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Teatro já é Patrimônio Cultural da Cidade

Cultura por em 2014-10-23 18:09:10

De acordo com a decisão, o teatro de rua de Belo Horizonte e o teatro de bonecos devem
entrar para o livro de registro de formas de expressão e, ainda, um circuito de teatros 
que engloba, o Marília, o Francisco Nunes e o Teatro da Cidade, entre outros, serão 
documentados no livro de registro de lugares. Com a medida, a Fundação Municipal de 
Cultura pretende evitar que informações, significados e herança cultural se percam no 
tempo. “A história do teatro de Belo Horizonte se mistura com a própria história da cidade. 
Reconhecer esta vertente artística como Patrimônio Imaterial é um passo importante para 
que fique perpetuada a sua importância”, afirma o presidente da Fundação Municipal de 
Cultura, Leônidas de Oliveira.

O inventário elaborado pela Diretoria de Patrimônio Cultural da FMC, no qual o 
Conselho se baseou para votação, apresenta de forma sucinta a trajetória do teatro 
na cidade. A pesquisa identifica os lugares e formas de expressão teatral que por sua 
representatividade, importância histórica, simbólica ou formativa compõem o patrimônio 
cultural de Belo Horizonte. 

De acordo com esse dossiê, “o estudo de trajetórias artísticas através do mapeamento 
de espaços ocupados e de linguagens desenvolvidas traz perspectivas que ultrapassam 
as sensações pessoais que a obra de arte pode gerar, penetrando em temporalidades e 
espacialidades muito peculiares e possibilitando compreender as artes teatrais como um 
instrumento de memória e construção de identidades”.

Proteção

O primeiro registro de bem imaterial de Belo Horizonte aconteceu em 2011 com o ofício do 
fotógrafo Lambe-lambe. Ao entrar para o Livro do Registro dos Saberes, foi o primeiro bem 
cultural imaterial a receber proteção, inaugurando uma nova e importante fase da política 
de proteção do patrimônio cultural na capital mineira. 

Na última semana, foi aberto o processo de Registro Imaterial da Cultura Cigana na 
Cidade de Belo Horizonte. Além do reconhecimento de seu modo de vida e expressões, 
também será pedido o registro no Livro dos Lugares, o que pode contribuir para a 
regularização dos acampamentos ciganos do Céu Azul/Lagoa e São Gabriel/Belmonte.

Atualmente, outros dossiês para registro de bens imateriais estão sendo elaborados pela 
Diretoria de Patrimônio Cultural e ainda serão encaminhados para apreciação e aprovação 
do Conselho, como Guardas de Congo e Moçambique de Belo Horizonte, Bandas de 
Músicas tradicionais, o Ofício de Calceteiro, a Pedreira Prado Lopes e Quilombos Urbanos, 
entre outros.

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