira na apresentação de telejornais, integrando a primeira bancada de âncoras jornalistas, no Jornal da Globo, em 1981. Escreveu o livro Bomba no Riocentro, esgotado em suas duas edições, a primeira no ano do atentado, 1981, e a segunda, na ocasião da primeira reabertura do inquérito, em 1999. Filha de mãe professora de português e pai desportista e sambista, adora escrever, caminhar cercada pela natureza e ouvir música. mãe coruja de dois cantores e compositores, Gabriel o Pensador e Tiago Mocotó, que lhe deram quatro netos. Os únicos com quem admite dividir o computador.


 

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