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Margarida Drumond, escritora de todos os gêneros

Literatura por Dinorá Couto Cançado em 2016-05-08 08:16:08


ENTREVISTA À COLUNISTA DINORÁ COUTO CANÇADO PARA O PORTAL DO JORNAL SEM FRONTEIRAS – JSF

1. Há quanto tempo escreve ou atua na área artística, livros publicados.

Tive meus primeiros trabalhos literários conhecidos pelo público em 1970,  por meio de crônicas escritas para a Rádio Educadora de Cel. Fabriciano – MG, e fiz isso por anos, na Educadora e em jornais da região de Vale do Aço.. Eram crônicas sobre eventos diversos do cotidiano. Atualmente mantenho crônicas no meu blog e as que escrevo, semanalmente, há quase quatro anos, para a Rádio 9 de Julho, São Paulo, capital.

OBRAS PUBLICADAS
Um conflito no amor - romance, 1977
Busca de você – poesias, 1989
Aconteceu no cárcere – romance, 1994
Preito a José de Alencar -  ensaio, 1995
Tempo de saudade – romance, 1996
Pegadas no tempo – romance biográfico, 2000
Além dos versos – poesias, 2000
No acerto dos bondes – romance, 2001
Não dá pra esquecer – crônica, 2002
Isso aquilo e mais um pouco – crônica, 2004
Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção – documentário biográfico, 2004
De novo o amor – poesias, 2006
Aconteceu no cárcere – roteiro cinematográfico – roteiro, 2007
Dom Luciano, especial dom de Deus – documentário  biográfico, 2010
Dom Lara: vida de amor, testemunho de caridade – documentário biográfico, 2015

2. Algum fato cultural influenciou sua vida quando menina, na sua carreira de escritora.

Sim, quando criança eu recebia cartas de meus irmãos que já moravam fora; isso me influenciava a também escrever. E um deles  Zezé, escrevia textos bonitos, escolhendo bem as palavras, às vezes até fazia  poesia. E minha irmã, Assisinha, também escrevia cartas bem bonitas, além de me enviar santinhos e panfletos com versículos bíblicos; aquilo me chamava atenção pela linguagem muito bem construída.
Outro fato é que minha mãe organizava frequentemente tardes de encontro, reunindo-nos com outras crianças; então recitávamos poesias, cantávamos sozinha ou em grupo, tudo incitando-nos  a querer aprender versos, principalmente.  Depois, quando comecei a ler, fui incentivada por minha mãe, a já muito saudosa Margarida Drumond Bowen – 01.03.1923 – 07.09.2015,  a  sempre ler os vários volumes de uma coleção de 18 livros, o Tesouro da Juventude. Em cada volume,  vários livros que me aproximavam de contos, poesias, feitos heroicos, romances célebres, entre outros. Eu me encantava com tanta beleza e lia sem parar. Tanto eu pegava aqueles livros, tão luxuosos e de capa dura, que meu pai colocou-os bem no alto de uma estante e para alcançá-los eu subia as prateleiras. Essa menina vai acabar quebrando um braço ou uma perna!, disse ele à minha mãe, um dia, e ela sabiamente respondeu: É só descermos com os livros, ela gosta de ler. E assim se fez, facilitando meu acesso aos preciosos volumes.
Os anos se passaram e me vi preocupada quando, na 5ª série ginasial, a professora de português nos pediu a leitura de um romance sem ilustrações e com a letra em corpo normal. Temendo uma frustração, pedi a uma das religiosas carmelitas, Irmã Natalícia, Colégio Angélica de Cel. Fabriciano, que é onde eu estudava, para escolher um livro do qual eu realmente fosse gostar. Li A filha do diretor do circo, cujo autor me ficou esquecido; fato é que amei a história. Percebi que as cenas vão se formando em nossa mente, enquanto lemos, independentemente se é feita ou não a ilustração com um desenho ou arte gráfica; compreendi que pela leitura somos levados pelo  autor a lugares diversos e inimagináveis, o que muitas vezes nos causa grande enlevo. São esses fatos, pois, que muito me influenciaram culturalmente.


3. Contar aos leitores  do Jornal Sem Fronteiras alguns fatos significativos do início aos dias atuais, sintetizando-os em três momentos.

Com que prazer passo a este tópico, pois realmente são vários os fatos significativos nesta minha caminhada literária, com o meu primeiro livro escrito há 39 anos, o romance Um conflito no amor.

PRIMEIRO MOMENTO - Sempre vivos na memória os eventos pertinentes aos meus primeiros escritos apresentados ao público, não falo do livro, mas sim de textos a ouvintes de uma emissora de Rádio. Acompanhe-me: em 1970, eu era ao mesmo tempo recepcionista da Rádio Educadora e Secretária da Paróquia São Sebastião de Cel. Fabriciano; a Rádio pertence à Congregação Redentorista e já funcionava no mesmo prédio do convento. Aconteceu que o locutor Agenor Barbosa, certo dia, falava sobre o Dia da árvore, e eu  preparei uma crônica para depois  mostrar-lhe, nela salientando a beleza e importância da natureza. Lida minha crônica, Agenor perguntou se poderia levá-la ao ar, e lhe perguntei se realmente estava bom, ao que me respondeu: Está  ótima, linda mesmo, seu texto é gostoso de ler!
Feliz, passei a escrever crônicas para a Rádio Educadora e para  jornais da região – O Popular, O Vale do Aço; O Popular e o Diário do Aço; depois também para o Classivale e Folha do comércio e, esporadicamente, para outros jornais do país. Eram tantas crônicas, felizmente, que, no inicio deste século, selecionei cem delas, sobre fatos e pessoas marcantes e compus o livro Não dá pra esquecer; depois, escolhi dezenas de outras sobre datas de nosso calendário civil e eclesiástico  e fiz o livro Isso, aquilo e mais um pouco. Continuo nessa área e  já há mais de três anos, escrevo crônicas para a Rádio 9 de Julho, da Arquidiocese de São Paulo, e esporadicamente o faço também para meus espaços na rede social e para  blogs, jornais e outras emissoras.
O gosto por esse gênero literário cresceu, fui lendo outros textos: Hermann Hesse, John Steinbeck, José de Alencar, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade, sempre incentivada em casa e, a este tempo, também pela minha irmã Lúcia que me presenteava com belas obras. E em 1977 resolvi escrever meu primeiro livro, nasceu o romance Um conflito no amor.

SEGUNDO MOMENTO - Sem condições pessoais de viabilizar sua publicação, o livro ficou inédito por oito anos, até que minha amiga Marilda Moreira, de Alvinópolis, e  meu cunhado Jorge Luís, curiosamente os dois ao mesmo tempo, pediram-me a cópia de Um conflito no amor, curiosos que estavam para lê-lo. Tempos depois, Jorge me enviou um cartão que ele intitulou Comenda aos jovens grandes escritores, nele me dizendo do brilhantismo da obra; já, Marilda, além de me presentear com seu incentivo, chegou trazendo o orçamento de uma editora de Belo Horizonte, e explicou: Este livro já não é só seu, é do leitor, todo mundo tem o direito de conhecer tão lindo romance. Incentivada, fiz a pré-edição, vendendo 450 exemplares às pessoas que eu sabia me apoiariam. Assim, quando eu tinha a metade do valor a ser pago à Editora, entreguei os originais; após três meses fiz o lançamento, em Cel. Fabriciano, 21.12.1985; cinco meses depois, os 550 exemplares restantes desse livro que abriu caminho para os quinze títulos que tenho hoje, já editados, se esgotaram.

TERCEIRO MOMENTO -  Agora falo de algo ocorrido em 2003, quando a convite de minha amiga Inez, de São Domingos do Prata – MG, fui com ela a Urucânia, cidade que, conforme ela disse bem, se respira paz.
Chegamos a Urucânia na Primeira Sexta-Feira daquele ano e saímos de lá no domingo, tempo suficiente para eu me sentir convidada a escrever  um livro sobre o querido e saudoso sacerdote Pe. Antônio Ribeiro Pinto, sepultado no interior do Santuário Nossa Senhora das Graças, naquela cidade. E eu, que nunca escrevera um livro, totalmente de cunho religioso, mesmo sendo catequista e pertencente ao  serviço de animação vocacional, senti que era chegado o momento para fazê-lo, e teria de ser uma obra sobre a fé em Deus, a devoção a Maria e sobre a vida de Pe.Antônio, que, na intercessão de Nossa Senhora das Graças,  conseguiu de Deus muitos benefícios físicos e espirituais para milhares de pessoas que a ele acorriam, de 1947 até o ano de seu falecimento, 1963, pessoas essas oriundas de vários lugares do Brasil e mesmo  do exterior.
Lançado o livro em novembro de 2004, em Urucânia, com Prefácio do Arcebispo de Mariana, Dom Luciano Mendes de Almeida, para quem ... Padre Antônio é modelo para o clero e motivo de esperança para o povo,  levei-o a 87 cidades em 2005, acontecendo em mais de uma dezena delas a peça teatral que eu escrevera  sobre a vida e obra do querido taumaturgo, mundialmente conhecido como Padre Antônio de Urucânia.  Hoje, Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção está na 5ª edição e já mais conhecido por  milhares de pessoas. A grande repercussão desse lançamento ocasionou o  convite para belíssima entrevista na Rede Vida, programa de TV de Dom Antônio Mucciolo, de saudosa memória, fato este que proporcionou ainda maior divulgação, não apenas desse livro mas também dos outros dez que eu já escrevera. Tal documentário biográfico abriu caminho para outras duas obras nesse gênero literário que vieram após um novo livro de poesias, o  De novo o amor (2006), e do Aconteceu no cárcere – roteiro cinematográfico (2007). Vieram  Dom Luciano, especial dom de Deus (2010) e  Dom Lara: vida de amor, testemunho e caridade (2015). Hoje, já aguardando edição, há dois novos títulos: o ensaio Da página ao palco: estudo e transposição de linguagem de O espelho, de Machado de Assis e o romance Doce complicação.


4. Citar três nomes ou fatos que lhe tocaram em suas andanças na cidade, país ou mundo.

Fato marcante foi o lançamento do romance histórico Tempo de saudade (1997), em Timóteo, no qual apresentei a história desse município, minha cidade natal, simultaneamente à história fictícia de Vó Helena e César.  Ela, já octogenária, reencontra o amor do passado e por ele enfrenta dificuldades e situações jamais imaginadas, ao passo mesmo em que traz à tona, por meio de pessoas as quais de fato eu entrevistei para esse fim, a real história de Timóteo.
Tempo de saudade constituiu-se na realização de um intenso desejo meu, mas, sobretudo, atendendo a um sonho de meu querido  pai, Sr. Manuel de Assis Bowen, Nelito, que tanto queria ver registrada a história de Timóteo, cidade pela qual ele tanto lutou . E, prestigiando o lançamento, estavam, além dele, minha mãe Margarida Drumond Bowen, familiares e também  pessoas diversas representando os vários segmentos sociais, como o pároco da Paróquia São José, em Acesita, Pe. Abdala; o radialista Edmar Moreira;  vereadores; Ir. Lila, da Beneficência Popular; pessoas da prefeitura municipal, notadamente secretária de Cultura e Educação, além de grande público.

Também marcantes fatos se deram em vários lançamentos de outros livros, e me lembro sobremaneira dos realizados do romance No acerto dos bondes, quando o levei a cerca de quinze cidades no país, em cada uma promovendo atividades artístico-culturais, com participação de jovens, instituições, professores, companhias de teatro, todos comigo no projeto de homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade em seu Centenário de Nascimento;  o espetáculo consistia em um recital com poesias de Drummond, encerrando-se com uma poesia que eu fizera exatamente para homenageá-lo pela data., a Ode ao poeta do século no Brasil: Carlos Drummond de Andrade.

Ah, e quanto me tocou a celebração dos 30 anos do meu primeiro livro,  em 2007, quando, lançando De novo o amor,  levei ao palco a peça Margarida Drumond, 30 anos escrevendo pra você, de minha autoria, apresentada em Taguatinga, no Centro Cultural Teatro da Praça, dia 14 de junho, e dia 15 no Foyer do Teatro Nacional com participação de jovens e adolescente  da Fundação Monique Leclercq, de São Domingos do Prata, acompanhados do presidente Wilson Liberato, Irmãs Dominicanas, professores de música e monitores. E, ainda em 2007, marcante foi o lançamento de  Aconteceu no cárcere – roteiro cinematográfico, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro,  levando-o ao palco em Taguatinga, direção de Ademir Pereira, com presenças tantas que lotaram o Teatro da Praça, de Taguatinga, todos ávidos por ver o cinema ao vivo da  história de Paula e Inácio, como salientou a professora e escritora Dinorá Couto Cançado.

No coroamento dos felizes eventos daquele ano, quando eu concluía a pesquisa para escrever Dom Luciano, especial dom de Deus, me vi subitamente  em condições de ir à Itália, para pesquisar  em locais e entrevistar pessoas de referência na vida de Dom Luciano, em Roma, Turim e Florença, bem como o fiz a Bogotá  na Colômbia, para entrevistas no Conselho Episcopal Latino Americano – CELAM, tudo graças ao apoio do Prof. Candido Mendes, da Academia Brasileira de Letras – ABL e reitor da Universidade Candido Mendes, também apoiada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e do próprio CELAM.


5. Como a literatura influencia na cultura de um povo:

A Literatura, por constituir-se no registro da arte de um povo em suas várias manifestações, marcando diversos períodos, é contribuição indelével para a cultura de um povo. Pela literatura, consegue-se mais conhecimento, interação entre as artes, seja na música, na pintura, literatura e outras, consequentemente,  faz a integração entre os povos.
Pela contribuição oriunda da literatura, a arte obtém mais campo para manifestar-se, considerando-se a oportunidade que ela oferece, despertando a beleza e o encantamento em diversas formas.



6. Fale sobre seu perfil de participação em eventos de sua área de atuação dos quais já participou (tipo, nome, lugar e ano). 

Por estar prestes a completar 40 anos de Um conflito no amor e 47 de  Literatura, em 2017, sem dúvida são vários os eventos dos quais participei e eles mostram bem o perfil de minha atuação literária.
Sempre procurei associar aos meus lançamentos de livros outras artes, como a música, o teatro e a dança. Com isso, além de mais abrilhantar o evento, promovo maior interação entre as artes e pessoas de diferentes áreas. Assim pensando, ao lançar o romance  Aconteceu no cárcere, em dezembro de 1994, participaram o músico Joselito Bowen e grupo teatro de Brasília com a peça “Mãe porra louca”, evento belíssimo que lotou o Espaço Cultural do Sesc – Avenida Comercial Norte - Taguatinga-DF.
E em 1997, ao lançar Tempo de saudade, reproduzi, na Biblioteca Pública de Taguatinga Machado de Assis, parte do cenário da obra, estilo bem mineiro da octogenária protagonista Vó Helena, seguindo o coquetel o mesmo estilo.  Em 2010, por ocasião da 2ª ed., apresentei a história na forma teatral, com pessoas da comunidade e artistas de Taguatinga e Brasília, no Centro Cultural Teatro da Praça, em Taguatinga. Ainda nesse mesmo ano, após ver classificada a dramaturgia da adaptação de Tempo de saudade à história de Brasília – Tempo de saudade, uma homenagem a Brasília -  fiz novo evento agora celebrando os 50 anos de nossa capital.
Para levar à minha terra natal a nova edição de Tempo de saudade, esgotada há onze anos, promovi a apresentação teatral, no auditório da Prefeitura Municipal,  de uma peça inserida no livro, enquanto história de Timóteo, O Chico e a Maruca,  estrondosa comédia apresentada nos anos 1930, 1940, por Raquel Pacífico Drumond, Participações de atores  idosos do Grupo Humanizar, do município, bem como a Orquestra Sinfônica da Fundação Monique Leclercq, de São Domingos do Prata, cidade da qual sou, com orgulho, Cidadã Honorária.
Com o lançamento de outros livros, como Além dos versos e De novo o amor e também o romance No acerto dos bondes, ofereci ao público recital de poesias, alguns dos meus próprios textos ali registrados, e, no lançamento do romance, por ser no ano do Centenário de Nascimento de Carlos Drummond de Andrade, o recital teve, além de meus textos sobre a história de Beatrice e Cleber, alguns fragmentos desse grande poeta mineiro, momento que eu intitulei De Drumond para Drummond - um Tributo. Como participantes dos projetos, estavam comunidade e artistas de cada cidade aonde eu levava a obra para novo lançamento, isto, além do Distrito Federal, em cidades mineiras como Timóteo, Belo Horizonte, São Domingos do Prata, Coronel Fabriciano; na Bahia, em Salvador e Ilha de Itaparica; Rio de Janeiro e São Paulo, nas capitais.
Outra mostra de meu perfil são os lançamentos dos livros de crônicas Não dá pra esquecer e Isso Aquilo e mais um pouco, na forma de jogral e também com recitais, em escolas da rede pública do Distrito Federal e na Universidade Católica de Brasília - UCB, em Taguatinga, além da Feira do Livro de Brasília e Biblioteca Pública de Taguatinga Machado de Assis..
Para livros de biografia, como Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção e Dom Luciano, especial dom de Deus, levei suas respectivas histórias ao palco, a partir de minha dramaturgia e participações brilhantes de artistas de Brasília, nos espaços de algumas igrejas de Taguatinga, na Feira do Livro de Brasília e no Centro Cultural Teatro da Praça, na direção de Ademir Pereira.
Notadamente destaco minhas atuações na Feira do Livro de Brasília, a partir do ano 2000, praticamente em seguidos anos até 2013, fazendo  lançamentos de livros e apresentando, em alguns deles, recitais de poesia ou teatro; também lançamentos e apresentações artístico-culturais no Foyer da Sala Villa-Lobos - Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, participando os músicos Raquel Pacífico, Ricardo Rúbio e Joselito Bowen, entre outros.
No geral, quando dos lançamentos fora do Distrito Federal, onde moro, já fiz vários deles em cidades diversas em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro, e, mais recentemente, em Santa Catarina. Faço os mesmos em Bibliotecas públicas; às vezes na Igreja ou em seus salões paroquiais, Cafés, espaços da prefeitura e câmara, Universidades, entre outros locais, sempre envolvendo atores, músicos, estudantes e professores locais. Dependendo da cidade e das condições, participam dos lançamentos grupos de artistas que levo para então se apresentarem comigo, a exemplo de adolescentes e jovens da Fundação Monique Leclercq e outros artistas de São Domingos do Prata -  MG, que me honraram com suas presenças em Timóteo, Ponte Nova, Cel. Fabriciano e Belo Horizonte e aqui mesmo em Brasília.   .

OUTROS EVENTOS DE MARGARIDA DRUMOND
De eventos que promovi, destaco o que ocorreu  em Taguatinga, homenagem ao construtor de Brasília, Juscelino Kubitschek – JUSCELINO KUBITSCHEK, 100 ANOS DE NASCIMENTO,  no início dos anos 2000. Participaram artistas locais e de Brasília como um todo, entre músicos e atores, além de estudantes e professores, principalmente com membros da Biblioteca Pública de Taguatinga Machado de Assis, onde aconteceu a homenagem que constou da exposição de vários painéis.
Por também ser fotógrafa, em várias ocasiões de lançamento, fiz concomitantemente ao lançamento de um e outro livro, EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA, isso em Taguatinga e Plano Piloto, em Brasília – DF; em São Domingos do Prata, Timóteo, Belo Horizonte – MG; Ilha de Itaparica – Bahia;  e Ibiraçu – ES, entre outros locais. Os títulos das exposições: Campo e cidade, “Brasília, vida e arte e Fé e Arte. A Exposição  Campo e cidade aconteceu em diversos espaços e por vários anos a partir de 2000; já Brasília, vida e arte, foi na celebração dos 50 anos de Brasília; e Fé e Arte, em vários dos lançamentos do livro Dom Luciano, especial dom de Deus.
ENCONTRO DE TROVADORES - Também participei por diversas vezes nas últimas três décadas, de eventos do Clube dos Trovadores Capixaba – CTC, em diversas cidades. E me lembro do Encontro Nacional de Trovadores em Taguatinga, 1997, quando eu trouxe para o  DF  trovadores de vários pontos do país; de  quinta-feira a domingo, realizado junto a estudantes na Universidade Católica de Brasília, em espaços da Administração Regional de Taguatinga, que apoiou o evento,  e em algumas praças públicas, constando inclusive visitas a alguns pontos da capital, o que muito agradou os visitantes. Entre outras, as presenças do Presidente do CTC, Clério Borges e trovador Moacir Malacarne, ambos do Espírito Santo, Estela Rodopoulos e Margarete Borba, de Brasília.
PALESTRA EM UNIVERSIDADE E OUTROS EVENTOS ESCOLARES - Participei também de vários eventos literários nas escolas de ensino fundamental, médio e universitário, dos quais destaco vários na Universidade Católica de Brasília - UCB, como uma palestra para todos os  universitários, organização da Profa. Sylvia Cyntrão, quando dissertei sobre As Academias de Letras e o fazer literário; outros realizados na Biblioteca Central, com exposição, inclusive, de originais de minhas obras.
TEATRO NA ESCOLA - Dos eventos nas escolas, muito me lembro dos que realizei no setor M Norte, C.E.D 7, Diretora Margareth Oliveira, em Taguatinga, anos 2008 e 2009, eu trabalhando no Projeto Veredas, da Rede Publica e da Fundação Roberto Marinho, quando levei ao palco, com alunos de várias turmas do noturno – alunos na faixa de 16 a 50 anos, uma peça teatral do livro No acerto dos bondes, de minha autoria, e O auto da compadecida, cuja dramaturgia orientei e os alunos escreveram. Um sucesso imenso que atraiu diversas presenças de fora da escola, indo, posteriormente, comentários e fotos para alguns espaços na rede social, inclusive da Secretaria de Educação do DF.
EVENTOS PELA INCLUSÃO SOCIAL – Participante ativa que sempre procurei ser, vi, em 1995, a apresentação teatral de Aconteceu no cárcere, com um texto que preparei, a convite da escritora e Profa. Dinorá Couto Cançado, para deficientes visuais e cegos do Distrito Federal, frequentadores da Biblioteca Braille Dorina Nowil; projeto de iniciativa da Profa. Dinorá, na época com  apoio da Profa. Dalila. Desde aquela época, tenho participado anualmente de eventos da Biblioteca, celebrando a inclusão social. Também  na Biblioteca, participei bastante tempo como colaboradora, fazendo por exemplo leitura de obras diversas a um grupo de cegos e deficientes visuais que aderiram à minha proposta, e assim li, dentre outros, Um conflito no amor,  Aconteceu  no cárcere e Preito a José de Alencar, de minha autoria; e obras de vulto já consagradas ao longo dos anos,  como A divina comédia; Encarnação, Senhora; e poemas de Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade.

7. Descrever até três projetos em andamento realizados nos últimos três anos.

Com o fato de eu ter enfrentado problemas de saúde em 2013, o que me cobrava mais tempo, me vi impossibilitada de ter a vida literária ativa como antes; assim, comecei a fazer coisas nas quais eu pudesse atuar, mesmo sem sair de casa tanto quanto antes.

CRÔNICAS PARA BLOGS, JORNAIS, RÁDIO - Comecei a escrever crônicas, primeiro para um blog do jornalista de Brasília, André Falcão, intitulando-o Eu conto pra você, e assim voltei a escrever crônicas no estilo de quando comecei, nos anos 70, sobre temas diversos, focalizando também a vida de Padre Antônio Ribeiro Pinto, a partir do livro Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção, e sobre Dom Luciano Mendes de Almeida, a partir de Dom Luciano, especial dom de Deus.
O trabalho ia assim caminhando quando, Dom Odilo Scherer, Arcebispo da Arquidiocese de São Paulo me incentivou a escrever crônicas sobre Dom Luciano para divulgação na Rádio 9 de Julho, daquela Arquidiocese, e lá se vão anos, sendo as crônicas lidas semanalmente, primeiro no programa do Pe. Edemilson, aos domingos e reprisadas duas vezes durante a semana em horários especiais, sob o título Dom Luciano, pastor e irmão.
Pouco depois, esse projeto de escrever crônicas, semanalmente, passou também, ao Jornal Classivale, de Ipatinga, do colega jornalista Wander Santos, também sob o título Eu conto pra você, e de vez em quando também  as enviava para A folha do Comércio, também em Ipatinga, do colega Genoves Bessa Pereira. E o projeto se ampliou, foi ganhando corpo: passei a escrever especificamente sobre Padre Antônio e Dom Luciano, sob o título Vivendo a nossa fé, na Rádio Educadora de Cel. Fabriciano, na Rádio Ubaense, de Ubá, e Rádio Popular, de Urucânia, o que prosseguiu por mais de dois anos, estando em atividade o da Rádio 9 de Julho, de São Paulo.

UM ROMANCE COM ABORDAGEM NA SAÚDE MENTAL – Em 2011, consegui  iniciar algo que há muito eu desejava fazer: escrever um romance no qual trabalhasse a saúde mental. Fiz um projeto à Secretaria de Saúde do Distrito Federal, solicitando permissão para visitar locais específicos que me possibilitassem maior proximidade com o tema. Aprovado o projeto, comecei a escrever o livro, com uma história de ficção, e, por motivos pessoais, tive de interrompê-lo, retomando após quase um ano, até que o concluí em julho de 2014, devendo ser lançado neste ano de 2016 – trata-se do romance Doce complicação.

UM DOCUMENTÁRIO BIOGRÁFICO SOBRE O AMOR E A CARIDADE – Eu me encontrava escrevendo Doce complicação, quando me veio o convite para escrever sobre o redentorista Dom Lelis Lara, bispo que estava por fazer 90 anos de vida em 19 de dezembro de 2015. A princípio, o convite seria escrever sobre a Cidade do Menor, hoje Cidade dos Meninos, criada por Dom Lara, em 1977, e que abriga menores em situação de rua, possuindo também outras iniciativas, mas eu mesma expliquei ser o legado desse redentorista muito mais que a criação da Cidade do Menor, sem, no entanto, diminuir-lhe seu valor. Dom Lara entrou  no convento com doze anos de idade e, desde então, dedica todo o seu tempo ao próximo e à Igreja, na prática do acolhimento e da caridade. Dediquei-me a pesquisar sobre sua vida e obra, concluindo o livro e lançando-o, com pleno êxito de público e de venda, em 18 de dezembro último, estando presentes o próprio Dom Lelis Lara, agora aos 90 anos; o provincial dos Redentoristas, da Província do Rio à qual pertence nosso homenageado, Pe. Oliveira; o arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha; o bispo emérito e o bispo titular de Divinópolis, Dom José Belvino do Nascimento e Dom José Carlos, respectivamente; irmãos de Dom Lara; sacerdotes, seminaristas e grande público.
Na execução desse projeto, precisando concluí-lo e em dificuldades financeiras para executá-lo até que estivesse pronto para ser publicado com apoio dos Redentoristas – Província do Rio, fiz  sua pré-edição. Assim, quando do no lançamento, eu  já vendera  490 exemplares.


8. Explique como a sua participação nos eventos contribui para o desenvolvimento de seu trabalho e para o seu setor de atuação como um todo.
Como deve ter percebido o caro leitor do Jornal Sem Fronteiras, não são poucas as minhas investidas  literárias, seja por meio dos próprios lançamentos de meus livros seja por minhas participações em eventos diversos, às vezes eu mesma sou a agente cultural. Todo esse meu empenho pauta-se no fato de que não me basta escrever este ou aquele livro, é preciso ter certeza de que ele alcançará o objetivo precípuo da autora, o de oferecer uma ocasião de entretenimento ao leitor e também, conforme o gênero do livro, oportunizar a reflexão sobre determinado tema abordado na obra, oferecer condições de um melhor senso crítico sobre o próprio ser humano, com suas oportunidades de ajudar o próximo, mas também sobre as mazelas de que pode ser vítima, às vezes consciente e noutras sem o saber, por deixar-se levar por sua fraqueza ou por influências do meio em que vive e que atua sobre ele negativamente.
Nesse sentido, entendo que, por meio de minhas obras, busco oferecer sim, entretenimento,  principalmente em livros de poesias, crônicas, romances,  roteiro de cinema... E, incluindo as biografias documentadas, junto aos romances, além de entretenimento, ofereço uma boa leitura, dou chances ao leitor de refletir sobre questões sociais, como a diferença de classes, em Um conflito no amor; a valorização do idoso, também  mostrando-nos enquanto agente na história de um povo, de uma cidade; a valorização do amor em idade já avançada, com Tempo de saudade; a importância de uma vida sem violência, a força do amor, mesmo em momentos difíceis, a importância de nas prisões haver condições de o preso trabalhar, como em Aconteceu no cárcere; e daí por diante. Fato é que em cada livro, busco passar uma mensagem ao leitor. Afinal, o escritor é um formador de opinião e tem responsabilidade social, portanto.
Mas como alcançar o leitor, como permitir o conhecimento da obra a um grande público e leva-lo a uma análise do que ele lê, se nem sempre a mesma chega facilmente ao receptor da mensagem, ou porque no país o hábito da leitura é baixo ou mesmo por falta de condições de a pessoa comprar livros ou, ainda, e isto infelizmente acontece muito com grande número de escritores no Brasil,  por falta de oportunidade de uma boa divulgação do trabalho.
Em sendo assim, torna-se sumamente importante a participação em eventos na cidade, no estado e no país e também no exterior. Pelos eventos, principalmente com recitais, teatros e até mesmo as palestras, ofereço ao espectador maior entretenimento e condições de conhecimento da obra, despertando-o para a respectiva leitura então abordada no lançamento. Também  pauta-se minha participação no evento no desejo de que cada pessoa se sinta mais desejoso de ler o meu livro e também os livros de autores diversos de nossa literatura e da literatura universal. E mais pode acontecer: pelos eventos, ofereço chance de ter parceiros de caminhada, pois posso estar despertando talentos diversos seja para a música, para a literatura, o teatro, para a arte como um todo.
Nesse ponto da entrevista, ressaltando a importância de minha participação em eventos, trago o mais recente que foi de 17 a 20 de março do ano em curso, em Blumenau – SC, por ocasião do terceiro aniversário do JSF.  Na ocasião, lancei, junto a outros escritores, que lá também estiveram apresentando suas obras, o livro Dom Lara: vida de amor, testemunho de caridade. E que espetáculo que foi! Na ocasião, além da chance de mostrar meus trabalhos, pois levei também os outros livros, interagi com cerca de duzentos artistas, entre músicos, escritores e artistas plásticos do Brasil e de vários países que lá se fizeram presentes.

9. Recado literário e cultural aos leitores do Jornal Sem Fronteiras.

De início agradeço ao leitor do JSF por me haver acompanhado em todo este texto, oferecendo-me condições de me dar a conhecer um pouco mais, e muito agradeço ao próprio jornal, à sua editora Dyandreia Portugal, por esta oportunidade de falar de minha vida literária e obras, mas agradeço, sobretudo, à escritora e colunista Profa. Dinorá Couto Cançado pelo convite para esta entrevista.
Assim feito, agora minha palavra a você que me lê neste espaço: ler e conhecer Margarida Drumond de Assis é mais se aproximar da realidade de alguém que muito quer ajudá-lo oferecendo entretenimento e conhecimento, é aproximar-se de alguém que, convidado por você, terá alegria em analisar esse ou aquele trabalho aqui por perto ou mais distante, sempre levando suas obras e também querendo a outros ajudar no campo das artes, promovendo felicidade e alegria entre todos,. É, também, querer que você, contatando-me por e-mail ou telefone, ou por outros recursos na rede mundial, se sinta à vontade para adquirir qualquer um dos meus quinze livros já editados, seja um dos romances, um dos livros de poesias, de documentários biográficos, de crônicas, o Aconteceu no cárcere – roteiro cinematográfico, o livro que preferir.

Agora, em se tratando do leitor do JSF de um modo geral, abraço-o com alegria por sabê-lo lendo este jornal que, precipuamente é um grande apoio à cultura, a de nosso país e também a que vai além-fronteiras. Continue, pois, caro leitor, cara leitora, sempre se permitindo a leitura deste jornal, online ou impresso, pois além de boas notícias culturais ele possibilita mais união entre os povos.

Contatos: margaridadrumond@gmail.com   www.margaridadrumond.vai.la
margaridadrumond.blogspot.com.br
Tels:  61 -  9252-5916 ; 61- 8122-9005 

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Getúlio Assis

Oi Margarida tudo bem?Eu morei em Acesita entre à década de 40 até o ano de 70.Queria saber quando este livro será lançado e como adquiri-lo,moro em Belo-horizonte.no mais um abraço.

Dinorá Couto Cançado

Olá, as fotos demonstram e ilustram a riqueza de ações em que se envolve Margarida Drumond: Foto 1: logo da Margarida Drumond de Assis Foto 2: A escritora Margarida Drumond de Assis, na entrega de seu novo livro ao biografado Dom Lelis Lara - lançamento Dom Lara: vida de amor, testemunho de caridade, Cel. Fabriciano/MG, 18 dez. 2015 ... Lançamento em Blumenau, nas comemorações dos 3 anos do Jornal sem Fronteiras, 19 março de 2016

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