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La Ronde

Literatura por Renata Barcellos em 2019-05-18 16:15:18

A peça La Ronde – A Ronda do Amor é uma bela adaptação da obra de Arthur Schnitzler (autor nascido em Viena, em 1862, é um dos grandes nomes da literatura vienense do final do século. Contemporâneo de Freud, estudou medicina e abandonou a carreira para se tornar um dramaturgo e escritor de sucesso, consagrado por seus dramas psicológicos. Morreu em 1931). A temática são as questões relacionadas às relações amorosas apresentadas em 10 esquetes que refletem hipocrisia da sociedade. Segundo o diretor Marcus Alvisi, o texto “parece intacto no nosso tempo'. Trata-se de diálogos e relações desenvolvidas antes e depois de uma conquista sexual. O desejo e a ética são as discussões propostas para reflexão. Os valores são defendidos por palavras, mas não praticados pelos personagens que pouco se conhecem e são apresentados como arquétipos de sua função social: a prostituta, o soldado, o rapaz, a empregada e o marido.

As 10 esquetes propostas são bem encenadas pelo elenco. Não sentimos nem as mais de duas horas de duração. Na trama,  as 10 esquetes propostas são bem encenadas pelo elenco. Não sentimos as mais de duas horas de duração, pois diferentes casais se refazem a cada nova encenação. O enredo tem como pano de fundo a Viena do início do século XX: “ninguém é de ninguém” (todo mundo se relaciona uns com os outros).De acordo com o diretor,  “esse ciclo se sustenta numa temática atual. São relações improváveis, pois sempre alguém trai o outro — ressalta o diretor, que esteve à frente de uma montagem da mesma obra em 1998”.

Durante o enredo, é citada a obra Do amor, de Stendhal (1783-1842). A obra propõe questionamentos como: De onde surge o amor? O que transforma um sentimento de simpatia numa paixão avassaladora? O que acontece com quem é presa de tal fenômeno? E qual o papel do ciúme? As cenas são dinâmicas, o elenco atua muito bem. A CAL sempre formando profissionais de excelência. A cada história, uma forma diferenciada de relação e todas culminando no ato sexual. Cabe destacar que nenhuma teve tom grosseiro. Vale a pena conferir!!! E para quem quer esquentar a relação ... RS ou sair "no clima" e / ou "cheio de ideas", vá e bem acompanhado. Estímulo é o que não faltam para  curtir com alguém uma bela noite!!! Rs

Parabéns CAL mais uma vez!!!

Curiosidade

ARTHUR SCHNITZLER

 

Em uma carta destinada a Schnitzler, datada de 14 de maio de 1922, Sigmund Freud faz algumas observações sobre a obra do escritor. O pai da Psicanálise confessa ter evitado, durante muito tempo, ser apresentado a ele, pois, ao ler seus textos, acreditava se tratar de seu “duplo”. Alguém que, como ele, era “explorador das profundezas” e mostrava “as verdades do inconsciente”.  Afirmou Freud (1922): “Sempre que me deixo absorver profundamente por suas belas criações, parece-me encontrar, sob a superfície poética, as mesmas suposições antecipadas, os interesses e conclusões que reconheço como meus próprios. Ficou-me a impressão de que o senhor sabe por intuição – realmente, a partir de uma fina auto-observação – tudo que tenho descoberto em outras pessoas por meio de laborioso trabalho”.

 

Stendhal

 

Nome Completo 

 

Henri-Marie Beyle (Stendhal era seu pseudônimo literário)

 

Quem foi

 

Stendhal foi cônsul e diplomata francês. Porém, se destacou como escritor romancista.

 

Movimento Literário

 

- Realismo


- Romantismo

 

Nascimento

 

Stendhal nasceu na cidade de Grenoble (França) em 23 de janeiro de 1783.

 

Morte

 

Stendhal morreu aos 59 anos na cidade de Paris (França) em 23 de março de 1842.

 

Estilo literário

 

- Valorização dos sentimentos e paixões dos personagens.

 

- Valorização dos aspectos psicológicos dos personagens.

 

- Valorização do prazer (hedonismo).

 

- Recursos literários para analisar a sociedade.

 

- Estilo seco.

 

Principais obras:

 

Romances

 

Armance - 1827

O vermelho e o negro - 1830

- A cartuxa de Parma - 1839

- Lucien Leuwen (inacabada)

 

Não ficção

 

- Do amor - 1822

- A vida de Rossini - 1823

- Promenades dans Rome - 1829

 

Frases:

 

- "Já vivi o suficiente para ver que a diferença causa o ódio."

 

- "Só há uma lei no amor; fazer feliz a quem se ama."

 

- "Em arte só vive o que continuamente dá prazer."

 

Obra: Do amor


Partindo de tais questionamentos e de sua própria história pessoal (mais especificamente uma desilusão amorosa), em 1820, escreve Do amor: uma fisiologia da paixão e uma confissão íntima. Dois anos depois da sua decepção amorosa, publicação do livro, cuja essência é a "cristalização amorosa": a pessoa apaixonada cristaliza-se, isto é, fica paralisa­da, perde a habilidade de agir e raciocinar, sobretudo em presença do ser amado. 


Em 1818, Stendhal, em Milão, havia sido apresenta­do a Matilde Dembowski, beldade lombarda casada com um oficial do exército polonês. Conhecida como uma mulher virtuosa e de fibra, ela não perdoou o escritor quando este, apaixonado, seguiu-lhe numa viagem ao interior da Itália, comprometendo sua reputação. O rompimento deixou Stendhal arrasado. Nesta obra, apesar de romântico, Stendhal mostra-se um precursor do feminismo, ao abordar as relações espinhosas entre sexo, moral e religião.


Ficha técnica:


Autor – Arthur Schnitzler
Adaptação, direção, concepção cênica e trilha sonora – Marcus Alvisi
Iluminação – Wilson Reiz
Figurinos – Maria Duarte
Assistente de direção – Joel Tavares
Assistente de produção – André Julião
Projeto Gráfico – Rita Ariani
Ilustração – Ícaro Galvão
Fotografia – Pablo Henriques
Direção de produção – Márcia Quarti

Elenco- Alice Sacomori, Bruna Knoploch, Caio Wigand, Ícaro Galvão, Isabela Oliveira, Juan Labre, Juliana Azevedo, Austin Astor, Thaiane Daniels, Vitorioso. Ator convidado Joel Tavares.

 

Serviço:

Teatro Gláucio Gill: 

Praça Cardeal Arcoverde s/nº, Copacabana. Qua e qui, às 20h. Até 6 de junho.

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