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Gilberto Cabeggi

Literatura por em 2014-11-12 20:35:00

                

ATITUDE

Por Cris Viviani

Queridos leitores, nessa edição, estou abrindo uma série de entrevistas que vou realizar, juntamente com meus artigos, ao longo de minha caminhada literária como colunista do Jornal Sem Fronteiras. Meu primeiro entrevistado é Gilberto Cabeggi, Assessor de Comunicação Escrita, Coach Editorial, Ghost Writer e Escritor com especialização em comportamento humano e espiritualidade. Ele é autor dos livros “Todo Dia É Dia de Ser Feliz”, Antes Tarde do Que Nunca” e “Todo Dia É Dia De Ter Fé Na Vida”, pela Editora Gente.

Gostaria de dizer que foi um prazer e uma honra poder fazer essa matéria para minha coluna “Atitude”, pois Gilberto Cabeggi é, sem dúvida nenhuma, um homem de atitude e tem como missão de vida, também como eu, ajudar as pessoas a encontrarem o sucesso e a felicidade.

Sucesso com felicidade para todos! Até o próximo encontro.

Vamos conversar um pouco, então, com Gilberto Cabeggi.

JSF - Antes de falar de sua obra Antes Tarde do Que Nunca, gostaria de fazer uma pergunta pessoal: Em que momento de sua vida você tomou a decisão de se tornar assessor de escrita e editorial, escritor e um dos membros da equipe do escritor e palestrante Roberto Shinyashiki, com quem já trabalha há mais de 30 anos?

GC - Tornar-me um escritor era um sonho desde a minha infância. Sempre gostei muito de ler e escrever. Sou apaixonado pela possibilidade de colocar minhas ideias no papel e poder dividi-las com os leitores. Trabalhar com Roberto Shinyashiki começou há muito tempo, de uma forma casual. Ele estava escrevendo seu primeiro livro – A Carícia Essencial – e me pediu para fazer uma leitura crítica no texto. Fiz, gostei de trabalhar com ele e ele gostou do meu trabalho. De lá para cá, já se passaram mais de 30 anos e continuamos trabalhando em parceria – continuo assessorando o Roberto na escrita de todos os seus livros. Já o trabalho de Coaching Editorial e Assessoria a outros autores nasceu da vontade de compartilhar um pouco da minha experiência nessa área com as pessoas que querem escrever seus livros. É muito bom ver tantos autores dando os primeiros passos na carreira deles.

 

JSF - Quero registrar aqui que a leitura do Antes Tarde do Que Nunca é uma delícia, com histórias inspiradoras e dicas que nos ajudam a refletir sobre nossa atitude perante a vida. Por que surgiu a ideia de escrever esse livro?

GC - O “Antes Tarde do Que Nunca” surgiu da minha observação do comportamento de muitas pessoas, que viviam infelizes porque não realizavam os seus sonhos. E não realizavam simplesmente porque desistiam deles antes mesmo de dar uma chance para que eles se concretizassem. E as desculpas que arrumavam para justificar essa atitude eram as mais diversas possíveis: não tenho dinheiro, não tenho tempo, já estou velho demais, não tenho sorte... Até que, finalmente, concluíam que “já era tarde demais para realizarem seus sonhos”. Escrevi o livro para ajudar essas pessoas a perceberem que sempre é tempo de realizar seus sonhos e ser feliz.

 

JSF - Para você, quais os motivos que levam uma pessoa a acreditar que é muito tarde para realizar seu sonho?

GC - Basicamente, são três os principais motivos pelos quais as pessoas abrem mão de sua felicidade e escolhem viver paralisadas e cheias de dúvidas: o imediatismo − que faz com que permaneçam em determinada situação impulsivamente −, a inércia − que faz com que continuem no dia de hoje a fazer exatamente o que faziam ontem – e a capacidade negativa de adaptação − que faz com que se acostumem a situações que nada têm a ver com sua alma.

 

JFS - No seu livro, você cita uma frase que ouviu por acaso na TV: “Ou você está agindo para realizar seus sonhos, ou está agindo para realizar os sonhos de alguém!” Poderia exemplificar essa fala?

GC - A verdade é que ninguém fica parado nesta vida. Por mais que a pessoa se acomode, a vida sempre faz com que ela se dirija para algum lugar, ou faça alguma coisa com o seu tempo. Quando a pessoa tem consciência do seu poder de realizar seus sonhos, ela planeja, se prepara, luta e vai atrás deles, até realizá-los. Podemos dizer que ela tem uma atitude proativa diante da vida e dos próprios sonhos. Ela assume o papel principal no filme de sua vida. Porém, se a pessoa não está na busca de seus sonhos, ela fica sujeita a trabalhar para realizar os sonhos dos outros, mesmo inconscientemente. Ela passa a viver em função dos estímulos que os outros lhe oferecem, porque esse é o jeito que ela encontra de se sentir importante. Neste caso, enquanto pensa estar realizando algo, a pessoa apenas se limita a ser coadjuvante na realização dos sonhos dos outros.

 

JSF - Quais seriam os sinais de que chegou a hora de mudar para realizar nosso sonho?

GC - Quando alguém se acomoda, se recusa a evoluir, desiste de buscar seus sonhos, inevitavelmente essa pessoa começa a sentir os efeitos negativos da sua opção de não crescer, de não progredir, de tentar ficar na mesmice todos os dias. Afinal, a vida não aceita estagnação e vai mandar sinais para essa pessoa de que algo está muito errado no comportamento dela. As manifestações mais frequentes, isto é, os sinais mais fortes dessa inadequação, na maioria dos casos, se apresentam como uma ou mais destas três formas: desarranjos psicológicos, problemas de saúde física, ou transtornos da libido – ou ainda, comportamentos inadequados ou frustrantes ligados à vida sexual. Quando isso acontece, é um recado que a vida está mandando para a pessoa, dizendo que é hora de mudar.

 

JSF - Você estuda há muito tempo o comportamento humano. O que leva uma pessoa a acreditar que não tem o direito de ser feliz?

GC - Normalmente, quando uma pessoa abre mão do seu direito de ser feliz, ela o faz porque se considera não merecedora da felicidade. E ela chega a essa conclusão devido a diversos fatores, a maioria deles com origem na sua infância. Uma pessoa passa a considerar que não é digna de ser feliz porque carrega consigo sentimentos como “a culpa”, que atormenta sua alma, “o medo da rejeição”, que a paralisa e impede de buscar seus sonhos, e “o medo da perda da reputação”, que deixa a pessoa indecisa e sem coragem de mudar. Tudo isso gera uma autoestima baixa e a pessoa acaba concluindo que “já é muito tarde para ela começar a ser feliz”.

 

JSF - Segundo seus estudos, suas observações, qual seria a principal atitude para mudar nossa vida? E o que seria fundamental para dar certo?

GC - O primeiro passo para se lançar ao resgate de seus sonhos é entender e aceitar que o desconforto que precisará ser enfrentado vai ser grande. E não ter medo dele. Podemos dizer até mesmo que a dor de mudar irá aumentar durante a sua jornada, sempre que você ousar avançar. Mas isso não deve assustá-lo nem fazer com que recue. É preciso enfrentar os seus fantasmas, para resgatar o direito de voltar a sonhar e ser feliz. Fundamental para mudar sua vida em direção à felicidade é você saber e acreditar que sempre valerá a pena. Afinal, com a tecnologia de vida que existe hoje, é bem possível que você viva até os 100 anos – muito tempo, não é mesmo? Então, é muito melhor arriscar ser feliz no restante da sua vida do que aceitar passar todo esse tempo se lamentando e sofrendo.

 

JSF - No livro, você cita um trecho da música: “Maria, Maria” de Milton Nascimento e Fernando Brant, que diz: “... É preciso ter sonho sempre! Quem traz na pele essa marca, possui a estranha mania de ter fé na vida.” Poderia explicar o ponto principal que o fez remeter à letra dessa canção?

GC - Quem quer ter sonhos, precisa ter fé na vida. Sonhos sem a esperança legítima de realizá-los são simples folhas ao vento, que se vão sem deixar rastro. Por isso é preciso ter sonho, mas é preciso ter fé na vida. Só assim você poderá transformar a sua realidade, realizar os seus anseios e ser mais feliz.

 

JSF - O que você quer dizer quando afirma, no livro que “sempre vale a pena pagar o preço de mudar”?

GC - Toda mudança gera incômodo, gera até mesmo dor. Mudar não é algo fácil. Mas, não importa quanto trabalho dê, quanta dor provoque, se você está infeliz, sempre vale a pena pagar o preço de mudar. É melhor estar envolvido até o esgotamento em um projeto que lhe traga esperanças, do que viver na mesmice de uma vida sem sentido e sem direção. É melhor enfrentar a dor de uma mudança do que ficar sofrendo aos poucos pelo resto da sua vida. Lembre-se: hoje em dia, é muito fácil viver até os 100 anos de idade... O que você prefere na sua vida: enfrentar a dor da mudança, ou viver décadas se arrastando pelo caminho? Estar aberto para as mudanças é dar a si mesmo, constantemente, novas chances de ser feliz.

 

JSF - Como educadora, sempre tenho o cuidado de ajudar os alunos a terem atitudes corretas em diferentes situações, para que, no futuro, possam tornar-se cidadãos melhores. Em Antes tarde do que nunca, você cita a importância de se “... olhar para as coisas boas da vida, para as coisas construtivas e animadoras...” Poderia explicar?

GC - Nossa mente não consegue distinguir uma crença baseada em fatos reais de uma crença fundamentada em coisas imaginárias. Quando você acredita em algo, a tendência de sua mente é fazer com aquele algo aconteça, se concretize. Se essa crença for positiva, for boa, ótimo. Se ela for ruim, negativa, você vai ter problemas. Toda crença positiva pode ser reforçada pela qualidade das boas informações que damos à nossa mente. E toda crença negativa cresce com a má qualidade de coisas ruins que observamos na vida. Por isso é tão importante focalizar nas coisas positivas, naquilo que queremos, se o nosso desejo é ser feliz.

 

JSF - Quando realizamos todo o processo de mudança em nossa vida, que atitude devemos ter para marcar esse momento de realização do nosso sonho?

GC - Uma das coisas mais importantes na vida – e que normalmente não fazemos – é comemorar nossas vitórias, celebrar nossas conquistas. É muito comum que as pessoas lutem fortemente para conquistar algo que desejam, que imaginam que as fará felizes e, quando conseguem essa vitória, já partem em busca de novos desejos, sem nem ao menos valorizar ou viver com prazer aquilo que já conquistaram. Isso desgasta a alma e enfraquece a vontade de ser feliz. Quando as pessoas agem dessa maneira, mais cedo ou mais tarde se darão conta de que estão no caminho errado e se arrependerão. E muitas delas entrarão naquela crença de que “agora já e muito tarde para fazer diferente”. Lute muito pelos seus sonhos. Mas comemore muito, celebre muito cada pequena conquista na sua vida. Dessa maneira, você sempre estará dizendo a você mesmo que o que importa de verdade é ser feliz.

 

JSF - Antes de encerrar, gostaria de pedir para deixar aqui suas considerações finais, para quem ainda não decidiu viver tudo que a vida tem a oferecer.

GC - Acredite na luz que ilumina os seus caminhos e se lance aos seus sonhos. Tenha a ousadia de se transformar. Não busque a segurança... Busque a única verdade que existe de fato na sua vida: a certeza da mudança, da transformação e da sua evolução. Todo o resto passará. A vida é simplicidade e beleza. É a escola mais rica, onde sempre se renovam as oportunidades de aprender a ser feliz. É isso que o espera, quando você tem a coragem de viver tudo o que a vida lhe oferece. Por isso é que eu lhe digo, com todo o carinho: − Viva sempre a beleza da vida. Comemore a vida todo dia! Cultive a esperança a cada momento, porque sempre é tempo de recomeçar e todo dia é dia de ser feliz.

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César

Muito bom!

NeideAnjos Andrade

Uma deliciosidade (como diz Susanne rsss)ler o que vc escreve, Gilberto...sempre acrescentando muito.... maravilha..... vou enviar para alguns amigos lerem..abraços e sucesso sempre..

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