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“O fim da psiquiatria”

Cultura por Renata Barcellos em 2019-10-19 12:33:37

Ontem, tive a grata oportunidade de assistir a uma bela peça reflexiva “O fim da psiquiatria”. O texto e a direção é do simpático Walter Macedo Filho. Trata-se de uma compilação de 7 contos alinhados em um stand-up de drama, cujas temáticas abordadas são as crises do homem contemporâneo: depressão, angústia culpa, paranoia, dentre outros.

Os 7 textos são bem interpretados pelos 4 atores (Rubens Camelo, Adriana Rodrigues, Nina Rodrigues e Daniel Bouzas.). A atuação de cada um deles imprime o tom dramático preciso nas situações cujos conflitos internos envolvem depressão, angústia, certas pulsões perversas. Por exemplo, o primeiro texto, nome ao espetáculo, Fim da psiquiatria. O ator Rubens Camelo com sua atuação dá vida ao um homem que retira da internet informações para amputar um gato.

Segundo o autor e diretor Walter Macedo Filho, os textos são “situações dúbias – recortes do que as pessoas estão vivendo. Textos cheios de lacunas para que o público elabore em uma construção colaborativa. As 7 cenas montam um mosaico de um mundo contemporâneo”. Na atualidade, as relações de acordo com Baumann tornaram-se “líquidas” pela forma como lidam uns com os outros. As pessoas não se escutam, não se toleram. Em outra cena, a personagem de Nina Rodrigues, em uma cadeira de rodas, profere um discurso sobre doença.  

Após o espetáculo, são realizados bate-papos, com especialistas na área de Psicologia e Psiquiatria num conjunto de encontros denominado “Limites humanos: discussões sobre as dores da alma”. A atividade tem a curadoria e mediação das psicólogas Mariama Furtado (psicóloga clínica e coordenadora do Núcleo de Estudos e Práticas Clínicas) e Márcia Noleto (psicóloga clínica, coordenadora do Centro Integrado Bella).

Cabe ressaltar as participações no bate-papo de ontem de Márcia Noleto e de Alcio Braz (médico psiquiatra, psicanalista, antropólogo e monge zen com treinamento no Japão, nos Estados Unidos e no Brasil), autor de ‘O Grande Silêncio' . Ele propõe a A alegria do silêncio: um manual da prática zen. Durante o debate, foram destacadas as diferenças entre tratamento e cura e a relação ciência, religião e espiritual. A principal colocação realizada foi:

 

-Não resolver o problema pelo outro;

- Compartilhar decisões;

- Massacre da felicidade padrão – rir tempo todo;

- Necessidade de externas as frustrações;

- Não dar soluções, escutar o outro; consolá-lo;

- Nunca oferecer uma compensação. É preciso viver o luto;

- A ARTE tem lado terapéutico, entretenimento... e, também, atenção por poder desencadear o lado negativo: os “fantasmas” voltarem.  

Serviço:

Dias:17, 18, 24, 25, 31/10 e 1/11 ( quintas e sextas-feiras)
Horário: 20 horas
Faixa etária: 14 anos
Duração da peça: 50 minutos
Ingressos: riocultura.superingresso.com.br
Local: Municipal Café Pequeno (Avenida Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon)

 

 

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