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CRÔNICA: "Simplicidade e Sabedoria", de Beatriz Dutra

Literatura por Rogério Araujo (ROFA) em 2018-08-22 17:30:53

                        SIMPLICIDADE E SABEDORIA

 

Os jornais andam tão embrutecidos... A vida tão violenta, que chego a me questionar: vida sem poesia seria vida?... Por outro lado, a poesia está em tudo... Basta podermos fixar o nosso olhar para percebê-la... Afinal, “vida e poesia são a mesma coisa”, escreveu Quintana, esse inesquecível poeta da arte de escrever simples e profundamente. Seus versos estão ao alcance do menos ao mais letrado. Têm a magia de transpassar a caixa torácica  e alcançar o coração dos que se dispõem a lê-los: “Haverá ainda no mundo, coisas tão simples e tão puras como água bebida na concha das mãos? / “Não é possível amizade quando dois silêncios não combinam.” / “Uma alma sem mistério nem seria alma... Da mesma forma que um Deus compreensível não seria Deus.” / “Aquela andorinha que vai sumindo cada vez mais longe – será mesmo uma andorinha? Ou a minha saudade que eu te mando?” / “Os anjos não dão de ombro, não; quando querem mostrar indiferença, os anjos dão de asas.”

A poesia de Quintana embeleza a vida e nos torna mais leves... Assim como ouvi, no rádio do carro, numa bela manhã, estes versos também simples e maravilhosamente, ao alcance do entendimento de qualquer pessoa... “Se todos fossem iguais a você / que maravilha viver... (Vinicius de Moraes) e “As flores na janela sorriam, cantavam, por causa de você”... / “Somos a vida, o sonho, nós somos o amor!... (Dolores Duran)

Pois é, assim, sinto que Khalil Gibran estava certo. Para ele, “a simplicidade é o último degrau da sabedoria”... Sim, a simplicidade é uma conquista; a simplicidade é o apogeu!...

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