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Grupo de Trabalho de Bibliotecas Públicas

Cultura por Dinorá Couto Cançado em 2019-07-05 21:27:23

A Biblioteca Braille Dorina Nowill, no Distrito Federal,  teve oportunidades de participar de um Coletivo  que promete avanços, direcionado por Jefferson Higino Dantas, bibliotecário da UnB – Universidade de Brasília e membro ativista da ABDF - Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal. Uma reunião ocorreu no dia 4 de julho na Biblioteca Pública de Taguatinga, resultando nessa postagem na coluna Inclusão Social Brasiliense.
Segundo Jefferson "a gestão da ABDF  (abdf.org.br) vem buscando alcançar suas propostas e uma delas inclui criar ações em consonâncias com a Agenda 2030. Com o foco nesse objetivo foi definido pela diretoria a criação do Grupo de Trabalho de Bibliotecas Públicas. Tendo como propósito motivar os bibliotecários e demais profissionais da área de ciência da informação na elaboração de políticas efetivas para a promoção do acesso universal ao livro, a leitura e as bibliotecas públicas".
A reunião teve início com os seguintes participantes:
1) Aline Alves – Biblioteca Pública de Riacho Fundo I
2) Antonio de Conceição Ferreira – Projeto Cultura no Ônibus
3) Denilson Dutra de Freitas – Biblioteca Pública do Guará
4) Iza Antunes Araújo – ABDF
5) Esther Melo Viana – Biblioteca Pública de Águas Claras
6) Simone Queiroz Afonso – Biblioteca Pública de Brasília
7) Marmenha Rosário – SECULT/GDF
8) Cheila de Souza Luiz – Biblioteca Pública de Taguatinga
9) Jefferson Higino Dantas – ABDF
10) Jaqueline A. S. Corrêa – Biblioteca Pública da Ceilândia
11) Silvana Mascarenhas Dias Pettinate – Biblioteca Pública de São Sebastião
12) Dinorá Couto Cançado – Biblioteca Braille Dorina Nowill/BiblioBraille
13) Noeme Rocha da Silva – BiblioBraille
14) Leonilde Maria Sombra de Moreira  Fontes- BiblioBraille

Com um relato objetivo, Jefferson resume as duas horas de discussões bem produtivas, acrescidas de depoimentos de alguns participantes destaques. “A reunião iniciou se com a apresentação de todos presentes e também relatos sobre a situação em que se encontram cada Biblioteca Pública. Nos relatos foi enfatizado a necessidade de regulamentação e reconhecimento legal das Bibliotecas Públicas junto ao Poder Executivo Local. Foram relatadas as dificuldades existentes a cada início de governo pois a maioria das Bibliotecas Públicas do DF não consta no Organograma do GDF, o que dificulta conseguir qualquer solicitações, seja para atividades diárias ou até para manutenção dos prédios das Bibliotecas.  Destaque para a resistência dos profissionais que atuam nas Bibliotecas, pois os mesmos mantém as bibliotecas abertas com atividades para a comunidade. 

Na reunião foi comunicado que será encaminhado o Regimento para todos, novamente, no whatsApp para aprovação e, posteriormente, o mesmo será encaminhado para a Diretoria da ABDF para aprovação ou possível alteração.

Foram definidos também os membros da Coordenadoria do Grupo de Trabalho de Bibliotecas Públicas, ficando assim a composição da Coordenadoria:
Jefferson Higino Dantas -  Coordenador
Raphael Cavalcante - Vice Coordenador
Aline Alves  - Primeira Secretária
Iza Antunes – Segunda Secretária

A regulamentação/estruturação das Bibliotecas Públicas do Distrito Federal com criação de cargos ficou como a ação prioritária do Grupo. Será feita uma pesquisa  nos outros Estados para saber como estão funcionando as Bibliotecas Públicas e esse mapeamento irá ajudar a consolidar a sugestão da Criação da Estruturação das Bibliotecas Públicas do DF. No final da reunião, ficou o indicativo de marcamos uma audiência com um representante do GDF – Governo do Distrito Federal para que possamos apresentar as propostas de ações do Grupo de Trabalho e, também, para que o mesmo mantenha e amplie ações de melhorias das estruturas dos prédios e apoio logístico aos projetos das Bibliotecas Públicas do DF”, conclui Jefferson.

Já a professora atuante em Biblioteca, Jaqueline Corrêa diz que “estamos juntos nessa luta  pois, nós, educadoras da Biblioteca Pública de Ceilândia, além, de sermos apaixonadas pelo que fazemos, acreditamos que, por meio da promoção do acesso ao livro e à leitura, podemos transformar vidas  e contribuir para o exercício pleno da cidadania. Nossa missão!” A Galeria BRAIAB de Transformações Inclusivas que ocorre na BiblioBraille Dorina Nowill comprova esse belo depoimento de Jaqueline, a partir do Dia Mundial da Criatividade.

 A bibliotecária Simone Queiroz demonstra a sua preocupação, depois de ouvir tantos desabafos angustiantes: “Na reunião tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da realidade de cada pessoa à frente das bibliotecas públicas, bibliotecários ou não, todos com o mesmo problema de descaso das administrações públicas em relação às bibliotecas, o que nos fez observar a urgência de tentarmos institucionalizar esses espaços, fazer com que ao menos existam, a necessidade da união de técnico, administrativo e pedagógico e o fortalecimento do grupo de trabalho para, juntos, apoiarmos os servidores das bibliotecas públicas que estão adoecendo e cansados com tanta pressão e descaso.”

Complementando, Iza Antunes Araújo – a bibliotecária de maior destaque no DF, o nosso ícone quando refere-se à essa temática, reforça que a pesquisa, nos Estados, diz respeito a estrutura administrativa das bibliotecas públicas, onde elas estão posicionadas, se estão ligadas às Secretarias de Cultura, de Educação ou em outras áreas da administração dos Estados. Iza Antunes sempre deu apoio aos 24 anos da Biblioteca Braille e hoje é membro honorária e titular da AIAB – Academia Inclusiva de Autores Brasilienses, entidade fundada por essa colunista Dinorá Couto.
Concluindo esse relato coletivo, Iza Antunes resume e mostra as conquistas já adquiridas: “Amei participar, mais uma vez, da reunião do GBP/ABDF. Estamos aumentando a cada reunião. Muito importante, como destacou nosso coordenador Jefferson, vamos nos associar ABDF. O associativismo é o único instrumento que poderá ajudar o grupo a reverter a atual situação das nossas bibliotecas. E ABDF tem credibilidade pela sua atuação, desde 1971, em prol das bibliotecas. Temos bom exemplo da atuação do associativismo bibliotecário.  Conseguimos a regulamentação da profissão; a construção do prédio da BNB, em Brasília; a inclusão da carreira, no Executivo, no mesmo patamar das demais profissionais de nível superior; a atualização de centenas de profissionais, por meio dos cursos de auxiliar de biblioteca e de Bibliotecários; ações sociais em prol de bibliotecários  desempregados e doentes. São muitos os benefícios de termos um movimento associativo forte. Não podemos esquecer disso! Temos que ter números, só assim nossas autoridades e políticos vão nos respeitar. Eles só entendem essa linguagem, futuros leitores! Vamos à  luta. Nós já estamos calejados e não podemos desistir da luta. Abraços”.
A foto geral do grupo, ao final da reunião:   https://www.instagram.com/p/BzjDBDfFx2w/?igshid=zcgkrvn0gw5g

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