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Solteira. Inteira. Feliz

Cultura por Renata Barcellos em 2019-05-24 00:38:24

Ontem, fui assisti a uma peça MARAVILHOSA! Estava curiosa desde que entrou em cartaz com título: Solteira. Inteira. Feliz. Afinal, estas três palavras ainda hoje não interagem naturalmente no universo feminino.
O texto reflexivo de Yaya Gazal tem linguagem simples e um toque de humor (destaque para a cena na qual representa o russo). O enredo é a história de Júlia, uma mulher independente, livre, dinâmica e feliz. Vive de uma maneira única. Ela é uma famosa colunista de uma revista de prestígio voltada para o público feminino , cuja pauta são comportamentos,relacionamentos afetivos, empoderamento feminino e viagens. Ela traz à cena todas essas questões de forma descontraída através de narrativas como a do baiano “insaciável” (vou lhe dar um cheiro” para relatar algumas de suas experiências. A cada reflexão feita, fui me identificando mais. Parabéns!!!
No site kickante, Yaya Gazal define a peça como “uma mistura de superação feminina com humor contemporâneo que visa a transformação”. E relata que “as mulheres pensassem mais sobre a maneira de se relacionar afetivamente, porque apesar dos tempos atuais, muitas ainda se encontram presas em carências, armadilhas emocionais e padrões antigos. Queremos fazê-las pensar que o verdadeiro empoderamento está no seu amor próprio, em ser dona de si mesma e das suas escolhas, independente de se ter ou não um relacionamento e quando estiver em um, que essa escolha venha através de uma mesma sintonia e não por carência, que sejam dois inteiros e não metades”. O texto dela não cai no discurso do empoderamento clichê. A narrativa nos propicia uma bela reflexão de como lidamos com o outro, definimos felicidade....
Alguns pensamentos apresentados para reflexão:
“Só muda quem quer”;                                                              
“ Fora da cama, sempre sozinha”;
“Seja você mesma, o que há de melhor”;
“Quem tem que te fazer feliz é você mesma”;

Terminamos com um pensamento de quem sou admiradora:
 
"No dia que for possível a Mulher amar em sua força e não em sua fraqueza, não para fugir de si mesma, mas para se encontrar, não para se renunciar, mas para se afirmar. Nesse dia o amor tornar-se-à para ela, como para o homem, fonte de vida e não perigo mortal".
 
Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir, mais conhecida como Simone de Beauvoir Paris, 9 de janeiro de 1908 — Paris, 14 de abril de 1986, foi uma escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista política, feminista e teórica social francesa.
 
Todos deveriam assistir à peça, independente de opção sexual, para refletir sobre suas escolhas, renúncias... Trata-se de uma excelente reflexão sobre a mulher. Vá mulher reinventar-se!!! Pense: “felicidade é o amor, é o filho, é a vida profissional, é um acontecimento...? E se não chegar o dia, você não vai ser feliz?” .

 

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