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Crise educacional brasileira

Cultura por Renata Barcellos em 2020-04-25 11:10:23

            Em tempo de isolamento social, a EAD foi a solução devido à pandemia que assola o mundo. Atende a todos? Não! Sabemos e temos plena consciência disso. Não devemos punir a todos por causa de uma parcela do alunado (INFELIZMENTE) ainda sem acesso à tecnologia.

          É chegada a hora do Ministério de Educação investir na modalidade EAD para ensino médio (público e privado) e superior (público). Urge acompanhar a evolução tecnológica e atender à realidade  da clientela atual (não disponibilidade de tempo e dinheiro para arcar com alimentação e transporte). Se fizer as contas desses gastos, além do desgaste físico e psicológico, é mais barato pagar a internet e estudar na comodidade de sua casa.

          Quanto à sala de aula, quem atua sabe muito bem a realidade.  Muitas vezes, lotadas, sem infraestrutura, alunos desinteressados (corpo presente, alma vagando)... Questões para você professor refletir: sua metodologia por mais ativa adotada atinge 100% da clientela? Tem formação para lidar com as múltiplas necessidades especiais (cada vez mais presente)? Os cursos de licenciatura estão preparando os futuros professores devidamente para atuar com eles? Não seria uma grande exclusão a tida “inclusão”? Não é produtivo estudarem em instituições especializadas com profissionais capacitados do que até “bullying” sofrerem?

            No que tange a metodologias ativas, a sociedade está preparada para construir seus conhecimentos a partir de sala de aula invertida, ensino híbrido, gamificação...? Infelizmente, ainda não! Estes novos procedimentos visam à autonomia do aluno. Pretende-se formar um cidadão crítico, responsável, pro-ativo.... E a EAD propicia tudo isso também. Hoje, verifica-se o quão dependentes são os alunos (até os universitários). Não sabem gerenciar a autonomia, administrar o tempo... Dentro desta nova perspectiva educacional, o professor passa a orientar a construção de conhecimento. Propõe questões reflexivas, faz projetos interdisciplinares (um mesmo tema sendo abordado por diversas disciplinas), aulas externas (importante frisar: NÃO SÃO PASSEIOS!). Vale a perguntar: Há lógica em responsáveis não permitirem a ida a uma aula externa, por exemplo ao Centro da cidade, mas o filho (a) passar   a madrugada em bailes? Fica o questionamento!

              É emergencial uma REVOLUÇÃO na EDUCAÇÃO BRASILEIRA: não só a formal (acadêmica) mas também a familiar (orientação, valores...). Aproveitem ainda a quarentena para pensarem sobre os aspectos abordados aqui! Que seja ofertada a EAD no ensino médio também!  Acorda, Brasil! Educação é a base de tudo! Sem ela, não há progresso!

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