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COMUNICADO IMPORTANTE DO VARAL DO BRASIL

Geral por em 2016-08-14 15:31:47

SOBRE O COMUNICADO IMPORTANTE DO VARAL DO BRASIL


Jornal Sem Fronteiras divulga abaixo, o Comunicado Oficial emitido por Jacqueline Aisenman ao meio cultural.

Mas, antes, gostaríamos de expressar o nosso mais profundo respeito pelo trabalho que foi realizado por essa guerreira e amiga.

Varal do Brasil inovou e inaugurou uma era. Antes, não tínhamos qualquer referência na Suíça. Jacqueline, com o seu Varal Sem Frescurasmostrou que a distância era muito pequena e que poderíamos, sim, ousar. E ousamos! Foram muitos os escritores - e os que se descobriram escritores - que através desse projeto, inédito e inovador, puderam mostrar seus trabalhos além-fronteiras, seja participando da contemporânea Revista do Varal, seja nas Antologias, ou seja, lançando seus livros nos Salões do Livro e da Imprensa de Genebra e, dessa forma, puderam realizar seus sonhos.

Jacqueline Aisenman é sinônimo de competência, seriedade e profissionalismo. E a contribuição que ela deu para a cultura brasileira é singular, indelével e perpétua. Não só pelo projeto que abraçou, promovendo a todos aqueles que se dispuseram ficar pendurados em seu Varal, mas também através de seus livros. E que livros!

Se ela agora fecha um ciclo, partindo para outras aspirações, só nos resta respeitar sua decisão na certeza que a sua contribuição foi importantíssima e que o nosso sentimento precisa ser de gratidão.

Nós, da Rede Sem Fronteiras, tivemos a honra de ter Jacqueline Aisenman como Representante Internacional do Jornal em Genebra nos primeiros dois anos e meio de existência da publicação e agora, ao terceiro ano, tivemos a honra de contar com sua experiência como jurada de nossa 1º Coletânea Comemorativa, quando pudemos também, na cerimônia de lançamento na UBE-RJ, homenageá-la. Por isso, nosso sentimento de gratidão é redobrado.

Desejamos a você Jacqueline, muita saúde e muita sorte em sua nova jornada. Saiba que você já faz falta, mas queremos que você, ao priorizar a sua família, possa ser muito feliz e que possa, através do convívio irrestrito com os seus, se alimentar do que temos de mais importante em nossas vidas, que é o AMOR.

Receba os nossos mais profundos agradecimentos, o nosso orgulho de termos sido parceiros e amigos e conte sempre conosco para o que precisar. Estenda o nosso carinho e gratidão ao seu marido Paulo – um grande companheiro! – e também aos seus filhos, que de forma unida e ao seu lado, sempre nos receberam com muito carinho em Genebra.

Um abraço fraterno e carinhoso,

Dyandreia Portugal

Fundadora da Rede Sem Fronteiras


COMUNICADO


A TODOS OS AMIGOS QUE ACOMPANHAM O VARAL DO BRASIL

 

SABER O MOMENTO EXATO

 

Saber o momento exato para alguma coisa é algo muito difícil, se não for, mesmo, algo impossível. O momento exato de começar algo, de levar adiante e enfim, de parar. Eis o que talvez seja o mais difícil de tudo. Saber o momento de parar.


Hoje, a dois meses de completar sete anos de atividades, venho comunicar a todos os amigos que o VARAL DO BRASIL está encerrando suas atividades, nelas incluindo aqui a revista literária, motor do que se tornou o Varal para a comunidade literária lusófona internacional.


Iniciei o Varal em 2009 com o objetivo de fazer - literatura sem frescuras- num mundo literário avesso à simplicidade e aos escritores - iniciantes. Considero que fui longe, bem mais do que poderia sequer mesmo imaginei. A revista, as antologias, os concursos, as participações no Salão Internacional do Livro de Genebra, os eventos aqui na Suíça e no Brasil... Um longo, frutuoso e feliz caminho, por onde fui encontrando pessoas que hoje são mais do que pessoas conhecidas, são amigas que guardo no coração.


Quando comecei o Varal não havia atividade literária brasileira aqui na Suíça e as atividades literárias brasileiras pela Europa eram muito poucas e nada parecido com o Varal existia. Fui pioneira em tantos projetos nesta área que confesso, se não ouvisse de outras pessoas o que ouço, custaria a acreditar que fiz mesmo tudo isto. Dei trabalho? Deu, ô seu deu.... Mas valeu tanto a pena!


Iniciei e termino as atividades do Varal do mesmo jeito que elas sempre foram realizadas: sozinha. Sempre me perguntaram (e me perguntam) sobre minha equipe. Enviam até Feliz Natal para minha equipe e minha filha bem que tentou me fazer - criar - uma secretária para ao menos dar uma - boa impressão...


Mas não havia mais ninguém. Meu sonho sempre foi muito particular e, no fim das contas, trabalhar meio solitária, mas com música e meu cachorrinho do lado, é algo que muito aprecio. Bem, fica então aqui registrado, nesta despedida, que o VARAL DO BRASIL sempre foi apenas eu mesma, sem equipe. Vocês conhecem aquele - homem-orquestra - que toca pelas ruas em alguns lugares pelo mundo e algumas vezes faz shows por aí? Pois é, eis o que fui para o Varal do Brasil. Com muita vontade, força e alegria, respondi milhares de e-mails, mensagens recebidas no site, blog e redes sociais. Li, analisei, revisei milhares de textos de todos os gêneros. Li e divulguei centenas de livros. Mais de sessenta números da revista circularam e circulam pelos cinco continentes, levando literatura lusófona da forma mais descontraída possível a pessoas que não tinham acesso a ela antes que nosso Varal fosse pendurado pelos céus literários. Fui aos poucos aprendendo a lidar com os softwares necessários para a edição, fotografia e etc... Horas sem número de pesquisas, leituras, escolhas de capa, ilustrações.... Enfim, com dedicação e todo o amor que sempre tive pela literatura e pelas pessoas com ela envolvidas. Viajei muito, montei e desmontei estandes (com a ajuda fiel e preciosa do Paulo), carreguei muitas malas e caixas de livros por aqui e pelo Brasil! Derrubei caixa de livros sobre os pés, chorei de cansaço, gritei inúmeras vezes que não faria mais nada. Mas continuei, sempre por amor, livros embaixo dos braços e muito boa vontade no coração. Enfim, fui à luta pela literatura sem frescuras tão cara à minha vida!


Sempre tive o apoio do Paulo e dos meus filhos, que tantas vezes me esclareciam, abriam os olhos, me faziam críticas necessárias e construtivas e foram meu braço direito durante os dias de Salão do Livro aqui em Genebra. Minha filha sempre prática e certeira me dando conselhos preciosos; meu filho, artista na alma, dando ideias que só poderiam vir de alguém talentoso como ele. Ao Paulo, companheiro incansável do cotidiano e das lutas do Varal,  serei eternamente grata por tudo o que representou para mim enquanto Varal do Brasil, investindo seu tempo no Salão e outros eventos e, não poderia deixar de dizer, investindo financeiramente de forma massiva para que as antologias e o estande em Genebra pudessem se realizar. E para que a revista fosse sempre gratuita como o será até seu último número. Não vou esquecer que até uma livraria tentei fazer aqui, sem muito sucesso, tendo em vista a dificuldade de encontrar em Genebra e região o público alvo necessário. Mas tentei.


Tenho que agradecer de todo o coração os colaboradores da revista, alguns desde o primeiro número, fiéis escudeiros que me acompanham há anos e que foram, sem dúvida alguma, as sementes e os frutos sem os quais não haveria a revista! Não citarei nomes para não deixar algum de lado, pois foram mais de mil pessoas que passaram pelo Varal no seu conjunto de atividades. Porém,  saibam, não esqueço o nome de vocês porque sei, - de cor e salteado - como se chama todo aquele e toda aquela que já participou de algo que tenha feito com o Varal do Brasil! Conheço todos, sem exceção e sou fã!


Agradeço também, com o coração, a todos os leitores amigos, sinceros, críticos, elogiosos, pessoas que foram fundamentais para a existência da revista! Graças aos leitores, a repercussão do Varal do Brasil sempre foi grande, cada edição indo mais longe que anterior. Agradeço particularmente aqueles que disponibilizaram a revista em seus sites e blogs, compartilharam por e-mail e nas redes sociais. Agradeço também, coração na mão, aos que levaram a revista à imprensa, escreveram notas, artigos, etc. Vocês todos são mil!


O VARAL DO BRASIL uniu pessoas pelo mundo. (Sim, eu sei, acabei de dizer que o Varal sou - eu sozinha - e depois escrevo desta forma... Pois é, e eu mesma já me acostumei a falar de mim na terceira pessoa me chamando de Varal. Cansei de ir a lugares onde as pessoas se dirigiam a mim como: - Ah, você que é o Varal? - E eu, muito naturalmente, respondia sim...!) Minha mãe diria que é para isto que nasci, - para juntar as pessoas, mesmo as mais diferentes! Ela me dizia isto lá na infância, depois repetiu na juventude e na idade adulta, ao me ver reunir os amigos, que geralmente pertenciam a turmas distintas e se reencontravam através de mim. Devo ser mesmo de natureza agregadora, pois faço isto naturalmente e me sinto tão feliz!


Através... Sim, através dos eventos, das antologias e da própria revista, as pessoas foram se unindo, reunindo, fazendo amizade umas com as outras, criando projetos juntas, concretizando planos, criando e desenvolvendo coisas nas quais me sinto incluída e muitas das quais me orgulho. Este é o maior legado que estou deixando ao encerrar o Varal: um traço forte de união e amizade que permanecerá além do que fiz, aliado a um conjunto de realizações que seguem levando a literatura lusófona adiante aqui no exterior.

Para encerrar de forma definitiva minhas atividades, farei uma edição da revista. Escolhi o tema PÁGINAS DE SANGUE, Vozes contra a violência e este número, que sairá em meados de setembro, será o último da revista VARAL DO BRASIL. Deixarei abertas as inscrições até o dia 25 de agosto para que quem desejar participar desta última edição ainda tenha tempo de fazê-lo. (Fica aqui registrado que não serão realizadas as demais edições previstas).

Como eu disse no início, saber o momento exato para algo é de uma impossibilidade que até os céus hão de concordar! Mas na verdade, não é preciso saber. É preciso sentir. Sentir na alma, no coração. E quando se tem este sentimento, não há dúvida, é a hora. 


Bem, chegou minha hora de parar. A - mulher-orquestra - do Varal encerra suas atividades feliz com tudo o que realizou, realizada com tudo o que foi cumprido e que nunca foi um dever ou uma obrigação. Teve com ela músicos de excelente qualidade que, de tantos lugares, vieram e tocaram junto. Despedidas duras se fizeram (Saudades da Renata e da Sáskia que partiram!), assim como se solidificaram amizades apesar da distância.


Agradeço a todos os que participaram, que enviaram textos, que me alegraram com suas mensagens e papos, com seus sorrisos, gargalhadas, incentivos, dicas, comentários. Agradeço aos que me enviaram críticas que me fizeram crescer, ser uma pessoa melhor e fazer melhor o meu trabalho. Agradeço a todos os que tentaram, infelizmente, me fazer mal, pois estes últimos foram o mal necessário para que meus olhos se abrissem mais e meus pés permanecessem no chão.


Todos são parte daquilo que que sinto na alma: Houve uma vitória! Vejo isto ao ver o que se tornou o Varal hoje. Sucesso consolidado.  


Enfim, chegou a hora de fechar as cortinas. Em setembro, quando a edição for distribuída, será o final deste projeto de literatura sem frescuras que conquistou tantos poetas, tantos escritores, tantas inspirações. Mas não será o fim das amizades.... Nos veremos por aí, porque a revista Varal se encerrará, mas a vida continua!


Abraço amigo, com carinho,

Jacqueline (Varal do Brasil)



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