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“Carta a um jovem ator”

Cultura por Renata Barcellos em 2020-01-15 23:55:22

“Carta a um jovem ator” é uma proposta dramatúrgica instigante de João Vithor Oliveira e Tiago Herz,  com direção de Tiago Herz e bela atuação de João Vithor Oliveira. O cenário (constiuido por piano, microfone, aquário e cadeira) é de Daniel Disitzer. A luz de Gabriel Prieto, a trilha e a sonoplastia de Led Israel compõe a trama, dá veracidade e vivacidade ao drama vivenciado pelo jovem ator.

O monólogo “Carta a um jovem ator” (parte do Projeto Memória Domingos Oliveira, uma celebração ao ator, diretor e dramaturgo Domingos Oliveira) é um mergulho em dilemas e reflexões acerca da vida, da morte, do amor e da existência humana. O enredo consiste na história de João e a compra dos direitos de um espetáculo para se aproximar de seu tio-avô, um famoso diretor de teatro. Segundo João Vithor Oliveira,

 “O texto é uma reflexão sobre o ofício da atuação, em formato de correspondência, de Domingos Oliveira (tio de João Vithor), uma carta deixada para o futuro, como ele diz. São mensagens importantes para nossa profissão. Sou um jovem ator e já fui dirigido por ele, também bebo desse universo tão solitário e que precisa de arrojo e muita vontade para realizar projetos”.

Cabe destacar que, ao longo do texto, ao interagir com a plateia, o “jovem ator” dá dinamicidade ao texto (como quando pergunta pela definição de sonho); as citações de Domimgos Oliveira são lembradas pelo público (“o jovem de hoje em dia da menos importância ao sexo do que o da minha geração” e “Afinal, tudo é sexo”). E, dentre as referências, a  Dostoiévski e a Caetano Veloso levam a reflexão. Tornam o texto mais rico. Ainda vale mencionar a bela expressão corporal de João Vithor Oliveira. Ao longo da encenação, a linguagem não-verbal complementou a verbal. Foi responsável por imprimir o quão angustiado estava, seus questionamentos como: “ Que tipo de pessoa você quer ser?” e “Como viver a vida sem morte?”.

Termino esta breve apreciação do monólogo com dois fragmentos do texto:

“Quando não há palavra, o que resta é o olhar. Olhar é um abismo, uma vertigem”.

“Amor e ódio são terreno fertil para poesia”.

E um dos questionamentos propostos:

“Em que grau de ilusão você precisa viver?”.... “A realidade é insuportável!”

FELIZ 2020!!!

Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde, s/nº (ao lado da Estação de Metrô Cardeal Arcoverde) – Copacabana, Rio de Janeiro – terças-feiras e quartas-feiras, às 20 horas. 

 

 

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