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Israel Pedrosa o gênio criador da cor inexistente - homenagem do Focus Portal Cultural. Confira.

Cultura por Alberto Araújo em 2016-04-22 19:53:14

Hoje a saudade nos faz uma visita, mas não vem acompanhada da tristeza como protagonista. Com espíritos mais confortados, consagraremos este dia para rememorar os bons momentos que foram compartilhados e como a presença de uma pessoa tão querida que foi capaz de transformar tantas vidas abençoadas. A nossa homenagem é para Israel Pedrosa que se estivesse vivo no dia 18 de abril de 2016 estaria completando 90 anos.  

Mais que um cientista das artes, Pedrosa era um professor, um artista, um pesquisador, um mestre, um gênio. Reconhecido e respeitado pela crítica, pelos historiadores e artistas do mundo inteiro.

 

 

Israel Pedrosa e a cópia que fez de A Batalha de Anghiari, de Da Vinci.

 

 As 4 imagens fazem parte do livro

Pedrosa o Brasil em cartas de tarô.


Pedrosa se consagrou como o criador da "Cor Inexistente" (1966), uma profunda e científica pesquisa sobre arte e a teoria das cores, abordando Da Vinci, Newton, Goethe, Maxwell e tantos outros gênios das artes e da literatura. Essa obra foi lançada em 1977 e hoje já está na sua décima edição como um verdadeiro tratado histórico para todos aqueles que se dedicam à pesquisa e às artes.

A lista dos dez grandes pintores é encabeçada por Leonardo da Vinci, autor do primeiro estudo sobre cor que a humanidade tem conhecimento. Esse estudo foi publicado 135 anos após a sua morte. Além de Leonardo da Vinci, fazem parte do livro: Hieronymus Bosch, Vermeer de Delft, William Turner, Paul Cézanne, Vicent van Gogh, Paul Klee, David Alfaro Siqueira, Cândido Portinari, Paul Pollock.

O Senhor Mestre das Artes havia acabado de mandar para a gráfica os originais de seu livro Dez aulas magistrais, resultado de 20 anos de pesquisas. Contém 600 páginas, a obra será indispensável para artistas e o meio acadêmico com interesse na dimensão da cor.  

 

Aos 89 anos, Israel Pedrosa

preparava mais um projeto.

Desta vez, um livro que retrata

os 600 anos da pintura ocidental.

 

 

Nascido em Alto Jequitibá (MG), no dia 18 de abril de 1926, transformou-se em cidadão do mundo, mas a maior parte de sua vida passou pintando, lendo, escrevendo e estudando muito em seu ateliê, em Icaraí.

Ainda adolescente, foi aluno de Cândido Portinari e causou espanto ao mestre por seu interesse muito particular pelas nuances das cores. De modo empírico, percebia que o preto na sombra era mais claro que o branco no escuro.

Pedrosa escolheu a cidade de Niterói (RJ) para viver. “Em Niterói, consigo produzir e trabalhar”, dizia o artista, que, em 1994, recebeu o título de "Cidadão Honorário de Niterói".

Também mereceu destacadas honrarias nacionais e internacionais, como o Prêmio Thomas Mann, instituído pela Embaixada da República Federal da Alemanha, e o Prêmio Destaque Hilton de Pintura.

 

 

 

 

 

Discípulo de Cândido Portinari, cursou a Escola Superior de Belas Artes de Paris entre 1948 e 1950. Foi o fundador da Cadeira de História da Arte na Universidade Federal Fluminense – UFF (1963) e consultor ad hoc do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1986).

Citado em ampla biografia sobre arte brasileira, Pedrosa é também autor dos livros: Da cor à cor inexistente (1977), O Brasil em cartas de tarô (1991), O universo da cor (2003) e Na contramão dos preconceitos estéticos da era dos extremos (2007).

Vários de seus trabalhos estão em acervos de museus como o Nacional de Belas-Artes, nos Museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro e São Paulo, no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e no MAB-FAAP – Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado.

O pintor, professor, pesquisador e historiador de arte Israel Pedrosa, 89 anos, faleceu no dia 07 de fevereiro de 2016 em pleno domingo nobilitado com as cores vivas e cintilantes do ASTRO-REI.

 

Capitu - Israel Pedrosa.

 

 

Entender os desígnios de Deus muitas ocasiões pode ser uma tarefa bem difícil, especialmente quando a tristeza bate na nossa porta porque acabamos de perder um indivíduo querido. Lamentos passam pelos nossos olhos constantemente e o vazio da saudade aumenta a consternação severamente.

O vazio que ficou jamais será preenchido, mas com a paz de Deus em nosso corações será bem menos difícil. O Céu comemora hoje mais um ano da vida de uma pessoa muito querida, que para sempre estará na nossa memória e influenciará eternamente a nossa história.

"O falecimento do intelectual Israel Pedrosa deixou um vácuo imensurável, com a certeza que jamais será ocupado no meio acadêmico, científico e artístico. Niterói perdeu sim, um dos seus habitantes mais distintos e queridos mas certamente ficará o grandioso legado de sua história, de sua criação e de sua genialidade", ressalta o editor desta revista cultural Alberto Araújo.

 

 

 

 

OBRAS DE ISRAEL PEDROSA

 

 

 

 

 

 

Exposições coletivas:

 

1947 - Salão Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro).

1949 - 1ª Exposição dos Artistas da América Latina (Paris).

1950 - Exposição Internacional (Lyon).

1951 - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon (São Paulo).

1952, 1955, 1956 e 1959 (1º, 4º, 5º e 8º) Salão Nacional de Arte Moderna (Rio de Janeiro).

1978 - 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, na Fundação Bienal (São Paulo)

1989 - FIAC, no Grand Palais (Paris).

1989 - Artista Participante - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu Charlottenborg (Copenhague).

1994 - Os Novos Viajantes, no Sesc/Pompéia (São Paulo).

1997 - Exposição de lançamento do Catálogo Virtual de Artistas de Niterói, na Sala Carlos Couto, Niterói Artes, Fundação de Arte de Niterói (Niterói).

2001 - Museu de Arte Brasileira: 40 anos, no MAB-FAAP (São Paulo).

2002 - Niterói Arte Hoje, no MAC/Niterói (Niterói).

2002 - Niterói Arte Hoje, no Centro Cultural Candido Mendes (Niterói)

 

Israel Pedrosa (2000).

Réplica de "Dama com arminho",

de Leonardo da Vinci.

Óleo sobre tela. 77 x 53 cm.



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