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LITERANDO NO TEATRO

Geral por Sandra Hasmann em 2017-04-18 18:27:56

* Por Renata Barcellos - colunista convidada.

\\\'Quando Ia Me Esquecendo de Você\\\' é a adaptação do romance homônimo de Maria Silvia Camargo, lançado em 2012. A peça é um questionamento sobre os limites da amizade – a individualidade e a solidão no mundo contemporâneo.

Trata-se da história de duas amigas (Carla - Veronica Rocha - e Ana - Renata Paschoal) com personalidades diferentes sem se ver há anos. Tudo começa com Carla recebendo diversos diários de Ana (escritora de best-sellers) com os relatos de convivência delas. Isso a faz voltar no tempo e recordar-se do período de escola. A partir desse momento, a peça alterna os fatos ocorridos no presente com os do passado (desde a adolescência até a juventude dividindo apartamento) para o público entender o enredo. Em seguida, Ana recebe a ligação da mãe de Ana (Sandra Pera) para comunicar a internação da filha. Desesperada, Carla deixa os filhos e o marido Pedro (Rodolfo Mesquita) e vai ao encontro da amiga e de resposta para o envio dos textos e de seu estado de saúde.

O elenco composto por Verônica Rocha (Carla), Renata Paschoal (Ana), Sandra Pera (Dona Castra), Ricardo Gonçalves (Hélio) e Rodolfo Mesquita (Pedro/Farmacêutico/Enfermeiro) e o cenário dão vida ao texto de Maria Silvia Camargo. Faz o público ficar atento a cada cena na expectativa de obter respostas: por que Ana enviou os diários?; qual a história real das amigas? ... A cada momento, uma nova informação até o final ser revelador, esclarecedor, surpreendente. Vale conferir a transposição do literário para o teatral!!!

Assim, o texto mescla drama com passagens como “a bebida é portal para o mundo da ficção” – “você se alimenta do caos” – “vazio de palavras” e humor. Este atravessa a história e lhe dá leveza. Por exemplo, a mãe de Ana de Castro é chamada de Dona Castra, alusão a sua característica castradora : “mulher que me trouxe a vida e a escuridão” – “sou filha do rancor”; a busca incessante de Carla por tranquilizantes por diversos momentos da trama “quero ficar calma e não fazer detox”; a forma como Dona Castra refere-se à Carla: “bolotinha”, “porquinha”... Enfim, a peça é composta pó diálogos densos e, por vezes, com pitada de humor.

Maria Silvia Camargo é jornalista e escritora. Tem cinco livros publicados sobre temas contemporâneos: 24 dias por hora; O que é ser diretor de cinema: memórias profissionais de Cacá Diegues; Quem é que te ajuda; Mulher e trabalho e Quando ia me esquecendo de você (sua estreia na dramaturgia). Em maio, lança seu novo romance: Leite de Cadela. Depois de reflexões pertinentes sobre questões atuais, qual será a próxima abordagem diante de um título instigante como esse?

Dirigida por Diego Molina, a peça está em cartaz no Teatro Ipanema, Rio de Janeiro até 8 de maio.


*Contato:  Renata Barcellos - prof.renatabarcellos@gmail.com

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