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Entrevista com o escritor Diego Mendes Sousa

Literatura por Diego Mendes Sousa em 2016-08-15 20:46:31

Entrevista com o escritor Diego Mendes Sousa no Cultura Alternativa

Link da entrevista: http://www.culturaalternativa.com.br/literatura/materias/item/8945-exclusivo-entrevista-com-o-escritor-diego-mendes-sousa


Fale um pouco da sua vida, onde nasceu, etc. Lembre-se que o leitor na internet gosta de concisão. Ser conciso é fundamental.

Nasci em uma casa de livros, onde os meus avós paternos cultivavam autores como Castro Alves e Rainer Maria Rilke. Venho da Parnaíba, região costeira piauiense, onde encharquei minha alma extremamente litorânea de ventos vigorosos, que ainda hoje atravessam a terra natalícia. Surgi do estrondo do Muro de Berlim, em 1989, e tenho o ser atordoado da queda, quando minha mãe, inocente, semeou o seu gemido eterno. Vim.

Agora um breve currículo literário, peço que não copie e cole currículos e sim, lembre que na internet a linguagem de fácil assimilação é fundamental?

Sob as iluminações de Rimbaud, estreei menino, a escrever versos que ninguém entendia e que eu mesmo justificava: basta sentir. Comecei com Divagações (2006), meio perdido, como um cego sem cão, porém, original. Fiz amizades, com intelectuais do porte do dramaturgo Benjamim Santos e do ator Tarciso Prado e com eles, fundei O Bembém, um importante jornal de cultura do Piauí. Consciente do fazer literário, trouxe a lume, Metafísica do Encanto (2008), que mereceu o Prêmio Nacional de Poesia Olegário Mariano da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ). Encontrei o amor verdadeiro e ideal em Altair Marinho, que me presenteou com Fogo de Alabastro (2011). Antes, havia ingressado em uma celebrada coleção de poetas brasileiros, 50 Poemas Escolhidos Pelo Autor (2010), das Edições Galo Branco. Publiquei Candelabro de Álamo (2012) e no ano seguinte, fui brindado com o Prêmio Castro Alves da UBE-RJ, pelo conjunto da obra. Mudei de ritmo, vi horizontes e retornei à infância. Escrevi O Viajor de Altaíba (2013); Alma Litorânea (2014); Gravidade das Xananas (2015); Tinteiros da Casa e do Coração Desertos (2015); Coração Costeiro (2016); e, no momento, trabalho a poesia dieguiana reunida, com a apresentação formidável da crítica goiana Darcy França Denófrio.

Você acha que o Brasil respeita o escritor?

O ponto central dessa temática é o baixo índice de leitores no país. O escritor somente tem valor, para quem possui o hábito da leitura, e geralmente, no Brasil, quem lê é também escritor. Na realidade, temos mais escritores (sem o crivo da qualidade) que leitores. No fundo, falar em respeito é tatuar no contraditório.

Dê ideias de como a sua literatura e a literatura nacional poderiam ser mais valorizadas?

O pilar de tudo é elevar a educação de base. Tanto dinheiro em desvio, quanto sobra para investir em cultura? Há muitos movimentos literários espalhados por todo o Brasil, festas e salões de livros, que vêm deixando legados extraordinários. Fazer o livro íntimo das pessoas é o começo de uma imensa futura valorização de autores e da nossa afortunada história literária.

Agora responda só se quiser. Qual o pior da sua literatura, da literatura que você produz e o melhor? Na sua visão, o que pode ser melhorado e qual o destaque da sua literatura. E também qual seu diferencial, o que você traz de novo nos seus escritos para o Brasil e o mundo.

Sou essencialmente um poeta de impetuosa emoção, repleto de adjetivos e sentimentalismos torpes, o que creio detestável a um escritor que poderia alçar maiores voos, se a turbulência interna fosse menos barulhenta. Todavia, já acentuou Lêdo Ivo sobre os meus escritos: “A poesia de Diego Mendes Sousa se levanta como um jorro matinal, um arrebatamento lírico nutrido pelos instantes estilhaçados de um dia explosivo”.

Quais os livros que já publicou e se existem livros no prelo?

Divagações (2006);

Metafísica do Encanto (2008);

50 Poemas Escolhidos pelo Autor (2010);

Fogo de Alabastro (2011);

Candelabro de Álamo (2012);

O Viajor de Altaíba (2013);

Alma Litorânea (2014);

Gravidade das Xananas (2015);

Tinteiros da Casa e do Coração Desertos (2015);

Coração Costeiro (2016);

Poesia Dieguiana Reunida, no prelo.

Você na Internet?

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Blog ou Site – Proparnaiba , Diego Mendes Sousa e Rede Sem Fronteiras

E-mail – diego_mendes_sousa@hotmail.com

Alguma coisa ficou pendente que gostaria de falar?

Com orgulho, sou membro correspondente da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ) e da Academia Carioca de Letras (ACL), bem como membro efetivo da Associação Nacional de Escritores (ANE) com sede em Brasília-DF. Meu objetivo é, em tempo, se for merecido por minha literatura, ter pouso na Academia Brasileira de Letras (ABL), a gloriosa Casa de Machado de Assis, onde a tradição e o legado são ampliações da justa imortalidade.

Anand Rao e Agnes Adusumilli

Editores do Cultura Alternativa

 

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