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18 de julho: 100 anos do palhaço Carequinha

Cultura por Rogério Araujo (ROFA) em 2015-07-18 14:19:45

George Savalla Gomes
Nascimento:
18/7/1915 - Rio Bonito, RJ
Falecimento: 05/4/2006 - São Gonçalo, RJ

Em homenagem aos 100 anos desse grande artista, a Câmara Municipal de São Gonçalo realizou Sessão Solene, sob a presidência do Vereador Diego São Paio, na sede da OAB-São Gonçalo, no dia 17 de julho, às 19h, com a presença de autoridades, familiares, personalidades e público que deseje homenagear Carequinha.

Biografia:

Iniciou a vida artística aos cinco anos de idade, no Circo Peruano, em sua cidade natal. Em 1938 estreou como cantor na Rádio Mayrink Veiga no Rio de Janeiro, no programa \"Picolino\", de Barbosa Jr.

Em 1950 passou a trabalhar na recém inaugurada TV Tupi, formando uma dupla de palhaços com Fred, nome artístico utilizado por Fred Villar, no programa \"Circo do Carequinha\", tornado-se pioneiro do circo na televisão brasileira e de programas infantis ao vivo na TV. O programa permaneceu 16 anos no ar. A amizade com Fred, seu parceiro nos programas de televisão, teve início no Circo Sarrazani, onde os dois faziam também o papel de galãs nas peças que eram encenadas.

Em 1957 realizou sua primeira gravação, as marchas \"Fanzoca do rádio\", de Miguel Gustavo, que se tornou a marcha mais popular no carnaval do ano seguinte, e \"O preço da gripe\", de Miguel Gustavo e Altamiro Carrilho. No mesmo ano, gravou aquele que seria seu maior sucesso, a valsa \"Alma de palhaço\", de sua autoria com Fred. Em 1958 gravou, de Altamiro Carrilho, a valsa \"Saudade de Papai Noel\". No mesmo ano, gravou de Altamiro Carrilho, Miguel Gustavo e Carrapicho, a marcha \"As brabuletas de Brasília\" e de Miguel Gustavo, a batucada \"Dá um jeito, Nonô\".

Em 1959 gravou a marcha \"Parabéns! Parabéns!\", de Altamiro Carrilho e Irani de Oliveira, que se tornou um verdadeiro hino dos aniversários infantis; a valsa \"Missa do galo\" dele e Mirabeau e a marcha \"Carnaval do J. K.\", de motivo popular, com arranjo de Altamiro Carrilho e Miguel Gustavo, entre outras.

Em 1960 gravou, de Altamiro Carrilho e Irani de Oliveira, o fox \"O bom menino\", que além de ser um de seus maiores sucessos, tornou-se também um clássico do cancioneiro infantil. No mesmo ano, gravou em parceria com Mirabeau e Jorge Gonçalves, a marcha \"Canção das mães\". Em 1961 gravou a valsa \"Canção da criança\", de Francisco Alves e René Bittencourt, que se tornou outro de seus sucessos. No mesmo ano lançou com enorme repercussão o LP \"Carequinha no Parque Shangai\", com produção de Getúlio Macedo, e com músicas do próprio Getúlio e Hamilton Sbarra, tais como: \"Roda gigante\", \"Trem fantasma\", \"Carroussel\", \"Bicho da seda\", \"Auto-pista\" e \"montanha-russa\". Em 1962 gravou, entre outras composições, \"Twist do cachorrinho\", de Nazareth de Paula e Joluz, e \"Chicotinho queimado\", dele e Almeidinha.

Em 1963, gravou as marchas \"Bloco do Carequinha\", de Vicente Amar e Almeidinha e \"É... Bebé ?\" de Antônio Almeida. Em 1964 gravou as marchas \"Vaca malhada\", de Brazinha e Vicente Amar e \"Joaquim, cadê sua meia?\" de José Saccomani, Valdemar e Castrinho. Gravou, entre outros, os LPs \"Amiguinho das crianças\", \"Baile do Carequinha\" e \"Carequinha\", todos pela Copacabana.

Nos anos 1980, apresentou por quase três anos, um programa infantil na TV Manchete, que saiu do ar, sendo substituído pelo programa da Xuxa, que iniciava a sua trajetória artística. Em 2001, destacou-se no programa Escolinha do Professor Raimundo, na TV Globo, com a música \"Ai,ai,ai carrapato não tem pai\".

Considerado um dos mais importantes palhaços de circo do Brasil, comemorou o aniversário de 87 anos em 2002, com uma apresentação no Teatro João Caetano. Em dezembro do mesmo ano, em entrevista a Bóris Casoy, na TV Record, descontraiu o jornalista, levando-o a cantar \"O bom menino\".

Carequinha atravessou várias gerações como ídolo infantil. Apresentou-se para vários presidentes, como Getúlio Vargas, Jucelino Kubitschek, João Goulart, passando pelos generais do governo militar e recebendo condecoração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2003, ao completar 88 anos, Carequinha foi homenageado por seresteiros em Rio Bonito, e foi recebido por 4 mil crianças na quadra da Escola de Samba Porto da Pedra, em São Gonçalo(RJ), onde morava. Por essa época, demonstrando saúde e vitalidade, fazia shows pelo menos 2 vezes por semana. Seu último trabalho na televisão foi como ator na série \"Hoje é dia de Maria\", realizada pela TV Globo em 2005, em que fez o papel de palhaço, na verdade, ele mesmo. Faleceu dormindo em sua casa, em abril de 2006, aos 90 anos, acometido de um enfarto. Cumprindo seu desejo, foi sepultado vestido com os trajes característicos, como o artista que encantou crianças e adultos por mais de 50 anos e apontado como o mais importante palhaço brasileiro. Seu corpo foi velado no Centro Cultural Joaquim Lavoura e seguiu em cortejo pela cidade, sendo sepultado no Cemitério de São Miguel. A prefeitura de São Gonçalo decretou luto de 3 dias. Construiu família numerosa, deixando, ao falecer, sua esposa de toda vida, 4 filhos, dois netos e um bisneto, Iago, de 7 anos, que já demonstra interesse de ser palhaço, com nome artístico, Gabiroba, dado pelo avô. Na semana de sua morte a FUNARTE, RJ anunciou a criação do Centro Cultural Palhaço Carequinha, a ser construído na Escola Nacional de Circo, na Praça da Bandeira. No projeto, exposição permanente de fotos, vídeos e objetos pessoais que pertenceram ao artista.

Fonte de pesquisa:

http://www.dicionariompb.com.br/carequinha/dados-artisticos

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