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Literando no teatro

Literatura por Renata Barcellos em 2017-08-26 00:13:16

A peça Nem mesmo todo o oceano (1998) de Alcione Araújo retrata a história fictícia de um médico recém-formado do DOI-COD, no período anterior ao golpe militar (1964) e aos primeiros momentos da repressão, revelando os “porões” da ditadura. Na narrativa, relata-se a sua difícil infância de menino pobre no interior de Minas, os primeiros tempos de estudante vivendo em pensões no Rio de Janeiro, as decepções amorosas, as frustrações existenciais, enfatizando sobretudo o seu processo de perversão espiritual. Propondo assim uma reflexão sobre ética e valores.

O dramaturgo, diretor teatral, roteirista e escritor Alcione Araujo – considerado um autor politicamente engajado – morreu em Belo Horizonte, aos 67 anos. Escreveu também outros romances como Pássaros de Voo Curto (2008), Cala a Boca e me Beija (2010) e Ventania (2011). Contos e crônicas: Urgente é a Vida (2004) e Escritos na Água (2006). Além de uma obra infanto-juvenil Quando Papai Noel Chorou (2009). No teatro, vários textos como: Caravana da Ilusão (2000) e Comunhão de Bens (1981).

Inez Viana teve um grande desafio de adaptar a obra com aproximadamente 800 páginas a fim de apresentar a trajetória dele, por ironia do destino ou não, que se vê entre os torturadores da ditadura e é acusado de ter estuprado uma das prisioneiras. Ela propõe um jogo de encenação muito dinâmico. Os atores da Cia OmondÉ (Leonardo Brício, Iano Salomão, Jefferson Schoroeder, Junior Dantas, Luis Antônio Fortes e Zé Wendell) intercalam-se nos diversos personagens que compõem a trama, usando figurino simples: calça social entre o cinza e o azul marinho, sapatos pretos e camisetas de física. No palco, não há cenário, o ator é o centro do espetáculo, valorizando o jogo teatral e a imaginação do espectador. Conseguindo assim transportar a platéia para aquele período histórico e propor a discussão sobre a passagem dos 50 anos do Golpe Militar de 1964. Segundo Viana, os atos reais “se misturam à ficção, nos trazendo imediata identificação de uma das mais agravantes e dolorosas épocas do nosso país, a era da inocência perdida”.

Únicas apresentações no Rio com ENTRADA FRANCA.
Dias 19,20,26 e 27 de agosto.
Espaço Furnas Cultural 
ATENÇÃO: DISTRIBUIÇÃO DE INGRESSOS 1 HORA ANTES DO ESPETÁCULO.
Rua Real Grandeza, 219 – Botafogo – Rio de Janeiro

Vale a pena conferir!!! Última semana!!!

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