Rede Mídia de Comunicação | Rede Sem Fronteiras

Você está em: Início > Notícias > Cultura > Belo Horizonte recebe exposição do muralista Paulo Werneck

Belo Horizonte recebe exposição do muralista Paulo Werneck

Cultura por em 2014-11-10 16:45:22

A Fundação Municipal de Cultura, por meio do Museu de Arte da Pampulha, inaugura, no 
próximo sábado, dia 15 de novembro, uma exposição com obras de um dos principais muralistas 
brasileiros: o ilustrador e artista carioca Paulo Werneck (1907 – 1987). A mostra “Paulo Werneck - 
muralista brasileiro” traz desenhos originais, imagens de painéis, filmes, documentos e mobiliário 
do artista, que colaborou com grandes nomes da arquitetura brasileira, como Oscar Niemeyer e 
os irmãos Roberto. A exposição foi contemplada pelo Programa Petrobras Cultural 2013 e fica em 
cartaz no MAP até o dia 1o de março de 2015. A entrada é gratuita.

Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a chegada da exposição “Paulo 
Werneck - muralista brasileiro” a Belo Horizonte tem um significado especial, já que entre as obras 
de maior de destaque da carreira de Paulo Werneck (1907-1987) estão os painéis da Igreja São 
Francisco de Assis e o painel da casa de Juscelino Kubitschek, hoje Casa Kubitschek, na Pampulha, 
realizadas em 1943. A edição mineira da exposição será a mostra mais completa já realizada sobre 
o trabalho de Paulo Werneck no Brasil, criando um panorama da evolução da arquitetura moderna 
no país através dos murais criados pelo artista. Além dos famosos painéis da Pampulha, são 
obras de Werneck os painéis do Estádio do Maracanã, do Ministério da Fazenda (Rio de Janeiro), 
do Senado e do Palácio do Itamaraty (Brasília), e da agência do Banco do Brasil no Recife Antigo 
(Recife), entre outros 300 murais para residências, prédios públicos e comerciais. Seus trabalhos 
estão expostos a céu aberto, permeando o espaço público de várias cidades brasileiras.

Para Claudia Saldanha, curadora da mostra e neta do artista, “Paulo Werneck introduziu o uso do 
mosaico como complemento a projetos arquitetônicos no Brasil. Em 1942, convidado por Marcelo 
Roberto, fez seu primeiro painel para o terraço do Instituto de Resseguros do Brasil. Sua longa 
colaboração com arquitetos modernistas valorizou espaços e empenas de edifícios públicos e 
residenciais”.

Os visitantes poderão conferir um total de 150 projetos para painéis em guache sobre papel, 
documentos, reproduções fotográficas e ilustrações do artista para livros infanto-juvenis como \"A 
Lenda da Carnaubeira\" e \"Negrinho do Pastoreio\". O documentário Paulo Werneck – arte e raiz, 
dirigido por Paula Saldanha e o vídeo P.W. Pincéis e painéis, de Vivian Ostrovsky, completam a 
imersão no universo do artista. 

Sobre o artista
Nascido em Laranjeiras, Rio de Janeiro, em 1907, Paulo Werneck frequentou o Colégio Santo 
Antônio Maria Zacarias, no Catete, onde conheceu os amigos Marcelo Roberto e Oscar Niemeyer, 
nos idos de 1914. Exímio desenhista, em 1927 iniciou a carreira com a publicação de ilustrações na 
revista A Época e tornou-se ilustrador de diversas revistas e jornais do período. 

Em 1942, a convite dos arquitetos Marcelo e Milton Roberto (do escritório MMM Roberto), 
Werneck criou o primeiro projeto em mosaico cerâmico: sete painéis para o terraço do Instituto 
Resseguros do Brasil. Dois anos mais tarde, em 1944, a convite de Oscar Niemeyer, amigo dos 
tempos de escola e companheiro de militância política, realizou os painéis laterais da Igreja São 
Francisco de Assis e o painel da Casa de Juscelino Kubitschek, hoje Museu JK, na Pampulha.

Para atender à grande demanda de trabalho, Werneck treinava e contratava assistentes em cada 
cidade onde erguia suas obras. Buscando alternativas que tornassem mais rápida a execução dos 
painéis, desenvolveu a aplicação de novos materiais, como a resina e a fórmica. A madeira, o vidro 
e o cimento também eram alternativas ao mosaico cerâmico e vitrificado.

Seu ateliê (um abrigo antiaéreo no subsolo de um prédio em Laranjeiras, construído em 1945, 
durante o curto espaço de tempo em que foram obrigatórios tais abrigos em edifícios familiares) 
era ponto de encontro de artistas filiados ao Partido Comunista Brasileiro. Ali, Cândido Portinari, 
Carlos Scliar, Glauco Rodrigues, Israel Pedrosa e Oscar Niemeyer, entre outros, participavam de 
reuniões em que se discutiam a arte, a arquitetura e a política nacional e internacional.


Abertura: Dia 15 de novembro
Visitação: De 16/11 a 1o/3/2015, terça a domingo, das 9h às 18h30
Museu de Arte da Pampulha
Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha
ENTRADA GRATUITA
Informações para o público: (31) 3277-7946

Deixe seu comentário, ele é muito importante para nós

* Seus dados não serão exibidos a terceiros.

Publicidade

Veja também