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Trintões e Solteiros

Cultura por Renata Barcellos em 2019-11-07 23:49:27

Hoje, tive o prazer de ir à reestreia de Trintões e solteiros. Foi um deleite. Ri muito com com as reflexões comportamentais sobre os padrões estabelecidos de homem e mulher como: “não tenho como competir. Não tenho piroca. Você me chama de cara, gatíssima...” e “cansada. Cara chama para beber. Depois, quer comer”. Também vale destacar as oportunas mensagens transmitidas pela peça: “Meu corpo, minhas regras”, “O principal da vida é se jogar e viver”, “quem tem fome, tem pressa” e “exercitem os valores afetivos acompanhados de tolerância”.

Dessa forma, Fabrisio Coelho, autor e diretor do “espetáculo” propõe-nos uma comédia sobre o amor, encontros e desencontros e padrões, da mulher moderna, do homem contemporâneo, das buscas afetivas, de sexualidade no mundo contemporâneo. A partir disso, são intercalados momentos não só de entretenimento: “gente mal comida”, “se estou a fim de dar, dou mesmo, dou muito”, “ Mundo está carente, falta piroca”, “Fecho meu parlamento” e “Meu homem, minha vida”; mas também de questionamentos dos valores instituídos “desde que o mundo é mundo: sede pelo poder e busca pelo amor”. Ouso dizer que se trata também de um alerta para todos aqueles em busca de um relacionamento: “às vezes, não percebemos a ajuda à volta. Andar atento”.

Para abordar a temática, os atores Leonardo Gutierrez, Izabella Guedes e Jefferson Jima (cuja atuação é excelente de seus personagens) interpretam um casal, Carlos e Luciana, que se conhecem em um lançamento de um livro de Martha Medeiros. A partir desse encontro, em uma livraria, e do esquecimento dos livros dela com ele, surge o interesse afetivo por parte dele; já, da dela, devido à educação e sensibilidade do rapaz, considerou-o um amigo gay.        O texto propõe-nos uma instigante reflexão a partir deles: Luciana é uma mulher intempestiva, impulsiva e, completamente, obcecada por sexo. Carlos é poesia, pratico, sensível, delicado.

Cabe ressaltar também a estratégia utilizada pelo autor e diretor Fabrisio Coelho: durante o enredo, o ator Jefferson Jima faz o papel de narrador da peça. A todo momento, ele entra para propor-nos uma reflexão como a útima “Às vezes, o amor pega a gente de jeito, em qualquer lugar que habite seres vivos”. Isso me fez lembrar de mim. Só que seria “quarentona, solteira” rs. Há um ano, fui a um evento literário. Conheci um grupo engajado e sério de lá da Cultura Latina. Entre os integrantes, Campos, amor da minha vida. Ah, o acaso. Só tenho a agradecer. Digo a ele que fui lá para conhecer aquele a ser responsável por me virar do avesso. Fabrisio Coelho, parabéns por mais um belo trabalho!!! E, a propósito, agora, seguirei sua sugestão: “me jogarei e viverei”.

Ficha

Gênero: Comédia

Classificação: Livre

Texto e direção: Fabrisio Coelho

Elenco: Leonardo Gutierrez, Izabella Guedes e Jefferson Jima

Som e Luz: Anauã Vilhena

Produção geral: Clécio Ferreira

Figurino: Coletivo

Local: Memorial Getúlio Vargas

Sala Zaíra de Oliveira

Praça Luiz de Camões, Gloria (Frente ao Hotel Glória)

100 metros do metrô Gloria

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