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Arquitetura - Casa e Cultura Julieta Serpa

Artes Plásticas por em 2014-11-18 16:02:12
Casa e Cultura Julieta Serpa

Quando morava no Flamengo, acompanhei de perto toda transformação e restauração do Palacete Sabra , esse espaço deu ao Flamengo o requinte dos ambientes Parisienses, tanto na decoraçõe como como os eventos temáticos com a presença da culinária francesa .

Quando fiz meu primeiro encontro para editar o livro de minha autoria Edifício Seabra apresentei esse cenário a responsável pela editora Sra. Diva Pavesi para firmar o contrato  do meu livro, da mesma maneira como amante desse período, escolhi fazer o lançamento no George V em Paris sei que foram decisões tomadas pela minha admiração por essa decoração requintada de uma época onde  havia o respeito pelo olhar do outro e a vontade de dar aos moradores a arte com ecletismo nas arquiteturas  dessa época, vejo em cada construção desse período no Brasil,  uma profusão de materiais em comunhão  com a  arte e a vontade de exibir todos os componentes de uma vertente artística de um período de apogeu arquitetônico internacional, assim como o Edifício Seabra, a Casa Julieta Serpa hoje é um marco cultural no Flamengo bairro de edificações famosas pelo requinte e bom gosto de um período de grande desenvolvimento urbano do pós guerra, onde os imigrantes traziam para nosso país suas lembranças e referências como identidades culturais. 

O palacete, onde hoje é conhecido como a Casa de Arte e Cultura Julieta Serpa foi construiu em 1920 e é fruto de uma história de amor. Apaixonado pela mulher, Demócrito Lartigau Seabra filho importante de uma família de comerciantes da época, quis dar de presente à sua esposa Maria José, a mais bela casa do Rio de Janeiro. Contratou para desenvolver o projeto, um arquiteto Francês e, da mesma forma, mandou vir da Europa todas as peças de acabamento, como “parquets”, vitrôs, portais etc. e a decoração, como tapetes, quadros, prataria etc.. Depois da morte de Maria José em 1989 com 95 anos, o marido já havia falecido em 1932, só o filho mais velho, Carlos Alberto, ficou morando no palacete. Com sua morte, em 2001, o palacete foi vendido para uma firma que tinha o interesse de demoli-lo para construir no local um prédio.

Não foi possível a casa já estava tombada em 1997 pelo Departamento Geral do Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura. O educador e antiquário Carlos Alberto Serpa de Oliveira se interessou pelo palacete, em 2002, para nele instalar uma casa de cultura, dando-lhe o nome de sua mãe Julieta Serpa.

Hoje temos nas construções contemporâneas brasileiras, uma preocupação de se usar elementos adaptados a preservação ambiental é uma maneira inteligente de se refletir espaços com a tecnologia avançada são dois momentos de grande importância para arquitetura e ambos com o pensamento do melhor para atender a demanda arquitetônica, com opções de materiais com beleza, requinte e praticidade podemos viajar na imaginação e criar ambientes com os mais variados estilos.

A arquitetura no Rio de Janeiro tem crescido de maneira fantástica e os encontros com designes, engenheiros e arquitetos propicia uma rede de possibilidades e alternativas muito atraentes para o embelezamento das novas construções além dos ambientes decorados com uma infinita gama de informações ainda fruto  de nossa civilização miscigenada onde uma profusão de estilos faz com que permaneçam presentes o estilo eclético quando se colocam na decoração de ambientes peças de outros períodos  equilibradas com  novo, adaptando e caminhando juntos com beleza e sofisticação, através do www.amearquitetura.com.br podemos acompanhar com esse desenvolvimento arquitetônico urbanos como também nomes mais importantes nessa rede nacional e internacional de designes arquitetos e artistas plásticos.

Como artista plástica e escritora estou enriquecida com tantas vertentes que me permitem a facilidade para criar inúmeras telas, esculturas, cores e instalações dentro desse tema como  a natureza e preservação ambiental.

Mas sou amante dessa época onde a arquitetura era uma maneira onde o homem acreditava se aproximar de Deus por isso construções com grande austeridade com  riqueza de detalhes e a proposta de permanência eterna nas edificações,  bem diferente de nosso momento atual que nada permanece e assim como as coisas a consciência de que a vida e uma passagem rápida por isso tem que ser prática e bem mais aproveitada são apartamentos pequenos com projetos de máximo organização quase  cirúrgica  e uma grande oferta de possiblidades de culto ao corpo nas áreas de lazer.

De qualquer modo tudo nos faz pensar nos tempos de ontem para refletir o hoje, ter preservados esses edifícios históricos, e uma maneira enriquecedora de nos remeter com lirismo a uma época e estimular as ideias para adaptar nosso gosto com alguma informação desse requinte arquitetônico de um período de ouro.

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