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Ariano – O Cavaleiro Sertanejo

Literatura por Renata Barcellos em 2018-10-13 16:44:54

Ontem, fui assistir a "Ariano – O Cavaleiro Sertanejo". Minha amiga Heloisa Coelho foi assim que estreiou e  me recomendou. Segundo ela “IMPERDÍVEL!!!”. Pude ratificar a sua opinião. Ribamar Ribeiro homenageia o autor Ariano Suassuna de forma brilhante. Os 22 anos de da companhia de teatro                  Os Ciclomáticos estão sendo comemorados em alto estilo. A atuação dos atores, o entrosamento deles,  o figurino típico... tudo nota 10. Quem ainda não foi.... VÁ!!!

A peça trata-se de seis cavaleiros à procura do lendário autor Ariano Siassuna. Eles invadem com música e poesia a cidade nordestina de Armorial. Contam e cantam sobre a lenda do cavaleiro nordestino: quem lutou com portando apenas a pena e a tinta. E também faz uma viagem nos costumes populares do universo nordestino: o cancioneiro, o sertanejo, o repente, o forró, o mamulengo e o Movimento Armorial (idealizado e dirigido por Ariano). Este objetiva valorizar a cultura popular do Nordeste, criando uma espécie de arte brasileira erudita a partir das raízes da cultura do país. De acordo com Ribamar Ribeiro,

 “Nada mais justo: homenagear a cultura popular nordestina através da figura icônica de Ariano Suassuna”.

O espetáculo é dividido em 6 partes: A luz da vida, a morte do pai, mãe do céu, alma gêmea, a moça Caetana e a grande revelação. Em cada uma delas há música e humor como: “Que barriga da porra” e “queria se livrar do estorvo”. Há a questão da religiosidade em: “Você acredita em Deus? Eu não conseguiria viver atormentado, sangrando... bastaria a morte. Salgando o choro e temperando o pranto. Viver seria um fardo”. Vale ressaltar também o momento de interação com a plateia na qual uma atriz desce e passa pelas fileiras com uma varinha dizendo “abençoada (o)” e para um ao meu lado “está devendo um pacote de vela”. A plateia toda riu.

 

Ariano Suassuna (1927- 2014), escritor, poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado. Autor de "O Auto da Compadecida"(sua obra-prima), adaptada para a televisão e para o cinema. Esta obra reúne, além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino. Foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado.

 

Obras

·          

·         Uma Mulher Vestida de Sol (1947)

·         Cantam as Harpas de Sião ou O Desertor de Princesa (1948)

·         Os Homens de Barro (1949)

·         Auto de João da Cruz (1950)

·         Torturas de um Coração (1951)

·         O Castigo da Soberba (1953)

·         O Rico Avarento (1954)

·         Auto da Compadecida (1955)

·         O Casamento Suspeitoso (1957)

·         O Santo e a Porca (1957)

·         O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna (1958)

·         A Pena e a Lei (1959)

·         Farsa da Boa Preguiça (1960)

·         A Caseira e a Catarina (1961)

·         O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971)

 

 Pensamentos de Ariano Suassuna


“Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa”.

“Eu digo sempre que das três virtudes teologais chamadas, eu sou fraco na fé e fraco na qualidade, só me resta a esperança. Eu sou o homem da esperança”.

 

“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”.

 

“A tarefa de viver é dura, mas fascinante”.

 

Ficha técnica

 

Elenco: Carla Meirelles, Getulio Nascimento, Julio Cesar Ferreira, Nivea Nascimento, Renato Neves e Fabiola Rodrigues
Texto e direção: Ribamar Ribeiro
Figurinos: André Vital, Nívea Nascimento e Roberto de Biase
Músicas: Getulio Nascimento
Preparação vocal: Juliana Santos
Preparação para canto: Getulio Nascimento
Cenografia: Getulio Nascimento e Cachalote Mattos
Adereços: André Vital, Mauro Soh e Nivea Nascimento
Iluminação: Mauro Carvalho
Sonoplastia: Getulio Nascimento e Ribamar Ribeiro
Operador de som: Ribamar Ribeiro
Programação visual: Nívea Nascimento
Fotos: Zayra Lisboa
Realização: Os Ciclomáticos Cia de Teatro

 TEATRO GLAUCE ROCHA


Avenida Rio Branco, 179, Centro.
Telefone: (21) 2220-0259.
Estreia quinta (4). Até dia 14/10.
Quarta a domingo, às 19:00

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