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Brasil França

Cultura por em 2015-06-01 21:12:30

Queridos leitores, gostaria de fazer com vocês uma breve caminhada, sobre nossa história com a França até, os dias atuais.

Nossa trajetória cultural comprova que foi bastante proveitosa para nós brasileiros essa abençoada invasão no Maranhão em 1612 período da França equinocial. Nesse período começou através do bom relacionamento das missões Francesas com os índios.

Passaram-se dois séculos, e nesse momento histórico em março de 1816, séc.  D. João VI Influenciado, por Antônio Azevedo, Conde da Barca, influente Ministro homem de significativas qualidades culturais residente em nossa cidade e impulsionados pela brisa iluminista desembarca no Rio de Janeiro a missão artística francesa um importante grupo de artistas e artífices todos órfãos do império Bonapartista.

A comitiva artística era composta por Jean Baptiste Debret cujo papel era retratar a história através de pinturas realistas de estilo neoclássico, Nicolas Tunay paisagista, August Marie Tunay escultor, Grandjean de Montigny Arquiteto, Simon Pradier gravador, Sigismund Neukomm compositor melhor aluno de Michal Haydne.

Acompanhava a missão vários assistentes que era liderada pelo crítico de artes (curador) Joachim Lebreton, segundo o Crítico Antônio Carlos Vilaça, a vinda da Missão artística Francesa teve o mérito de tirar o Brasil do ostracismo evoluindo para grandes mudanças que permitiu a liberdade de estilos. Na verdade, essa variedade cultural ocorreu com o retorno de Debret a Paris com a publicação dos registros histórico das cidades brasileiras que estimulou o interesse de outras nações em conhecer nossas terras.

Por esses acontecimentos históricos, somos hoje agradecidos a essa magnífica Missão Francesa pela semente cultural plantada por esse motivo somos responsáveis pelos inúmeros patrimônios históricos resultantes  da presença desses Mestres Franceses e de se ressaltar que muito de nossa arquitetura, artes, literatura e costumes teve essa magnífica influência.

Estamos em 2015 e certo que vivemos uma crise em nossas bases culturais com relação a várias instituições que estão desamparadas sem o mínimo de respaldo do governo para conduzir com o empenho que merecem esses patrimônios culturais como divulgar permanentemente para nossos jovens os registros de nossas raízes europeias, é necessário a urgência de órgãos públicos e particulares imbuídos do desejo ou da obrigação de criar medidas para que possamos dar aos nossos jovens e adolescentes a importância que tem esses legados sejam eles  de origens indígenas, europeias ou africanas.

Deve-se o devido respeito a esses patrimônios e a história e de suma importância a divulgação permanente desses Mestres que trouxeram mudanças no cenário cientifico, artístico literário como um enriquecimento histórico cultural para nossa Nação.

Não devemos permitir o descaso desrespeito e até ignorância de alguns em conviver com o erudito achando que é uma coisa distante e apenas disseminar no imaginário de nossos jovens o popular uma sociedade só está apta a crescer quando tem o respeito por suas instituições e o respeito pelas raízes com uma organização ordeira e consciente de nossas diversidades culturais.

Mas nada está perdido somos uma sociedade riquíssima de pluralidades agora mesmo no mês de maio como membro da ALAB estive em Armação dos Búzios a convite do Presidente da ALAB Acad. de Letras e Artes Buziana paras as comemorações do IV SACI Semana de Artes e Culturas Internacionais.

Com uma admiração crescente pelo trabalho do Presidente José Gonzaga de Souza que a exemplo, dos personagens da missão francesa em nossa história segundo Além Santine secretário Geral da FURCASI o Presidente José Gonzaga ancorou seu barco pela primeira vez em 12 de janeiro de 1973 em praia rasa que banha o continente Buziano e com seu idealismo, esforço e coragem criou essa instituição em junho de 2007 uma entidade totalmente voltada para as artes e literatura com um fórum e uma TV que facilita a divulgação nesse universo paralelo onde as diversificação da  cultura e o ponto convergente e primordial facilitando para nos artistas e escritores divulgar nosso trabalho com o respeito que merecemos.

Com essa caminhada histórica que recebi o troféu SACI das mãos do Ilmº Sr.Alexandre Bazire representante do Consul Geral da França Exmº Sr. Brice Roquefeuil, e declaro minha emoção e alegria dessa instituição ALAB que respeita a história com homenagens aos seus valores verdadeiros uma corrida de bastões com a consciência de preservar valores e disseminar a cultura.

Toda essa trajetória teve a cobertura competente do Jornal Sem Fronteiras outro importante veículo de comunicação que o País tem como um aliado forte especificamente voltado para as artes e literatura com seus exemplares conquistando a cada instante espaços no Brasil e no exterior devemos enaltecer a coragem de sua editora chefe Dyandréia Portugal e o coordenador geral Ilmº Sr. Fabio Valverde os exemplares tem  distribuição gratuita onde quer que sejam requisitados.

Sem dúvidas, as comemorações do IV SACI uma homenagem a França foi um reconhecimento histórico uma prova do amadurecimento cultural dessa entidade Buziana  composta de personalidades imbuídas e ávidas de dar continuidade a esse elo magnífico que nos une a França mostrando de uma forma democrática um Brasil íntegro e inteligente, sabemos de nossas riquezas e das nossas várias vertentes culturais e através desse mundo Globalizado devemos sim unir forças e arregaçar as mangas para cada vez mais atrair nossos jovens para o que há de melhor para o futuro de nossa Nação.

O respeito as nossas raízes e o reconhecimento de nossa rica cultura miscigenada são relíquias que não devem ser rompidas nem corrompidas e sim se tornarem elos fortes para um país mais cultural que se utilizem com assiduidade esse leque cultural criando oportunidades de crescimento cultural ao reconhecermos nossas origens, nos mais distantes continentes.

Toda essa festa foi coroada com a II Antologia ALAB coordenada por Silvia Securato ( edit. Oficina do Livro),

Obrigada a França por nos ter dado um grande legado cultural que faz parte do nosso patamar erudito.

RIO 22/05/2015

Maria Araujo

Mariadearaujo22@gmail.com

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