Rede Mídia de Comunicação | Rede Sem Fronteiras

Você está em: Início > Notícias > Literatura > AMADO DE MORTE E AREIA

AMADO DE MORTE E AREIA

Literatura por Renata Barcellos em 2018-03-03 13:44:19

AMADO DE MORTE E AREIA

 

O espetáculo “Amado de Morte e Areia” é inspirada no universo literário de Jorge Amado. Trata-se de uma montagem final da Oficina de Teatro Adolescente do Ziembinski (26 moradores da Tijuca e regiões vizinhas). Sob a direção de Rohan Baruck, o resultado foi excelente. A peça tem movimento, prende a atenção e suscita o riso. O texto apresenta duas histórias: Quincas Berro D’água e Capitães da Areia.


Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado. Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau. Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935.  Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.

A obra literária de Jorge Amado ganhou inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, em braile e em formato de audiolivro.

Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.

A obra de Jorge Amado mereceu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se: Stalin da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989), Cino Del Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil, Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).

Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina; além de ter sido feito Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, na Itália, na França, em Portugal e em Israel. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua última viagem a Paris, quando já estava doente. Orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.

Obras e características de Jorge Amado

Obras:
Romances proletários: Cacau, Suor.
Rixas e amores: Marinheiros, Mar Morto, Jubiabá, Capitães de Areia.
Pregação partidária: Saara Vermelha, Subterrâneos da Liberdade, O Cavaleiro da Esperança, O Mundo da Paz.
Luta entre coronéis e exportadores: Terras do Sem fim, São Jorge dos Ilhéus.
Crônicas de Costumes provincianos: Gabriela, Cravo e Canela, Os Pastores da Noite, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste.
Contos: Velhos Marinheiros

Características:
Apreciação: Caráter seco, participante e lírico, descreve a miséria e opressão do trabalhador rural, romance proletário, região cacaueira da Bahia, ambiente urbano, descuido formal. Tom ameno e humorístico, urbano, a partir de Gabriela, melhor cuidado formal.
Ficção regionalista: (Jorge Amado)

Na obra pode se distinguir:
“Romance Proletário” : Cacau (1933), Suor (1934) – a vida baiana, rural e citadina.
“Depoimentos Líricos” : sentimentais, espraiados em torno de rixas e amores marinheiros: Jubiabá (1935). Mar Morto (1936), Capitães de Areia (1937).
“Escritos de pregação partidária” : O Cavaleiro da Esperança (1942, edição argentina; 1945, edição brasileira), O Mundo da Paz (1951).
“Afrescos da região do Cacau” : as lutas entre coronéis e exportadores: Terras do Sem Fim (1942), São Jorge de Ilhéus (1944).
“Crônicas amaneiradas de costumes provincianos” : Gabriela, Cravo e Canela (1958), Dona Flor e Seus dois Maridos (1967).
São mais recentes, nessa linha, formam uma obra à parte as novelas reunidas em Os Velhos Marinheiros (1961).
Jubiabá : romance de tensão mínima: há conflito, mas este se configura em termos de oposição verbal, sentimental quando muito: as personagens não se destacam visceralmente da estrutura e da paisagem que as condicionam.

 

Local: Teatro Municipal Ziembinski
Classificação: 12 anos
De 02 a 25 de fevereiro.
Sextas e sábados, às 20h.
Domingos, às 19h.
Não haverá apresentação nos dias 09, 10 e 11. 
Ingresso: R$30 (inteira) e R$15 (meia).

Deixe seu comentário, ele é muito importante para nós

* Seus dados não serão exibidos a terceiros.

Publicidade

Veja também