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Assim Falava Zaratustra

Cultura por Renata Barcellos em 2019-02-12 00:11:21

Assim Falava Zaratustra (1883-1885) é um espetáculo imperdível baseado na obra de Nietzsche, lançada em 1883, dividida em quatro partes (escritas cada um delas em 10 dias): a morte de Deus, o amor fati, eterno retorno de todas as coisas e o asssassinato de Deus

 A peça é constituída pela bela interpretação e direção de  Amir Haddad cuja função é de descer a montanha para proferir o que Assim Falava Zaratustra, por três brilhantes intervenções de Viviane Mosé (poetisa, filósofa, psicóloga, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas. Mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia) para explicar ao público a teoria de Nietzsche de uma forma simples e objetiva e pelo excelente Grupo Tá na Rua, com suas performaces regada de muita música e dança. Parabéns Maximo Cutrim, pela seleção musical e pelas coreografias  (Trilha e sonoplastia) dialogando com cada teor tratado. Muitos autores definem esta obra como fruto de uma composição musical, especificamente, uma sinfonia. Mahler declarou que Zaratustra nasceu “dentro do espírito da música”. E é esta com a dança (cabe destacar o figurino colorido) que dão vida ao texto. Essas duas áreas das Artes diluiem-no. Mesmo sendo uma linguagem simples, o conteúdo é denso. É preciso ter um tempo para sentir a sua essência. Saboreá-lo. E a parte cênica cumpre essa função de forma brilhante. Desde a entrada ao teatro, somos recebidos pelos atores de forma acolhedora. Aquele clima e o cenário todo colorido já revigoram as nossas energias. A intervenção do elenco é responsável pelos momentos de prazer, de descontração e vivacidade deles: Aurora Eyer, Daniel Avila (destaque para o gingado), Evandro Castro, Katerina Amsler, Luciana Pedroso, Lucilla Diaz (muito obrigada pelo convite. Parabéns pela performace), Mariana Mendonça, Nando Rodrigues, Osvan Costa, Renata Batista, Wanessa Malvar, Flavio Miranda, Rozan Borges. A cada música, pela euforia contageante dos atores, a vontade era de se unir a eles. O que aconteceu no final. A plateia desceu e se junto a todos eles. Bem no sentido do texto: dança e música nos dão vida, alimentam a alma, nos revitaliza. E nos faz nutrir o sentimento de que A VIDA VALE A PENA. VIVAMOS!!!

 

“O que você resiste, persiste”, dizia Jung. Falar tanto de Deus revela a tradição bíblica que ainda permanece.

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, nascido na atual Alemanha. Ele escreveu vários textos críticos sobre a religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, recheados de metáfora, ironia e aforismo.

Outras obras escritas pelo pensador foram: “Para Além do Bem e do Mal” (1886), primeira crítica séria da modernidade, “Genealogia da Moral” (1887) e “Anticristo” (iniciada em 1888 e só publicada em 1895). Sua fase criativa foi interrompida em 03 de janeiro de 1889, com uma crise de loucura. Foi diagnosticado com paralisia cerebral progressiva, faleceu em Weimar, Alemanha, no dia 25 de agosto de 1900.

 

Pensamentos

 

“A melhor cura para o amor é ainda aquele remédio eterno: amor retribuído”.

 

“Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar”.

 

“O atrativo do conhecimento seria pequeno se no caminho que a ele conduz não houvesse que vencer tanto pudor”.

 

O espetáculo voltará em abril. Vale a pena conferir!!!

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