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XIV RioHarpFestival

Shows por Jose Gonzaga de Souza em 2019-04-25 09:47:57

Em maio, o Rio é a capital mundial das harpas

Trinta e cinco músicos  de 22 países incluindo  importantes nomes brasileiros e orquestras de projetos sociais apresentam-se em maio em  cerca de 100 concertos em espaços culturais e pontos turísticos do Rio de Janeiro. A iniciativa é do Música no Museu, um projeto de musica clássica com  21 anos de atividades ininterruptas de janeiro a dezembro, atingindo o Brasil de norte a sul e com uma vertente internacional e  que há 14 anos dedica o mês de maio a este instrumento. A abertura será no dia 1º de maio, já trazendo uma novidade, a integração entre a harpa e a gaita de foles com a apresentação de uma orquestra comunidade,  um  projeto de inclusão social em São Gonçalo e  uma harpista brasileira.  No  encerramento,  dia 31 de maio no CCBB  apresenta-se uma  harpista da Escócia tocando musica antiga. Todos os concertos são gratuitos.
 
A HARPA:
Há instrumentos de origens arcaicas, com sonoridade delicada, que chegam como mera curiosidade aos nossos ouvidos tão acostumados ao barulho da vida moderna. A harpa, felizmente, vem atravessando milênios sem deixar de se adaptar a diferentes culturas e estilos musicais e sem minguarem os seus adeptos, apesar de não gozar de tantos praticantes ou de um repertório tão amplo quanto os de outros instrumentos clássicos, como o piano ou o violino. Mais que uma excentricidade de épocas passadas, a harpa se mostra relevante nos dias de hoje, e uma prova disso é a chegada da décima-quarta edição do RioHarpFestival, evento anual que tem acontecido sem interrupção e sempre conta com recitais lotados. Consolidado no roteiro internacional da harpa, o festival carioca traz apresentações com músicos,  vindos de vários países. tocando do clássico ao rock, passando por étnico, jazz e também ritmos brasileiros. Tudo criado por dedos ágeis ao pinçar as cordas da harpa. Muitos artistas têm composto novas obras, contribuindo para que o instrumento não fique parado no tempo. Alguns exemplos como o do argentino Athy que toca até rock em harpa elétrica, o mesmo acontecendo com o Burning Symphony e seu harpista Jonathan Faganello que agrega o heavy metal no seu programa
Muitas são as nacionalidades presentes no rol de atrações: italiana, portuguesa, belga, croata, africana do sul, japonesa, colombiana,argentina, paraguaia, norte-americana, peruana  e brasileira são algumas delas. Os tipos de harpa utilizados são igualmente variados, da classica às regionais ressaltando a llanera diferente da celta, que não se assemelha à paraguaia, por exemplo. Os eventos concentram-se no CCBB mas também em espaços culturais como o Centro Cultural Justiça Federal, Museu do Exército-Forte de Copacabana e também aportam em pontos turísticos do Rio de Janeiro, como Corcovado, Ilha Fiscal, Iate Clube, Jockey Club e AquaRio e nos clubes, Iate e Hebraica, além da Academia Nacional de Medicina e o Palácio São Clemente. Uma estratégia adotada este ano foi a de repetir   artistas em mais de uma apresentação  já que, na edição anterior, foi preciso arranjar, de última hora, apresentações extras para atender à demanda de público, que ultrapassava a lotação das salas. Destaque, também, para a inclusão de orquestras de várias comunidades em trabalhos de inclusão social pela música e que entrosarão com os harpistas estrangeiros com evidentes ganhos recíprocos.

AMPLIANDO FRONTEIRAS:
Cidade importante de outro estado como São Paulo, também entrou no circuito do festival, já na quarta versão- IV SPHarpFestival que cresce a cada edição, confirmando a potência de um dos mais delicados instrumentos musicais.Talvez seja questão de tempo para que, assim como a série Música no Museu, ele possa atingir todo o Brasil.
Enquanto isto já se expande para a Europa com concertos em Lisboa e Coimbra  (Portugal), Madrid (Espanha), Brugges (Bélgica),Grasse( França) , Milão(Itália), New Orleans (USA) e Caribe todos com harpistas locais, mostrando assim a sua repercussão internacional.
O RioHarpFestival insere-se no projeto Música no Museu que nos seus 21 anos de atividades registra um público superior a 1 milhão de espectadores no Brasil de Norte a Sul mas que se expandiu para cidades de países de todos os continentes levando musica e músicos brasileiros para o exterior. Detentor de 30 prêmios nacionais e internacionais, foi tema de Mestrado na Universidade de Berlim, e considerada a maior serie de música clássica do Brasil. Na sua programação anual, dividida em concertos referentes às estações do ano (Concertos de Verão, Outono,Inverno, Primavera e Natal) a cada mes privilegia um tema ou um naipe.Maio é o mes das harpas.

DESTAQUES:
O belga Jacques Vandelvede tocará em uma harpa dupla, outra novidade do festival. Já o Ecos Latinos, de New Orleans apresenta-se com a Orquestra Violoes do Forte, um projeto desenvolvido na Comunidade do Pavãò-Pavaosinho e na mesa linha, a Camerata do Uerê, da Comunidade da Maré com o harpista Jacques Vandevelde,  da Bélgica. Já os Tambores do Japão, um registro especial do Japão com tambores de 2 metros de altura, apresenta-se com o harpista Yns Ever Coronado, do Peru mostrando a integração da percussão com a harpa. Outro destaque é o koto, harpa japonesa com os harpistas tocando sentados no chão além das musicas árabes e indianas tocadas pelo Duo Jaffer Swamani & Ruda Brauns.
Les Alizes, um quinteto oriundo da França e da Martinica fará apresentações tendo como pano de fundo o lindo mar do Caribe. Destaque, também, para a musica libanesa com Al-Nur Kibir e na lista das harpistas clássicas, Kobie di Plessis,da Africa do Sul, Elizabeth Jaxon, dos Estados Unidos, Edith Gaeger, da Austria e assim por diante. 

O programa completo está nos sites 
www.rioharpfestival.com.br e www.musicanomuseu.com.br

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