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Focus Cultural divulga o texto intitulado: Na Floresta Das Letras, as Amazonas de agora transpõem fronteiras da escritora professora Dalma Nascimento

Eventos por Alberto Araújo em 2017-11-30 21:48:44

Segundo relatos de uma Grécia muito antiga, inclusive Homero, na Ilíada VI, teria existido, nos confins do mundo, um povoado com corajosas mulheres que reviveram o culto arcaico da Grande Mãe. Portanto, o matriarcado. Sempre a cavalo e para melhor manejarem o arco, a lenda narra que elas amputavam o seio direito. Daí a denominação de Amazonas (a -masôn : sem seio).

Por serem filhas de Ares, o deus grego da guerra, e da ninfa Harmonia, as Amazonas eram, ao mesmo tempo, belicosas e sedutoras. Fascinavam os heróis contra os quais combatiam, impregnando a fantasia dos que buscavam o El-Dorado do Novo Mundo. Os conquistadores espanhois à procura dos veios auríferos embrenhavam-se nas selvas da futura Amazônia atrás delas também. Francisco Orellana, numa dessas expedições, supôs ter encontrado o utópico País das Amazonas quando foi surpreendido por flechadas de índias.

A lendária história dessas intrépidas mulheres guerreiras atravessou o imaginário cultural dos séculos e chegou às selvas brasileiras com várias adaptações literárias. Olavo Bilac, por exemplo, revive-as com arroubos nacionalistas no poema “As amazonas”, ressignficando-as na cavalgada esplêndida da glória. Mário de Andrade transformou Ci, a amada de nosso herói Macunaíma,numa espécie de Amazonas, ao considerá-la a Imperatriz do Mato Virgem, com suas súditas, as Icamiabas, no livro “Macunaíma”.

Juçara Valverde – também grande líder das Amazonas culturais atualmente, à frente da União Brasileira de Escritores UBE-JR – descreve, no vibrante poema “As Amazonas das palavras criaram elos”, o desempenho de suas companheiras segundo diz: “[...] Superamos desafios e construímos a humanidade. [...] Vencemos preconceitos e deixamos registros”.

No vigor de auroras, as Amazonas modernas não mais atrofiam o seio . Com as palavras em tropel, o intelecto e o desafio são suas armas. Combatentes e harmônicas, as Amazonas e seu séquito, as Icamiabas das letras dos dias presentes, lançam, da selva urbana, suas flechas da Arte e da Cultura abrindo fronteiras além-horizonte.

Quais as valquírias em cavalgadas, as Amazonas atuais vão construindo a própria história, como proclama a poetisa Juçara: [...] “Nessa gestação de ideias/ fincamos o pé no presente/ abordamos a vida e a morte” E, para concluir,a autora, ufana, afirma [...]: ” percorremos luas trazendo no ventre/sementes para o futuro/Sonhamos criando elos./ No devaneio /juntas somos mais fortes/ Nessa viagem o futuro nos pertence”.

De fato, estamos em processo de isso acontecer. Juçara Valverde, na UBE-RJ, e Dyandreia Portugal, no jornalismo sem fronteiras, estão partilhando ativamente da mudança. Vêm demonstrando a força da Nova Mulher e redimensionando o valor da Literatura e das Arte na dinâmica do mundo atual.


  Dalma Nascimento - texto reduzido e adaptado do artigo \\\"As míticas Amazonas da Floresta\\\", publicado em \\\"O Correio\\\", edição \\\'Faces da Amazônia\\\", novembro de 2000 e republicado, complementado com mais informes em meu livro \\\"Mitos e Utopias dos teares literários às páginas dos periódicos\\\", em 2014.




PUBLICADO NO LINK: https://focusportalcultural.blogspot.com.br/…/na-floresta-d…   








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