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Caos

Literatura por Renata Barcellos em 2018-03-18 08:05:56

                

Fomos assistir à peça CAOS porque o título chamou-nos a atenção devido à classificação ser uma comédia. Antes de ir, lemos a sinopse e mais intrigada ficamos. Lá fomos conferir. Não nos arrependemos, rimos e até nos surpreendemos por serem citados dois autores da Literatura: Shakespeare e Guimarães Rosa. Vale a pena!!!    

Trata-se de uma coletânea de contos que a atriz e idealizadora Rita Fischer escreveu ao longo dos últimos anos sobre a cidade do Rio de Janeiro. Os impasses e surpresas quotidianos como: interferências, desconfortos, possíveis perdas, maus tratos, indiferenças, acidentes vivenciados e/ou presenciados por ela. O texto leva a plateia a refletir sobre as diversas situações pelas quais também passamos. Reconhecemo-nos em vários momentos.  Cabe ressaltar que o cenário é constituído de apenas duas cadeiras. Nada a mais. Mas ela e a Maria Carol provam que não é necessária grande produção quando se há um belo texto (linguagem simples e objetiva) e domínio de cena. As duas atrizes atuam muito bem. A expressão corporal utilizada ao longo do espetáculo dá dinamicidade, vida ao espetáculo. Prende a nossa atenção.    

Com direção de Thiago Bomilcar Braga, ao todo são quinze contos encenados, abordando desde as mazelas sociais ao vício de postar fotos nas redes sociais em uma hora de espetáculo. Segundo Rita Fischer, o que a motivou a transformar os textos em uma peça foi

      

                                             Achamos de suma importância realizar                     este espetáculo porque não sou  

                                                  somente eu que vivencido caos no dia a dia. Estamos literalmente largados

                                                   numa cidade que já foi maravilhosa e agora é habitada e governada pelo

                                               descaso e negligência em quase todas as esferas.E tomando como ponto de

                                          partida que o teatro pode ser um grande ‘agente transformador’ parapensarmos  

                                     e criarmos um mundo melhor, nada mais atual e pertinente do que falar sobre o Rio de Janeiro de uma forma bem humorada, reflexiva, crítica e atual.

 De acordo com Fischer, os contos foram publicados ao longo dos últimos anos no Facebook cuja expressão é de “um grito de dor e de amor para tentar tornar um mundo, ou melhor, um Rio melhor. E sendo todos nós criadores do mesmo; porque não? “Caos” fala sobre todos nós e sobre essa realidade que vivenciamos, ora como sujeito, ora como objeto desses possíveis e prováveis encontros”. Ela menciona que, quando não postava uma crônica, as pessoas perguntavam-lhe: “Poxa, não teve crônica hoje?! Meu dia não é mais o mesmo sem você e seus textos” ou “Porque você não escreve um livro Rita?!”. De tanto ouvir isso, para nossa satisfação, encorajou-se e reuniu as 70 crônicas.

 

                                              escolhi algumas com a ajuda da amiga e dramaturga Cris Fagundes,  

                                              reuni pessoas para leituras e resolvi montar. Sem NENHUM

                                              dinheiro!! Nenhum incentivo!! Produzindo, divulgando e fazendo

                                             tudo sozinha!!!! Se não fosse ajuda da minha equipe e amigos nada  

                                             disso teria acontecido. E foram muitos!! Muito grata a eles!! 



Assim, Rita Fischer além de atriz é escritora. Uma bela representatividade do mundo contemporâneo. Em mês de março, comemoração do dia das mulheres, uma peça que traz duas belas representatividades na escrita e na atuação. Por esta, parabenizamos também Maria Carol. Juntas dão o tom adequado ao assunto abordado em cada esquete.

Rita Fischer é da companhia Alfândega 88 do renomado diretor Moacir Chaves. Com ele, criou uma parceria de trabalho (considerada por ela ): Negra Felicidade, texto dificílimo que se tratava de um processo judicial na íntegra da libertação de uma escreva. Trabalhou com Ivan Sugarrara  em Sarau das Putas, no Teatro Poeira; e Cabaret Foguete, na Sede das Cias e Café Pequeno no Leblon. A peça Neura! de autoria dela ganhou prêmio no festival Internacional de humor do Oi Futuro como autora e júri popular com esquetes da peça. A anterior a Caos foi a Online de Paulo Gustavo, do Fil Braz e direção do João Fonseca.


Vale conferir!!!

 

Ficha técnica

 

Texto: Rita Fischer

Direção: Thiago Bomilcar Braga

Elenco:  Maria Carol e Rita Fischer

Direção de movimento: Luísa Pitta

Iluminação: Paulo César Medeiros

Figurino: Dora Devin

Trilha sonora: Rádio Lixo

Fotos de divulgação: Andréa Rocha- ZBR

Produção: Rita Fischer

Identidade Visual: David Lima

 

Teatro Serrador – Centro RJ

 

Dias: de 06 a 27 de março de 2018.

Terças e Quartas

Horário: 19h30

Gênero: Comédia

 

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