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Abertura da Exposição o nome do medo, no MAR - Museu de Arte do Rio, aconteceu em 21 de fevereiro. Confira.

Artes Plásticas por Alberto Araújo em 2017-02-22 19:29:27

                
 

MUSEU DE ARTE DO RIO - MAR
 
Rio de Janeiro - Brasil
 
 

O NOME DO MEDO

Rivane Neunschwander

em colaboração com
Guto Carvalhoneto
curadoriaLisette Lagnado 
 
 
 
 
 
A arte não tem medo da infância
 
 
Se tomarmos a arte como um campo aberto de construção de linguagem, e se considerarmos que nas crianças o aparato da linguagem apresenta-se ainda em formação, também aberto e flexível, poderemos supor que nelas se dará a primazia do usufruto da arte: é na infância que a arte terá chances de operar de forma mais radical, como resposta à proposição de um outro.
 
 
 
 
 
Desde as profundas transformações da arte que se processaram no século XX, a criança, ao lado dos loucos e dos ditos “povos primitivos”, tornou-se uma referência fundamental dessa potencialidade à ressignificação através do olhar do outro à qual a arte não cessa de nos convidar. O reconhecimento dessa potencialidade nos dá hoje a liberdade, por exemplo, de renovar emocionados nosso olhar sobre a arte criada nas cavernas pelo homem pré-histórico, perpassando seu sentido por toda a história humana até os dias atuais.
 
 
 
 
 
 
Em O nome do medo, Rivane Neunschwander, operando nos interstícios da palavra e da imagem, disponibiliza seu instrumental poético para um mergulho na história e na experiência do outro – crianças reunidas em oficinas no Museu de Arte do Rio e na Escola de Artes Visuais. Tendo como elemento detonador o medo e a elaboração textual e visual de seus universos íntimos, essas crianças – com a reelaboração de todo o material pela artista – fazem emergir aos nossos olhos as funções renovadas e renovadoras da arte ao gerar meios individuais e coletivos de criação de aparatos de linguagem para a nomeação e reinvenção do mundo.
 
 
 
 
 
Reinventado, revivido e renomeado, trata-se do único mundo a que temos acesso – o mundo humano, aquele criado por nosso olhar. Outros existirão, mas, intocados ou inabarcados pela linguagem, permanecerão para sempre invisíveis.
 
 
 
 
 
 
 
O MAR sente-se agradecido por este projeto proposto por Lisette Lagnado e realizado em parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e vê nele ressoarem alguns dos princípios importantes de sua trajetória e plataforma: aqui também não se tem medo da liberdade da infância, porque sabemos da arte o poder de nomear e refazer o mundo e seus medos.
 
 
Evandro Salles
Diretor cultural
Museu de Arte do Rio – MAR



  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Museu de Arte do Rio - MAR está instalado na Praça Mauá, em dois prédios de perfis heterogêneos e interligados: o Palacete Dom João VI, tombado e eclético, e o edifício vizinho, de estilo modernista – originalmente um terminal rodoviário. O antigo palacete abriga as salas de exposição do museu. O prédio vizinho é o espaço da Escola do Olhar, que é um ambiente para produção e provocação de experiências, coletivas e pessoais, com foco principal na formação de educadores da rede pública de ensino.
Promove uma leitura transversal da história da cidade, seu tecido social, sua vida simbólica, conflitos, contradições, desafios e expectativas sociais. Suas exposições unem dimensões históricas e contemporâneas da arte por meio de mostras de longa e curta duração, de âmbito nacional e internacional. O museu surge também com a missão de inscrever a arte no ensino público, por meio da Escola do Olhar.
Como recomenda a UNESCO, o MAR tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais – sob a forma de exposições, catálogos, programas em multimeios e educacionais. Com sua própria coleção – já em processo de formação por meio de aquisições e doações correspondentes à sua agenda – o MAR conta também com empréstimos de obras de algumas das melhores coleções públicas e privadas do Brasil para a execução de seu programa.
O MAR, inaugurado em março de 2013, funciona como um espaço proativo de apoio à educação e trabalha em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e outras secretarias de Educação. A Escola do Olhar desenvolve um programa acadêmico, construído em colaboração com universidades, para discutir arte, cultura da imagem, educação e práticas curatoriais.
O MAR é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social da Cultura, selecionada pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro por edital público. O MAR é uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O museu tem o Grupo Globo como mantenedor, o BNDES como patrocinador da Reserva Técnica e apoiador da exposição Leopoldina, princesa da Independência, das artes e das ciências, a Petrobras como apoiadora da exposição Leopoldina, princesa da Independência, das artes e das ciências e a Repsol como apoiadora de exposição. A Escola do Olhar tem o Sistema Fecomercio RJ, por meio do Sesc, como parceiro institucional e conta com o Banco Votorantim e a Prodiel como apoioadores. A Brookfield apoia as visitas educativas. O programa MAR na Academia tem apoio da Dataprev e da Amil One Health via Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Aliansce via Lei Rouanet. A Souza Cruz é copatrocinadora do Domingo no MAR. O MAR conta também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
 
 



 
 
 

Museu de Arte do Rio

Praça Mauá, 5, Centro.
 Rio de Janeiro/RJ/Brasil.
Informações: (21) 3031 2741.



 

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