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PROMOTOR DE ALQUIMIAS - Poema de Diego Mendes Sousa

Literatura por Diego Mendes Sousa em 2017-01-15 21:14:08

PROMOTOR DE ALQUIMIAS

 

Com medo do luar feiticeiro e inquisitivo,

a noite fomentara os seus segredos

ao tempo da letargia de outrora.

 

Enquanto os vastos dezembros

permeavam uma névoa branca

na alma explosiva e estribeira,

os cajueiros na distância

promoviam fumaça nas chuvas de agora,

quando éguas entristecidas na maresia

bebiam girassóis sem água na foz do dia

e poldros nas trevas da alegria

se estendiam no horizonte da vida irradiada

a galopar o misterioso e o erótico comovidos

como cavalos naufragados em sóis

de um sorvedouro escuro e nostálgico

na fundura do mar enigmático do Amor.

- O céu dos pássaros fundado em beleza!

- Com as asas azuis a gritar: flor!

 

O Poeta acusara os seus faróis.

Sabia também que a procela,

ao longe,

caçava uma fera insular

de dupla entidade.

 

O Profeta sussurrara os seus espectros

tentando afastar o incêndio doído

nos anzóis do seu açougue carcomido

de melancolia divinizada na casa dos silêncios,

que jazia sempre à tarde,

e revestida em lume e amabilidade

de voo-ombreira e criativo.

 

O despenhadeiro do olhar queria claridade

e as mãos sondavam eternidade

até que o espetáculo da linguagem

fosse apenas alquimia arruinada

na sombria assombração de revelar

os seus passos de mago e de réu

- na caldeira da passagem mensageira -

confessos.

 

 

 

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Diego Mendes Sousa

http://www.proparnaiba.com/artes https://diegomendessousa.wordpress.com/

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