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Convergências – A Poesia Visual de Tchello d’Barros

Literatura por Renata Barcellos em 2018-06-26 19:29:34

Sábado, à tarde, foi muito gratificante. Fui a instigante exposição Convergências de Tchello d’Barros pela segunda vez. A primeira foi antes de assistir à peça Memórias de fogo semana passada e conhecê-lo pessoalmente. Começamos nos comunicar por causa da matéria sobre a peça. E, a partir das conversas, ele convidou-me para dar um depoimento sobre o trabalho dele na gravação de um especial que o Canal de Youtube da TV Honestino - um projeto de extensão da UFRJ/EBA/LabPD - coordenado pelo Prof. Dr. Enéas Valle. Lá, tive o prazer de conhecer ao chegar Ricardo Muniz De Ruiz (professor e escritor). Ficamos comentando as belas poesias de Tchello, trocamos nossos livros, contatos... até o anfitrião chegar. Muito simpático e atencioso, ficou conosco num bate-papo sobre sua obra, literatura... Depois veio a simpática artista plástica Lígia Teixeira, o presidente Jorge Ventura da APPERJ (Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro), o curador Sady Bianchin, o cantor Laffayete Alvares Jr. do Projeto Releituras Musicais - experimentos (só me lembrava da sua interpretação de Ressuscita-me na peça Memórias de fogo) e outros.

A bela exposição de Tchello d’Barros, com curadoria de Sady Bianchin, está no imponente prédio do Centro Cultural da Justiça Federal, no coração da cidade Rio de Janeiro. Lá, estão expostos alguns de seus poemas visuais cujos temas vão do cotidiano às relações humanas, da micropolítica à sociedade global. Vale destacar que não só ela é itinerante (já passou por quinze estados) como também seu acervo é modificado. Nesta, está:  Democracia, Parlamentares, Utopia, Consumo-me, Ego, Pororoca, Aduan Aduana ... Este, em especial, adorei por ser a figura da mandala. Assim, você que viu em um lugar, pode ir a outro e encontrar um recorte diferente das expressivas obras do poeta.

Para quem não conhece ainda Tchello d’Barros, ele nasceu em Brunópolis. É escritor, artista visual e viajante. Morou em 12 cidades, sendo 15 anos em Blumenau/SC, onde iniciou a carreira artística. Conhece diversos 20 países. Tem uma vasta produção. Publica textos em jornais, revistas, sites, ministra palestras, oficinas literárias e cursos de desenho... Na Literatura, publicou 5 livros de poesia e vários Cordéis.

Cordéis - Poesia de Cordel - Ed. de autor – Maceió/AL - 2006

À Flor da Pele - Poesia - Ed. Cultura em Movimento – Blumenau/SC - 2003

Olho Zen - Poesia - Ed. Multi-prisma – Blumenau/SC - 2000

Letramorfose - Poesia - Ed. Cultura em Movimento – Blumenau/SC - 1999

Palavrório - Poesia - Ed. de Autor – Blumenau/SC - 1996

Olho Nu - Poesia - Ed. Letras Contemporâneas – Florianópolis/SC – 1996

Cabe ressaltar que a exposição “Convergências – A Poesia Visual de Tchello d’Barros” já passou por 15 instituições culturais desde 2008: João Pessoa (PB), Maceió (AL), Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Blumenau (SC), Curitiba (PR), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Salvador, Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ).

Como eu e o Ricardo Muniz De Ruiz (professor e escritor) chegamos cedo, nossa conversa com Tchello d’Barros foi muito enriquecedora. Selecionei algumas perguntas feitas a ele.

1-      Quando você interessou-se por Poesia visual?

Tchello d’Barros: Comecei a me interessar por Poesia Visual no início dos anos de 1990. Quando (de forma autodidata) estudava Literatura nas bibliotecas freqüentadas. No momento  em que me deparei com ensaios sobre Poesia Visual, percebi essa possibilidade do hibridismo entre linguagens, esse encontro da Literatura com as Artes Visuais, esse elo entre poesia e imagem. Assim, passei a compor os meus primeiros poemas visuais.

2-      Desde a primeira vez que vim à exposição e pesquisando sobre o teu trabalho, chamou-me atenção a forma do círculo. É intencional? Há alguma razão específica?

Tchello d’Barros: Algumas imagens da exposição são construídas com estruturas geométricas, como a forma circular por exemplo. Isso é reflexo um pouco dos trabalhos com Mandalas que tenho desenvolvido em paralelo na minha produção em Artes Visuais. Formas circulares remetem ao olho humano, com sua íris e pupila mas também dialogam com símbolos místicos e ancestrais, pois já estavam presentes nas pinturas rupestres e hoje estão nas criptografias hipermidiáticas.

3-      O que te motivou a realizar a exposição Convergências?

Tchello d’Barros: O que me motiva num sentido mais pessoal é através das obras causar emoções estéticas com temas que possam eventualmente provocar alguma reflexão ou discussão. Num sentido mais amplo, é um conjunto de estratégias para popularizar a Poesia Visual em meu país, realizando exposições, palestras, oficinas, publicações, reflexões textuais e curadorias internacionais.

O que você gostaria de destacar desta versão de Convergências, aqui, no Rio de Janeiro?

Tchello d’Barros: O que poderia ser destacado é que, nesta exposição, na parceria com o curador Sady Bianchin foi dado um espaço especial aos trabalhos com temas sociais e políticos por causa do momento no qual nosso povo está vivendo. O outro destaque por acontecer a 11ª da mesa-redonda “Poesia Visual Contemporânea”,no dia 05 de julho. Assim, além da mostra, as pessoas têm a oportunidade de debater este segmento tão específico e especial da Literatura.

No meio de nossa tarde agradável, aguardando a gravação, tirando fotos e conversando com os outros convidados, Ricardo Muniz De Ruiz (professor e escritor) diz o seguinte sobre a obra de  Tchello d’Barros:

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