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XII RioHarpFestival - O maior festival de harpas do mundo.

Eventos por Sandra Hasmann em 2017-04-10 19:42:50

               Em maio, o Rio de Janeiro é a capital mundial das harpas:

 

Quarenta e dois músicos de 23 países incluindo os mais importantes brasileiros apresentam-se em maio em mais de  100 concertos em espaços culturais e  pontos turísticos do Rio de Janeiro. A iniciativa é de Música no Museu que há 12 anos dedica o mês de maio a este instrumento. A abertura será no CCBB no dia 1º. de maio e o encerramento no AquaRio no dia 1º. de junho. Todos os concertos são gratuitos.

 

Há instrumentos de origens arcaicas, com sonoridade delicada, que chegam como mera curiosidade aos nossos ouvidos tão acostumados ao barulho da vida moderna. A harpa, felizmente, vem atravessando milênios sem deixar de se adaptar a diferentes culturas e estilos musicais e sem minguarem os seus adeptos, apesar de não gozar de tantos praticantes ou de um repertório tão amplo quanto os de outros instrumentos clássicos, como o piano ou o violino. Mais que uma excentricidade de épocas passadas, a harpa se mostra relevante nos dias de hoje, e uma prova disso é a chegada da oitava edição do RioHarpFestival, evento anual que tem acontecido sem interrupção e sempre conta com recitais lotados. Consolidado no roteiro internacional de ações envolvendo esse instrumento, o festival carioca traz 140 apresentações com mais de 100 músicos, dos quais pelo menos 40 são harpistas, vindos de 26 países. Os gêneros variam do clássico ao rock, passando por étnico, jazz e também ritmos brasileiros. Tudo criado por dedos ágeis ao pinçar as cordas da harpa. Muitos artistas têm composto novas obras, contribuindo para que o instrumento não fique parado no tempo. Alguns exemplos são o estoniano Andres Izmaylov, responsável pela abertura desta edição, além do canadense Josh Layne, do colombiano Hildo Ariel  ou do argentino Athy (que toca até rock em harpa elétrica).

 

Muitas são as nacionalidades presentes no rol de atrações: irlandesa, italiana, portuguesa, belga, holandesa, croata, africana do sul, japonesa, indiana, colombiana e brasileira são algumas delas. Do Oriente, vem um dos destaques.o Trio Kagurazaka. do Japão e daí por diante.:. Os tipos de harpa utilizados são igualmente variados: a llanera é diferente da celta, que não se assemelha à paraguaia, por exemplo. Em época de crise conseguimos apoios de alguns consulados pagando as  passagens aéreas mas também há casos de artistas que financiaram a sua própria viagem para participar do festival mostrando, assim, a sua importância. Os eventos se concentram em espaços culturais (CCBB, Centro Cultural Justiça Federal, Museu do Exército,Biblioteca Nacional) e também aportam em pontos turísticos do Rio de Janeiro, como Corcovado, Ilha Fiscal, Iate Clube, Jockey Club e AquaRio. Uma estratégia adotada este ano foi a de agendar três recitais com os artistas, já que, na edição anterior, foi preciso arranjar, de última hora, apresentações extras para atender à demanda de público, que ultrapassava a lotação das salas. Destaque, também, para a inclusão de orquestras de várias comunidades em trabalhos de inclusão social pela música e que entrosarão com os harpistas estrangeiros com evidentes ganhos recíprocos.

Cidades importantes de outros estados, como São Paulo e Goiás, também entraram no circuito do festival, que cresce a cada edição, confirmando a potência de um dos mais delicados instrumentos musicais.Talvez seja questão de tempo para que, assim como a série Música no Museu, ele possa atingir todo o Brasil.

Enquanto isto  já se  expande para a Europa com concertos em Lisboa e Porto, Portugal e Madrid na Espanha mostrando assim a sua repercussão internacional.

 

O programa completo está nos sites www.musicanomuseu.com.br e www.rioharpfestival.com; www.rioharpfestival.com.br  

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