Rede Mídia de Comunicação | Rede Sem Fronteiras

Você está em: Início > Notícias > Cultura > ROFA entrevista: o escritor OLIVEIRA CARUSO

ROFA entrevista: o escritor OLIVEIRA CARUSO

Cultura por Rogério Araujo (ROFA) em 2016-07-17 17:59:53
                

E o nosso convidado de hoje do ROFA entrevista é o escritor OLIVEIRA CARUSO.  

Carioca nascido em 19/07/1975. Casado com Mônica há 5 anos, filho de Eunice e irmão de Fabiana. Servidor público do estado do Rio de Janeiro. Administrador e Advogado pela UFF. Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela UCAM. Meus primeiros escritos datam de 1986 (aos 10 anos). De lá para cá escrevi prosa e verso esparsamente em 1993, 1995, 2002 e 2005, só começando mais seriamente em 15 de setembro de 2008, ano em que comecei a publicar os meus escritos. Sou amante inveterado das letras, o que se reflete no meu modo de vida. No momento encontram-se em vigor os concursos de minha organização: IV Arraial Literário à Moda Antiga e I Concurso Literário da Academia Evangélica de Ciências, Artes e Letras do Brasil (este com apoio da Casa Histórica de Deodoro), estando ambos os regulamentos no meu site www.reinodosconcursos.com.br, na aba "concursos literários de 2016".

1) Como é a vida do escritor Oliveira Caruso, conciliando essa carreira com outras, na agitada vida que levamos?

A rotina é agitada, sem dúvida, Rofa. Resido em Niterói e trabalho no Rio como servidor público do estado do Rio de Janeiro, além de ser formado pela UFF em Administração e Direito, áreas em que bem pouco milito. No momento eu me encontro em greve há aproximados 4 meses, por motivos que o Brasil inteiro sabe plenamente às vésperas das Olimpíadas, visto que tal drama em busca da dignidade no trabalho é amplamente divulgado. (Deixei aqui consignado para que daqui a anos possamos saber o contexto em que a entrevista foi realizada). Afora isso, na literatura sou poeta. Atualmente, além de Comendador (pela Associação Brasileira de Desenho, Ciências e Letras, e outras entidades), sou o Presidente da Academia Brasileira de Trova (sediada no RJ), Vice-Presidente da Academia Evangélica de Ciências, Artes e Letras do Brasil (sediada em MG), Secretário de Diplomacia e Comunicação da Academia de Letras do Brasil (sediada em MG) e membro de outras Academias no Brasil e no exterior. Participo de grupos poéticos virtuais na internet (Recanto das Letras - BRA, Poetas del Mundo - CHI, Portal CEN-PORT, Antologia Logos - PORT, Varal do Brasil - SUI) e no whatsapp (Poemas do Brasil - SE, Sem Fronteiras - RJ e Marcelo Escritor - BA). Logo, no âmbito literário tenho que atuar à frente de três Academias de Letras, ajudar outras no que eu puder, atuar como analista literário diariamente no grupo sergipano do whatsapp e aparecer (quando eu puder) nos outros dois. Visito minha mãe - Eunice - uma vez por semana ao menos e às vezes consigo ver minha irmã - Fabiana -, sendo que ambas moram na capital. O dia de 24 horas é de fato muito curto, como o são o mês de 30 ou 31 dias e o ano de 365 ou 366. (risos)


2) Quais livros e textos já publicou e que chamou mais a atenção pelo tema ou atraiu o público?

Conquanto eu tenha um editor barateiro (risos), optei por ainda não ter livros-solo lançados. Nunca vi com bons olhos a iniciativa de solicitar a colegas e amigos que comprem meus livros, uma vez que não vejo muito interesse no semblante do grande público brasileiro. Sendo assim, desde 2010 participei de 63 antologias impressas e 80 virtuais, das quais 2 impressas e 6 virtuais foram organizadas por mim mesmo. Cheguei a realizar mais de 6.000 publicações de textos na internet, mas retirei quase todas, para poder participar de alguns concursos literários. Os meus textos que mais atraíram o público sempre foram os eróticos (em cujos títulos eu lanço mão dos trocadilhos, como: Alexandre, o enorme; Chupa-cabra; Lobo mau e as três porquinhas; Pocarroupas e Prova Oral - só para ficar em alguns dos poucos títulos publicáveis neste jornal, de um total de 376 títulos de contos eróticos por ora...) e alguns de amor à família. 

3) O escritor Oliveira Caruso gosta de outros codinomes quando participa de Concursos e Salões literários, alguns até curiosos e em homenagens a personalidades, não é?

Sim, porquanto geralmente eu aprecio brincar com as pessoas. Brinco muito com gente que trabalha com atendimento, trabalho que eu também realizo no serviço público. Por exemplo, brinco com motoristas de ônibus e táxi,  seguranças de banco, caixas, porteiros, faxineiros e por aí vai. Muitos transeuntes se olvidam de que ali há um ser humano que os atende. Não sabem a beleza que o sorriso destes colegas pode proporcionar, inclusive a poemas! Quanto aos pseudônimos, adotei 116 ao total (risos...). Felisberto Tristão (antítese em homenagem a um vizinho de pseudônimo Modesto Máximo), Branco Moreno Negrão de Lima (idem), Hansi Void Rush (com nomes vindos do Heavy Metal, meu gênero musical predileto há mais de 20 anos), Fernando Peçonha (para poemas irônicos), Fagundes Querela (idem), Sylvester Stallonge (pura homenagem a um ator), Pataviva do Avarento (pura homenagem a um grande cordelista), Rouberto Furtado Jefferson (ninguém me influenciou neste caso... Negarei sempre... risos), Matanu Muskito (beeeeem atual... risos), Tristão Difatto (para poemas tristes), Agradecido Demontti (para os de agradecimento), Agostinho dos Anjos (homenagem a um poeta) e outros. Além de outros citáveis, há uns 50 absolutamente impublicáveis aqui.

4) Além de escrever, também promove concursos para que outros escritores possam ser valorizados com medalhas de ouro, prata e bronze e certificados. Acha importante dar essa oportunidade aos colegas da literatura?

Considero extremamente importante. Já fui até xingado de "assaltante virtual" por lançar concursos literários com taxa de inscrição. Todavia, é um trabalho que realizo praticamente sozinho, muitas vezes até altas horas da noite (agora, quando respondo à entrevista, são 01:47 da manhã, por exemplo) e que não conta com patrocínio. Poucos sabem que já fiz quase 600 indicações de colegas a Academias, associações, grupos de literatura, prêmios e outros, sem que eu recebesse um tostão sequer. Medalhas e um troféu já recebi, mas nunca dinheiro. Já retirei R$250,00 do meu bolso para enviar de graça um medalhão (estilo comenda) com certificado por correio para os doze literatos que mais tinham participado de concursos literários meus. Logo, o pessoal que me xingou atua como o pessoal dos Direitos Humanos que só costuma olhar para os internos, não para as vítimas de estupro, homicídio, latrocínio, sequestro nem para as famílias. Hipocrisia pura. Assim penso.

5) Quanto a sua carreira de escritor representa em sua vida hoje: pouco, mais ou menos ou muito? Conseguiria viver sem colocar no papel as ideias que tem para escrever?

Representa muito, sem dúvida! Livro-me da depressão e ajudo muitos colegas com atitudes simplórias. A maioria dos que indiquei a academias tem idade para ser meus pais ou até avós, o que é uma absurda inversão de valores infaustamente comum num país que não valoriza a literatura. Afinal, é o mais experiente que deve olhar o currículo do menos experiente! Ou estou errado? Eu reverencio os mais velhos. Sem endeusá-los, mas os reverencio por sua sabedoria. Se o país fosse sério, encararia a educação e a cultura como fatores primordiais a se obter uma sociedade sadia. Outrossim, não vejo com frequência acadêmicos indicando literatos e artistas em geral para essas Casas, o que me entristece muito. Eu viveria sem a literatura sim, mas decerto não seria tão alegre aos meus quase 41 anos.

6) Qual mensagem deixaria para o seu público, onde encontrar e os contatos para adquirir seus livros e ler seus textos...

Eu tenho um site chamado www.reinodosconcursos.com.br, no qual publico tudo relativo aos concursos literários que lanço. O aludido site ainda terá novidades em breve. Meu e-mail para contatos é oliveira.caruso@gmail.com. A mensagem que eu deixo é na verdade um apelo. Ao ver um colega desejoso de entrar para uma academia, procure indicá-lo àquela da qual você é membro. Reunindo condições, faça propaganda do evento do colega (por e-mail, boca a boca etc.). Compareça a eventos artístico-literários. No caso de integrar um grupo no qual haja pagamento de anuidade ou mensalidade, efetive-o (é dever seu e direito da Casa). Se você trabalha com venda de produtos e prestação de serviços, cobre um preço justo, para depois não pensar choroso(a) no que deu errado no seu negócio. Não queira apenas emprego, mas trabalho, para construir um país bem melhor do que este. Para que você exija seus direitos, arque primeiramente com os seus deveres. Se o mundo de hoje é o de pessoas isoladas, seja "do contra": estenda a mão. Agradeço-lhe deveras pela oportunidade, Rofa. Eu já o admirava na sua luta. Parabéns!

Deixe seu comentário, ele é muito importante para nós

* Seus dados não serão exibidos a terceiros.

Publicidade

Veja também

Publicidade